<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897</id><updated>2012-01-22T04:21:12.224-08:00</updated><category term='- Irene Pepperberg'/><category term='- Ursula Bellugi'/><category term='Memória'/><category term='- Kentato Mori'/><category term='- Nicholas Epley'/><category term='- Nicholas Wade'/><category term='- Daniel Dennett'/><category term='Livre-Arbítrio'/><category term='- Noam Chomsky'/><category term='síndrome de Williams'/><category term='- Benjamin Libet'/><category term='- Reinaldo José Lopes'/><category term='- Robert Sapolsky'/><category term='Inventividade'/><category term='NeuroCiência x Psicanálise'/><category term='- Oliver Sacks'/><category term='Criatividade'/><category term='Espírito Humano'/><category term='- Alysson Muotri'/><category term='- Humberto Maturana'/><category term='- Sidarta Ribeiro'/><category term='- Jill Bolte Taylor'/><category term='- Miguel Nicolelis'/><category term='- Antonio Damásio'/><category term='- Julie Korenberg'/><category term='- Yukiyasu Kamitani'/><category term='Consciência'/><category term='- Suzana Herculano-Houzel'/><category term='Sono'/><category term='Emoções'/><title type='text'>cerebro&amp;mente</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685217834959841968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_mAuW3aM0BYw/SceXbb6DywI/AAAAAAAABuo/RtWbi19gcyk/S220/alam.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>93</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-3195472715286007039</id><published>2012-01-22T04:11:00.000-08:00</published><updated>2012-01-22T04:21:12.240-08:00</updated><title type='text'>Os esquizofrênicos Jesus, Maomé e Abraão dominam o mundo</title><content type='html'>por Maria da Paz Trefaut para Planeta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cientista desenvolve umainterface máquina-cérebro&lt;br /&gt;O mais renomado cientista brasileiro da atualidade, Miguel Nicolelis (foto), vive entre Brasil, Estados Unidos e Suíça. Às vezes completa essa triangulação em uma semana e nem sabe em que fuso horário está. Mas isso não o incomoda. Com projetos nos três países, o neurocientista paulista, fanático pelo Palmeiras, tem a ambição de fazer um adolescente brasileiro tetraplégico dar o pontapé inicial na abertura da Copa do Mundo de Futebol de 2014. Para isso, usará uma veste robótica controlada pela força do pensamento.Desvendar a possível interação cérebro- máquina é um dos grandes desafios de Nicolelis, referência na pesquisa com próteses neurais, cujo trabalho integra a lista das "Dez Tecnologias que Vão Mudar o Mundo", do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Professor de neuroengenharia da Universidade Duke (EUA), tem projetos educacionais igualmente ambiciosos no Brasil. Um deles é em Macaíba, no Rio Grande do Norte. Ali deverá ser inaugurado, no início de 2012, o "Campus do Cérebro", uma escola em período integral que beneficiará 5 mil crianças, do berçário ao ensino médio. Já o "Educação para Toda a Vida", que começa na barriga da mãe, vai prestar assistência gratuita para 15 mil gestantes na periferia de Natal.Ele concebeu à Planeta a entrevista que segue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Se um tetraplégico der um pontapé na bola, na abertura da Copa de 2014, será uma revolução na ciência. O que ela tem de essencial?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;É uma nova forma de abordar a questão da reabilitação e uma nova forma de entender o cérebro. Sem uma nova teoria do cérebro a gente não teria conseguido chegar a essa tentativa de fazer uma aplicação clínica. É também uma revolução tecnológica, porque essas aplicações não vão se restringir à medicina. As interfaces cérebro-máquina envolvem interações com nossos computadores e com as ferramentas que usamos diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Esses tratamentos devem ajudar a romper o estigma das doenças?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma das razões pelas quais escrevi este último livro [Muito Além do Nosso Eu, recém-lançado pela Companhia das Letras,]. ara mostrar que o que a gente chama de normal e anormal é separado por uma fronteira muito tênue. É muito rápido um cérebro dito normal evoluir para um dito patológico. Para um de nós ficar esquizofrênico não é preciso muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;É um processo químico?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Entre outras coisas. No frigir dos ovos, tudo se resume a uma mudança de balanço de neurotransmissor e de atividade elétrica do cérebro. A gente percebe que são pequenas variações que levam você a ouvir vozes, ter delírios. Nos dias de hoje, aliás, a humanidade curiosamente é dominada por três esquizofrênicos que ouviam vozes, olhavam para o céu e achavam que alguém estava falando com eles.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quem são?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jesus Cristo, Maomé e Abraão. Muito provavelmente os três precisavam de haldol (medicamento para esquizofrenia). É arbitrária qualquer classificação que defina as bordas da normalidade. Cada vez mais a intolerância e o preconceito esculpem essa borda com seus interesses próprios ideológicos e políticos. Quando você vê o cérebro por dentro e começa a entender o que acontece, percebe como é fácil ir de um lado para outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você falou de três símbolos religiosos. Você é ateu?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Sim, mas acho que a religião faz parte do sistema nervoso. Como o cérebro é um simulador da realidade, ele cria um modelo e uma ilusão de realidade para cada um de nós. Ele precisa de uma história: de onde viemos? Como começou o universo?&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Materialista ou religiosa?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Exatamente. Os pigmeus africanos acham que a gente saiu do céu, que havia uma corda e eles foram descendo. Toda cultura tem uma história. O problema é que algumas são excludentes e prejudiciais ao bom convívio da espécie, na medida em que elegem os eleitos e os não eleitos.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A questão dos comandos cerebrais envolve telepatia?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Não, porque a telepatia pressupõe que a energia espontânea do cérebro é capaz de transmitir pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Há energia no cérebro?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ele tem um campo elétrico e magnético, mas muito pequeno. Não tem como um sinal sair do cérebro, passar pelo crânio e ir da minha cabeça para a sua. É impossível! Mas você pode registrar esses sinais, transmiti-los artificialmente - como a gente já faz - e mandá-los para uma máquina ou, em teoria, para outro cérebro. É nisso que estamos trabalhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Esse é o objetivo da brainnet?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Estamos trabalhando na ideia original, brain to brain interface. Trata-se de pegar o sinal de um cérebro e mandar para outro e ver se ele entende. Se for possível com um par de cérebros, será possível em qualquer combinação. Claro que tecnologicamente isso tem dificuldades enormes: não basta registrar o sinal, mas entregá-lo para outro cérebro. Em teoria, a ideia é factível.Como você vê o futuro...Bem diferente do atual. A gente tem a tendência de ter medo, porque todos os sinais do futuro são dramáticos.... da máquina humanizada...Isso é uma barbaridade científica. Não há nenhum computador que tenha a chance de reproduzir atributos humanos. Isso é pura balela, propaganda ideológica. É uma visão capitalista, de que você não vale nada e pode ser substituído por um robô. A máquina consegue executar movimentos repetitivos. Não consegue escrever poesia, pintar como Picasso, tomar decisões baseadas na natureza humana. Todas as características que fazem a gente ser como é resultam de processos extremamente complexos no cérebro e são fenômenos não computáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Isso define o limite da tecnologia?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Claro, ela é uma expressão da nossa capacidade criativa. Por isso são tão interessantes esses achados neurofisiológicos recentes, que mostram que todas as ferramentas que criamos são assimiladas pelo cérebro como uma extensão do nosso corpo: mouse, caneta, raquete de tênis, bola, carro, bicicleta. O cérebro cria a ilusão do que o nosso corpo é. E tudo o que a gente experimenta é uma ilusão; é um modelo do mundo.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Tudo é ilusão?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Sim. Se seu cérebro fosse diferente, você ia ver o mundo diferente. A sua história de vida foi diferente da minha; nós dois olhamos uma rosa vermelha e ela evoca memórias peculiares em cada um. Até recentemente a gente achava que a sua experiência e a minha, ao olhar uma coisa assim, era a mesma. Hoje a gente sabe que não é: o cérebro tem uma opinião. Esse ponto de vista foi construído ao longo da sua vida e da minha e ao longo da nossa espécie do ponto de vista evolutivo. Nosso cérebro vai ter um papel cada vez mais relevante na ampliação do nosso alcance como espécie. O nosso corpo vai perder relevância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mas vivemos o culto do corpo.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Pois é, até hoje o culto do corpo dominou nossa espécie. Então, quem aproveitou, aproveitou. A partir daqui, quem vai ganhar o embate é a mente. A seleção natural de quem vai sobreviver privilegiará aqueles capazes de usar a mente para agir com uma cornucópia de equipamentos, ferramentas e tecnologias que serão controláveis apenas por pensamentos. Antes, sobrevivia quem caçava bem. Amanhã será a vez de quem conseguir usar a mente para controlar 200 equipamentos ao mesmo tempo.Diz-se que usamos uma porcentagem ínfima da nossa capacidade.Mentira. Na verdade, a gente usa tudo o que tem. Se tivesse mais, usava também. A gente perde neurônios a partir dos 18 anos, mas é uma perda muito pequena. Num certo ponto da vida essa perda passa a ser relevante: você vai esquecendo coisas e não tem mais a mesma agilidade mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como você cuida dos neurônios?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Pensando. Desafiando a mente a pensar em coisas a que não estou habituado. É como um exercício físico.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Não cansa?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Demais. Tem dias que o esforço é tanto que eu capoto e acordo no outro. Estou ligado o tempo inteiro. Para mim isso não é trabalho, é prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Vinte anos fora do Brasil modificaram a sua visão?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ah, o exílio é o maior elixir do patriotismo. Você vê as coisas que não são boas, mas isso não abate as maravilhas que existem aqui. Temos muito potencial, que agora começa a aflorar de forma caótica. Mas temos um grande desafio pela frente. Nossa classe polícortica é muito fraca, muito pobre, dissociada da realidade. É uma classe que só pensa no espólio, em como extrair para si o que for possível. A situação da população melhorou bastante nos últimos anos, mas ainda falta muito para se construir uma cidadania plena. A educação é o único caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você se considera ousado?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Sim, desde o futebol na rua. Sempre me meti onde não era chamado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E só encontrou espaço para se desenvolver fora?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Não havia muito espaço para minhas ideias quando deixei o Brasil. Ao pensar em voltar, fui desencorajado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por quem?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Pelo chefe do departamento que, claramente, tinha seus protegidos e sabia que minha volta ia causar problemas. Era 1991 e a situação brasileira era muito complicada, com o confisco do governo Collor. Perdi toda a poupança que tinha e nunca mais recuperei. Mas minha grande crítica é que acho que grande parte da ciência brasileira é humilde. As pessoas têm medo de ousar, têm complexo de que não se pode fazer coisa grande, ambiciosa. Têm medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Isso prejudica o Brasil?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A ciência brasileira é muito provinciana. A academia de ciências também, e a maneira de financiar é cartorial. Nosso modelo é um dos mais perniciosos para um jovem cientista penetrar. Os sujeitos mais seniores dominam tudo e se você não tem um padrinho não consegue nada, porque é clube fechado. Nos Estados Unidos é o contrário: as possibilidades de financiamento para os jovens são garantidas de forma a assegurar uma renovação contínua de talentos. Aqui, o negócio é manter o status quo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.terra.com.br/revistaplaneta/edicoes/467/artigo228003-1.htm"&gt;http://www.terra.com.br/revistaplaneta/edicoes/467/artigo228003-1.htm&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-3195472715286007039?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/3195472715286007039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=3195472715286007039' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/3195472715286007039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/3195472715286007039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2012/01/os-esquizofrenicos-jesus-maome-e-abraao.html' title='Os esquizofrênicos Jesus, Maomé e Abraão dominam o mundo'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-538956034469498288</id><published>2011-09-25T03:52:00.001-07:00</published><updated>2011-09-25T04:11:23.350-07:00</updated><title type='text'>Anatomia do ego</title><content type='html'>O cérebro decifrado por Damásio e Nicolelis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RESUMO&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Dois neurocientistas compõem retratos do cérebro como um órgão ainda mais complexo e maleável do que se pensava: enquanto o brasileiro Miguel Nicolelis busca implantes cerebrais para tentar fazer paraplégicos andarem, o português António R. Damásio quer ir mais longe e descobrir os mistérios da consciência.&lt;br /&gt;MARCELO LEITE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;EM CONDIÇÕES NORMAIS, &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;seria descabido citar numa mesma resenha o último livro do português António R. Damásio e o do brasileiro Miguel Nicolelis. A primeira obra de divulgação de Nicolelis, "Muito Além do Nosso Eu", é um bom trabalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Damásio, por sua parte, escreveu mais uma obra-prima: "E o Cérebro Criou o Homem".Há muitas razões para reuni-los, e não só pelo fato de ambos terem o português como língua materna e escreverem em inglês. Damásio e Nicolelis são exemplos excepcionais de pesquisadores da periferia que venceram na arena mais sangrenta da ciência mundial, os Estados Unidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confirmam, com isso, a regra de que emigrar é o primeiro passo na senda do sucesso e da fama em ciência natural.Nicolelis tornou-se uma celebridade no Brasil. "Voltou" ao país para fundar o Instituto Internacional de Neurociência de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS), na periferia da periferia -voltou entre aspas, pois seu domicílio principal ainda é Durham, na Carolina do Norte, onde detém cátedra na Universidade Duke.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem bom trânsito na cúpula petista. Leva plateias às lágrimas quando promete o pontapé inicial da Copa de 2014 por um brasileirinho paraplégico metido num exoesqueleto. Protagonizou o mais rumoroso rififi da pesquisa nacional em tempos recentes: um racha no embrionário IINN-ELS, que levou à migração de seus principais cientistas para a Universidade Federal do Rio Grande do Norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A boa surpresa é que Nicolelis, entre tantas idas e vindas, produziu um livro interessante, culto e informativo. Não sem problemas, como tudo. E eles começam pelo subtítulo: "A nova neurociência que une cérebro e máquinas e como ela pode mudar nossas vidas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PENSAMENTO SÍMIO &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Nicolelis notabilizou-se como pesquisador porque seu grupo conseguiu fazer macacos moverem robôs "só com a força do pensamento": microeletrodos inseridos no cérebro do animal amostram sinais elétricos que, interpretados por computadores, reproduzem nas máquinas movimentos harmoniosos comandados pelo símio.É uma façanha e tanto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode não ser suficiente para ganhar um Nobel -o tempo dirá. E por certo é insuficiente para funcionar como princípio explicativo da "nova neurociência", que mal começa a orientar-se no labirinto da malfadada dicotomia mente-cérebro. Serve, contudo, como fio condutor de uma história cativante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fazer funcionar e para explicar os feitos de seu aparato biônico, Nicolelis toma partido em favor dos "distribucionistas" de Thomas Young [1773-1829], contra os "localizacionistas" de Franz Joseph Gall [1758-1828]. Ou seja, o cérebro não se reduz a um mosaico de módulos especializados (visão, tato, linguagem etc.), muito menos a uma coleção de neurônios correspondentes a objetos únicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opera mais como uma orquestra: timbres, sons, notas e ritmo compõem o concerto de vozes e naipes que constitui uma sinfonia."Muito Além do Nosso Eu" [trad. Miguel Nicolelis, 552 págs., R$ 39,50] se abre com uma bela narrativa sobre música, conhecimento e ciência, a partir de um episódio vivido pelo autor quando ainda estudante na Faculdade de Medicina da USP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A homenagem ao mentor César Timo-Iaria convoca a ópera "Parsifal", de Richard Wagner, para introduzir o funcionamento do cérebro como um processo sinfônico. Cada sucessão de pensamentos, percepções, imagens ou ordens motoras corresponde à ativação (disparos simultâneos) de populações de neurônios em diversas partes do órgão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À metáfora operística segue-se a política: populações podem produzir eventos espantosamente coordenados, como o comício do movimento Diretas Já em 16 de abril de 1984, na praça da Sé paulistana.De analogia em analogia, a narrativa de Nicolelis flui sem maiores impedimentos (a não ser por tropeços aqui e ali, como uma anedota deslocada sobre o tenor italiano Enrico Caruso e o presidente americano Ted Roosevelt). Quase leva o leitor a esquecer que está diante, ainda assim, de uma árida aula de neuroanatomia e neurofisiologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MOTOR CENTRAL &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Lição enviesada, porém. Em que pese o esforço perceptível de oferecer visão abrangente do funcionamento do cérebro, Nicolelis não chega a compor uma explicação da mente conciliável com a experiência interior de quem o lê -e que busca na literatura de divulgação sobre neurociência justamente a oportunidade de ir um pouco além do próprio eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo, no livro, acaba girando em torno do tema da motricidade, que afinal é a área de especialidade do pesquisador da Duke. A concepção de um cérebro não compartimentado e plástico (em constante adaptação), mesmo que em perfeita sintonia com a neurociência contemporânea, serve a um propósito mais pragmático que elucidativo: promover o programa de pesquisa de Nicolelis como a revolução que (ainda não) é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo demonstrado e utilizado experimentalmente a incorporação de objetos exteriores (instrumentos, próteses, robôs) ao esquema mental do organismo primata, o autor parece encará-la como princípio organizador e até como razão de ser do cérebro."Acredito que essa fome do cérebro por incorporar ferramentas abrirá um novo capítulo na evolução", escreve, "oferecendo-nos meios de estender nossos corpos, alcançando talvez a imortalidade, de uma maneira muito particular: preservando nosso pensamento para a posteridade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em lugar de morte cerebral, vamos todos um dia brindar o "upload" de nossos egos numa máquina. Pode ser. Mas isso está muito além -demasiado além- do nosso eu, aqui e agora, em geral atormentado por coisas menos devastadoras que paralisia, cegueira ou surdez, como lembranças ruins, compulsão por comida ou drogas, depressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Damásio prefere andar para trás, no passo da evolução por seleção natural, o que lhe permite alcançar explicações a um só tempo mais modestas e mais portentosas. Seu olhar é retrógrado, e sua engenharia, reversa. O subtítulo de seu livro, em inglês, trai o escopo ambicioso: "Construindo o cérebro consciente" -já o título inspirado, "Self Comes to Mind", foi vertido pela editora brasileira como um pobre "E o Cérebro Criou o Homem". O livro chega no final de outubro às livrarias brasileiras, pela Companhia das Letras [trad. Laura Motta, 416 págs., R$ 49].&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;BRAÇOS-FANTASMAS &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, os dois autores dedicam muitas páginas e um lugar central nas respectivas obras ao intrigante fenômeno neurológico dos membros-fantasmas (e a maneira ainda mais intrigante de tratá-lo, com uma caixa de espelhos). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas amputadas não só podem manter a percepção de membros perdidos como experimentar sensações concretas nele, por exemplo coceira e dores lancinantes. (Um terceiro livro, "Proust Foi um Neurocientista - Como a Arte Antecipa a Ciência", do jornalista americano Jonah Lehrer, também se debruça sobre essas e outras fantasmagorias, como a concepção de memória do escritor francês, e propicia leitura bem mais leve.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria um fiasco tentar reproduzir aqui, em poucas linhas, a complexidade do distúrbio e da cura; além disso, iria desmanchar parte do prazer do leitor de Nicolelis e Damásio. Basta dizer que os membros-fantasmas dão testemunho da refinada capacidade do cérebro de mapear e monitorar, a todo instante, estado e posição de cada parte do corpo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ainda, uma capacidade de sintetizar a miríade de sensações e informações que permitirá a emergência evolutiva de um "self" e depois de um "eu autobiográfico".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em biologia, recorda Damásio, não existe lugar para dicotomias como corpo/mente. Há que entender o contínuo de complexidade que evolui dos automatismos do sistema nervoso de uma medusa e passa por vários graus de "senciência" (como diria o bioeticista Peter Singer) até a barroca mescla de imagens, memórias e conceitos que caracteriza a consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua versão completa, esta faculdade superior só existe em humanos, mas é fácil reconhecer seus componentes e precursores em outros primatas, cães e golfinhos, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CORPO X MENTE&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Na base de todos os fenômenos mentais está a sobrevivência, ou o que o pesquisador português chama de regulação homeostática (equilíbrio do organismo com o meio). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neurônios são células especiais, porque seu metabolismo propicia reter, transmitir e processar informação, mas nem por isso deixam de ser células e de ter metabolismo. A mente só faz sentido e só pode funcionar na companhia de um corpo que sente, reage e atua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O valor fundamental é biológico; mesmo quando a consciência e a cultura emergem, sua meta é a de uma vida melhor (ou deveria ser).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bonito da obra de Damásio está em apontar o correlato dessa perspectiva unicista -cuja inspiração ele busca em Baruch Spinoza [1632-1677], contra René Descartes [1596-1650]- na própria anatomia conectiva do cérebro e na arquitetura da mente, que para ele remontam ao mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensamento nasce ele próprio corporal, fibroso.O "self" mais primitivo se compõe de meras "disposições", aquilo que o corpo sente na presença de certos objetos e situações, disposições essas integradas por meios das estruturas mais antigas do cérebro, como o tronco cerebral e o hipotálamo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A elas vão se somando, sobretudo na evolução dos mamíferos, funções mais complexas como imagens (representações detalhadas de objetos por redes de neurônios no córtex cerebral), sentimentos (representações de emoções) e memória (recuperação de representações), às quais Damásio vai correlacionando estruturas e redes de estruturas encefálicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MARCAS INESQUECÍVEIS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Surge para os olhos da mente do leitor, aos poucos, um modelo -complicado e conjectural, mas um modelo- sobre como opera seu próprio cérebro. Nesse modelo, o "eu" mais primitivo das disposições não desaparece nem é relegado a funções subalternas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário, constitui uma peça-chave na capacidade de recuperar memórias e integrá-las na narrativa coerente, ou quase, que articula o que se poderia chamar de "eu consciente" (ou autobiográfico). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem esse "self nuclear", seríamos incapazes de orientar nossa conduta no mundo com base num conjunto de imagens interiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Damásio, as emoções mais fundamentais associadas com os objetos e acontecimentos permanecem como as marcas que permitem reativar os circuitos de neurônios corticais que representam esses objetos e acontecimentos. O fio da meada, por assim dizer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais prudente aqui dar a palavra ao próprio autor, sob pena de empobrecer sua prosa esclarecedora:"[...] as fundações do processo de consciência são os processos inconscientes a cargo da regulação da vida -as disposições cegas que regulam funções metabólicas e estão alojadas nos núcleos do tronco cerebral e do hipotálamo; as disposições que oferecem recompensa e punição e promovem impulsos, motivações e emoções; e o aparato mapeador que fabrica imagens, na percepção e na recordação, e que pode selecionar e editar tais imagens no filme conhecido como mente. A consciência é só a última a chegar para o gerenciamento da vida, mas leva todo o jogo uma etapa adiante. Espertamente, ela mantém os velhos truques à mão e deixa que eles façam o trabalho mais pesado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta altura, com a entrada em cena do tema do inconsciente, o leitor já estará pensando em Sigmund Freud ou no tópico não menos abrasador da responsabilidade moral. Não são poucos os que, movidos talvez pela dificuldade de manter as rédeas do próprio "self", cedem à compulsão de gritar "fogo" no inseguro edifício civilizatório, quer dizer, arriscam lançar a questão subversiva: se o que tomamos por decisões e comportamentos conscientes são no fundo ditados por disposições inconscientes, como exigir a responsabilização de qualquer sujeito por seus atos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ILUSÃO DE ÉTICA&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Damásio não foge da dificuldade, e sua resposta vem dura e brilhante: a consciência não é um epifenômeno inútil ou manifestação ilusória da complexidade cerebral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem assim pensa se esquece de que o aparente automatismo das disposições inconscientes é também ele produzido e canalizado pelo histórico de decisões, emoções e ações que constituem o eu autobiográfico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Comportamentos morais são um conjunto de habilidades adquirido no curso de repetidas sessões de prática e ao longo de muito tempo, informado por princípios e razões conscientemente articulados e, no mais, inscrito como 'segunda natureza' no inconsciente cognitivo", ensina o autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos aqui, já se vê, muito além das máquinas e dos determinismos -de volta à intricada anatomia do ego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora Nicolelis também extraia da neurociência uma mensagem de libertação e transcendência, ele a terceiriza para a tecnologia: máquinas conectadas ao cérebro rebentarão os grilhões que ainda ancoram o humano no animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de todo o seu patriotismo progressista e futebolístico, Nicolelis resulta pouco brasileiro na sua expectativa prometeica e tecnocientífica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil, mais afeito aos atalhos do jeitinho do que à disciplina laboriosa do conhecimento sistemático, precisa de mais cientistas e divulgadores como ele ou Marcelo Gleiser. Gente capaz de pôr na ordem do dia e no imaginário das pessoas, pela força do exemplo de sucesso no exterior, coisas tão complexas quanto a neurofisiologia e a física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A neurociência propriamente dita, de sua parte, carece mais de figuras ousadas como o muito português Damásio. Este nos desafia a novos descobrimentos e convoca à aventura de buscar a libertação "da tirania das respostas imediatas" do cérebro com auxílio do maior legado da natureza para a humanidade: "Talvez a capacidade de navegar o futuro nas águas de nossa imaginação, guiando a embarcação do 'self' para um porto seguro e produtivo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A concepção do cérebro não compartimentado e plástico serve a um propósito pragmático: promover o programa de pesquisa de Nicolelis como a revolução que (ainda não) é&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Damásio prefere andar para trás, no passo da evolução por seleção natural, o que lhe permite alcançar explicações a um só tempo mais modestas e mais portentosas&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O Brasil, mais afeito aos atalhos do jeitinho do que à disciplina do conhecimento sistemático, precisa de mais cientistas e divulgadores como Nicolelis ou Gleiser&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A neurociência mais carece de figuras ousadas como Damásio, que nos desafia a novos descobrimentos e a buscar a libertação "da tirania das respostas imediatas" do cérebro&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-538956034469498288?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/538956034469498288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=538956034469498288' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/538956034469498288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/538956034469498288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2011/09/anatomia-do-ego.html' title='Anatomia do ego'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-8376306734764093618</id><published>2011-06-25T03:37:00.001-07:00</published><updated>2011-06-25T03:37:19.419-07:00</updated><title type='text'>Raciocínio evoluiu por causa de discussões</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Estudo contraria ideia de que a razão se desenvolveu para achar a verdade&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Teoria de cientistas franceses explicaria porque raciocínio das pessoas é cheio de inconsistências e vieses&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;HÉLIO SCHWARTSMAN&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;ARTICULISTA DA&amp;nbsp;&lt;b&gt;FOLHA&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num artigo impactante, que vira do avesso alguns dos pressupostos da filosofia e da psicologia evolucionista, os pesquisadores franceses Hugo Mercier (Universidade da Pensilvânia) e Dan Sperber (Instituto Jean Nicod) sustentam que a razão humana evoluiu, não para aumentar nosso conhecimento, mas para nos fazer triunfar em debates.&lt;br /&gt;Desde alguns gregos, mas especialmente com René Descartes (1596-1650), consolidou-se a ideia de que a razão é um instrumento pessoal para nos aproximar da verdade e tomar as melhores decisões possíveis. "Penso, logo existo" é a divisa que celebrizou o pensador francês.&lt;br /&gt;Se esse esquema é exato, como explicar que o pensamento humano erre tanto? Como espécie, fracassamos nos mais elementares testes de lógica, não conseguimos compreender noções básicas de estatística e nascemos com uma série de vieses cognitivos que conspiram contra abordagens racionais.&lt;br /&gt;A situação não melhora quando quando abandonamos o reino das abstrações para entrar no terreno do interesse pessoal. Vários estudos têm mostrado que a maioria das pessoas comete verdadeiros desatinos lógico-financeiros ao administrar seus fundos de pensão.&lt;br /&gt;Mercier e Sperber afirmam que é possível explicar esse e outros paradoxos se deixarmos de lado a noção clássica para adotar o que chamam de teoria argumentativa. Apresentam uma convincente massa de estudos e evidências em favor de sua tese.&lt;br /&gt;A ideia básica é que a capacidade de raciocinar é um fenômeno social e não individual, cujo objetivo é persuadir nossos semelhantes e fazer com que sejamos cautelosos quando outros tentam nos convencer de algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;SOLUÇÕES&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A teoria, dizem os autores, não só faz sentido evolutivo como ainda resolve uma série de problemas que há muito desafiavam a psicologia.&lt;br /&gt;O mais importante deles é o chamado viés de confirmação, que pode ser definido como "buscar ou interpretar evidências de maneira parcial, para acomodar crenças, expectativas ou teorias preexistentes". O fenômeno está na base daquela mania irritante de políticos de só responder o que lhes interessa.&lt;br /&gt;O viés de confirmação é ainda uma das razões de persistência no erro, mesmo quando ele nos prejudica.&lt;br /&gt;Temos dificuldade para processar informações que contrariam nossas convicções. Em suas versões extremas, ele produz pseudociências, fé em religiões e sistemas políticos e também teorias da conspiração.&lt;br /&gt;Sob o modelo clássico, o viés de confirmação é uma falha de raciocínio mais ou menos inexplicável.&lt;br /&gt;Mas, se a razão foi selecionada para nos fazer vencer em debates, então faz sentido que eu busque apenas provas em favor da minha tese, e não contra ela.&lt;br /&gt;Adotada a lógica da produção de argumentos, o que era erro se torna um dos pontos fortes da teoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;FENÔMENO SOCIAL&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O modelo tem, evidentemente, implicações fortes. A mais evidente delas é que a razão só funciona bem como fenômeno social. Se pensarmos sozinhos, vamos muito provavelmente chafurdar cada vez mais fundo em nossas próprias intuições.&lt;br /&gt;Mas, se a utilizarmos no contexto de discussões, aumentam bastante as chances de, como grupo, nos dar bem. Ainda que nem sempre, por vezes as pessoas se deixam convencer por evidências.&lt;br /&gt;Trabalhos mostram que, quando submetidas a situações nas quais é preciso chegar a uma resposta correta (testes matemáticos ou conceituais), pessoas atuando sozinhas se saem mal, acertando em torno de 10% das respostas (Evans, 1989).&lt;br /&gt;Quando têm de solucionar os mesmos problemas em grupo, o índice de acerto vai para 80%. É o chamado efeito do bônus de assembleia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-8376306734764093618?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/8376306734764093618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=8376306734764093618' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/8376306734764093618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/8376306734764093618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2011/06/raciocinio-evoluiu-por-causa-de.html' title='Raciocínio evoluiu por causa de discussões'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-7149938480506539960</id><published>2011-01-04T01:47:00.000-08:00</published><updated>2011-01-04T01:47:05.053-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='- Nicholas Epley'/><title type='text'>A vontade de Deus</title><content type='html'>&lt;span style="color: navy;"&gt;&lt;b&gt;HÉLIO SCHWARTSMAN&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;SÃO PAULO&lt;/b&gt; - Pessoas religiosas  costumam dizer que seguem a vontade de Deus. A questão relevante  então é descobrir como elas descobrem o que Deus quer, já que só  uma minoria alega receber ordens  diretas do Criador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É justamente sobre esse intrigante ponto que as pesquisas de Nicholas Epley, da Universidade de Chicago, lançam luzes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Epley e seus colaboradores entrevistaram centenas de pessoas e  as inquiriram sobre temas moralmente carregados, como aborto,  ação afirmativa, casamento gay,  pena de morte e legalização da maconha. Também perguntaram como elas achavam que Deus via essas questões. A título de controle,  pediram que os entrevistados dissessem quais seriam as respostas  do americano médio, George W.  Bush e Bill Gates sobre esses temas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve grande coincidência entre as opiniões do indivíduo e aquelas que ele atribui a Deus. Por  exemplo, se o sujeito é a favor da  pena de morte, tende a dizer que o  Criador também a defende -e vice-versa. Até aí não há muita surpresa.  Vários estudos psicológicos já haviam demonstrado que nossas próprias convicções influem bastante  sobre aquilo que imaginamos que  outras pessoas pensam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os trabalhos de Epley ficam mais  interessantes quando ele induz os  participantes a modificar seu juízo,  convidando-os a ler diante de uma  câmara discursos contrários a seu  ponto de vista inicial. Aí, como previsto pela psicologia experimental,  o sujeito tende a reformular suas  ideias. O curioso foi constatar que,  nessas situações, a "opinião de  Deus" também mudou, mas as atribuídas a Bush e Gates não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cereja no bolo: Epley também  submeteu algumas de suas cobaias  a estudos de neuroimagem, para  constatar que, quando pensavam  sobre o que Deus diria, ativavam os  mesmos circuitos usados no pensamento autorreferencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lado bom disso tudo é que ninguém precisa fazer muita força para estar do lado de Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-7149938480506539960?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/7149938480506539960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=7149938480506539960' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/7149938480506539960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/7149938480506539960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2011/01/vontade-de-deus.html' title='A vontade de Deus'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-3766327420965213970</id><published>2011-01-04T01:44:00.000-08:00</published><updated>2011-01-04T05:41:50.231-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='- Nicholas Epley'/><title type='text'>Dear God, please confirm what I already believe</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.newscientist.com/article/dn18216-dear-god-please-confirm-what-i-already-believe.html"&gt;http://www.newscientist.com/article/dn18216-dear-god-please-confirm-what-i-already-believe.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* 20:00 30 November 2009 by Andy Coghlan&lt;br /&gt;* For similar stories, visit the The Human Brain Topic Guide&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;God may have created man in his image, but it seems we return the favour. Believers subconsciously endow God with their own beliefs on controversial issues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Intuiting God's beliefs on important issues may not produce an independent guide, but may instead serve as an echo chamber to validate and justify one's own beliefs," writes a team led by Nicholas Epley of the University of Chicago in Proceedings of the National Academy of Sciences.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The researchers started by asking volunteers who said they believe in God to give their own views on controversial topics, such as abortion and the death penalty. They also asked what the volunteers thought were the views of God, average Americans and public figures such as Bill Gates. Volunteers' own beliefs corresponded most strongly with those they attributed to God.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Next, the team asked another group of volunteers to undertake tasks designed to soften their existing views, such as preparing speeches on the death penalty in which they had to take the opposite view to their own. They found that this led to shifts in the beliefs attributed to God, but not in those attributed to other people.&lt;br /&gt;Moral compass&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"People may use religious agents as a moral compass, forming impressions and making decisions based on what they presume God as the ultimate moral authority would believe or want," the team write. "The central feature of a compass, however, is that it points north no matter what direction a person is facing. This research suggests that, unlike an actual compass, inferences about God's beliefs may instead point people further in whatever direction they are already facing."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"The experiments in which we manipulate people's own beliefs are the most compelling evidence we have to show that people's own beliefs influence what they think God believes more substantially than it influences what they think other people believe," says Epley.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finally, the team used fMRI to scan the brains of volunteers while they contemplated the beliefs of themselves, God or "average Americans". In all the experiments the volunteers professed beliefs in an Abrahamic God. The majority were Christian.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In the first two cases, similar parts of the brain were active. When asked to contemplate other Americans' beliefs, however, an area of the brain used for inferring other people's mental states was active. This implies that people map God's beliefs onto their own.&lt;br /&gt;Imagination link&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Other researchers say the findings reinforce earlier studies suggesting that thinking about God is intimately linked to the imagination.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;These experiments "support previous findings that representations of God seem intimately related to the self, also in terms of brain function", says Uffe Schjødt of Aarhus University in Denmark, whose research published earlier this year showed that praying uses similar brain regions as talking to a friend.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"These findings help explain why supernatural religious agents are often attributed a physical form and issue edicts that resemble the social practices of the culture from which they emerge," says Jordan Grafman of the US National Institute of Neurological Disorders and Stroke in Bethesda, Maryland, whose team earlier this year linked emergence of religion with the development of "theory of mind", the capacity to recognise that other living things have independent thought and intentions.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Journal reference: Proceedings of the National Academy of Sciences, DOI: 10.1073/pnas.0908374106 (in press)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-3766327420965213970?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/3766327420965213970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=3766327420965213970' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/3766327420965213970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/3766327420965213970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2011/01/dear-god-please-confirm-what-i-already.html' title='Dear God, please confirm what I already believe'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-2384260745651737127</id><published>2010-12-29T14:41:00.000-08:00</published><updated>2010-12-29T14:50:52.199-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Consciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='- Alysson Muotri'/><title type='text'>É possível inserir DNA humano num cérebro de macaco?</title><content type='html'>&lt;table style="width: 250px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;hr noshade="noshade" size="2" /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;BRASILEIRO QUE TRABALHA NOS EUA DEFENDE QUE EXPERIMENTO PODE TESTAR HIPÓTESE SOBRE A  ORIGEM DA CRIATIVIDADE E DA INDIVIDUALIDADE &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr noshade="noshade" size="2" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table style="width: 320px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt;Divulgação&lt;br /&gt;&lt;img border="0" height="355" src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/d2912201001.jpg" width="400" /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td valign="bottom"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;i&gt;O biólogo Alysson Muotri, professor em San Diego&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;  RAFAEL GARCIA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;EM BOSTON &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aconteceria com um  macaco que recebesse o implante de genes humanos supostamente relacionados à  inteligência? Se o animal ganhasse algum grau de consciência, ele passaria a ter, ao  menos em parte, os direitos  legais de uma pessoa? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntas que parecem  coisa de ficção científica podem agora forçar um debate  na comunidade científica,  graças ao trabalho do biólogo paulista Alysson Muotri. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isso vai ter de passar por  comitês de ética em pesquisa, porque a gente quer realmente partir por aí", afirma o  cientista, professor da UCSD  (Universidade da Califórnia  em San Diego). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muotri ganhou notoriedade recentemente ao publicar  trabalhos sobre autismo, nos  quais conseguiu reproduzir o  comportamento dos neurônios de crianças portadoras  de uma forma da doença. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A técnica usada por ele -a  das células iPS, que permite  transformar amostras de pele  em neurônios- abriu também uma avenida para enfrentar uma questão mais  conceitual. Em entrevista à  &lt;b&gt;Folha&lt;/b&gt;, o cientista conta como investigar o autismo desembocou no estudo das origens da inteligência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt; &amp;nbsp;&lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/ep.gif" /&gt;&lt;/center&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: orange;"&gt;  Folha - A sua pesquisa indica  que a genética praticamente  determina o futuro das células das crianças autistas. Essa  evidência não vai desagradar  os que propõem causas ambientais para a doença? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Alysson Muotri &lt;/b&gt;- É uma forte evidência, mas ela não exclui fatores ambientais. Agora, isso vem confirmar o que  a maioria dos cientistas diz  hoje: as doenças do espectro  do autismo são praticamente  90% de origem genética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já existem mais de 300 genes relacionados com o autismo, e até a gente entender  como esses genes contribuem para um mesmo fenótipo [característica], vai ser  complicado. O genoma é  complexo, e não vai ser uma  ou outra alteração sozinha  que vai provocar a doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, trabalhando com a  célula iPS, a gente consegue  capturar o genoma inteiro da  célula do paciente nesse estado pluripotente [primitivo]  e aí diferenciá-la em neurônio. Então, não importa muito qual é o gene ou quais são  os genes envolvidos. A gente  tem o produto final, que é o  neurônio com problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: orange;"&gt;  O sr. levou seis cientistas brasileiros com carreiras promissoras para  trabalhar nos EUA  e hoje diz que a fuga de cérebros é uma "ilusão patriótica". A saída de  bons cientistas do país não pode prejudicar a pesquisa nacional?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Para algumas pessoas, o  real patriotismo é abandonar  as melhores condições de  trabalho que você tem no exterior e voltar ao Brasil. Alguns dizem "vem aqui sofrer  com a gente, vamos juntos  tentar melhorar este país".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegou um momento na minha carreira  aqui em San Diego em que eu  tive que tomar uma decisão,  o que veio na minha cabeça  foi uma pergunta: o que eu  sei fazer de melhor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a minha resposta fosse  "formação de pessoal", talvez eu tivesse decidido voltar. Mas não me vejo nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como brasileiro, eu achei  que a melhor coisa seria tirar  vantagem do sistema americano e fazer com que a coisa  funcionasse aqui. Uma coisa  que eu faço para estar sempre em comunicação com o  Brasil é justamente trazer estudantes brasileiros para o  meu grupo. Eu tento manter  no laboratório 50% de estudantes brasileiros e 50% de  outros países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: orange;"&gt;   Pesquisadores que trabalham com células-tronco reclamam muito das grandes  revistas científicas e até já fizeram um manifesto contra a  formação de "panelinhas"  -revisores que dificultam a  publicação de estudos dos  que não pertencem ao grupo.  Você acha que o sistema precisa mudar?&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;Eu acho que existe hoje,  sim, um pouco de viés nessas  publicações. Algumas revistas, principalmente as de alto  impacto, acabam se baseando muito só na opinião de alguns pesquisadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu acho ideal seria  alguma coisa parecida com o  que se faz hoje na matemática e na física. A ideia é a de  colocar o seu trabalho aberto  na internet assim que ele estiver pronto. Dessa forma,  pesquisadores do mundo todo terão acesso à sua pesquisa e poderão avaliá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: orange;"&gt;   Fora dos trabalhos em biomedicina, o que vão fazer no  campo da ciência básica? &lt;br /&gt;Ainda estão pensando em trabalhar com macacos?&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;Um interesse bem básico  que eu tenho é o de entender  como e por que o cérebro humano é diferente dos outros.  A gente tem a capacidade  que nenhum outro animal  tem, que é a da teoria da  mente. A teoria da mente, explicando de uma forma bem  leiga, é o fato de você conseguir se colocar na mente de  uma outra pessoa e entender  que tipo de coisa ela pode estar sentindo ou pensando em  determinada situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum outro animal demonstrou ter essa capacidade. Isso deve ter surgido como um fator-chave para a  nossa organização social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, tudo isso surge, em  última instância, das células  embrionárias que acabam se  desenvolvendo e formando  um sistema nervoso. Dentro  disso, tem duas áreas básicas  que eu busco entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma área é o desenvolvimento neural do cérebro,  comparando os humanos  com o cérebro dos nossos  "primos", como o chimpanzé  e o bonobo. A gente derivou  células iPS de humanos e de  macacos, e a gente está instruindo essas células a formar um sistema nervoso em  cultura, para acompanhar  passo a passo quais são as similaridades e quais são as diferenças entre humanos e  outros primatas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que a gente tem visto são  coisas bem inesperadas, que  devem revelar bastante coisa  e até render ideias novas sobre aspectos do autismo e de  algumas outras doenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra linha tem a ver  com os retroelementos, os  "genes saltadores" [que fazem cópias de si mesmos ao  longo do DNA]. Ninguém  questiona que nosso genoma  tem toda a informação capaz  de gerar um cérebro, da mesma forma que os outros primatas também conseguem  gerar o cérebro a partir do genoma que eles têm. A questão é: como formar um cérebro inteligente e criativo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve ter algum outro fator  ali no cérebro humano que  contribui para essa criatividade. O que a gente acabou  postulando é que esse DNA-lixo, que aparentemente não  tem nenhuma função, mas  que abriga os genes saltadores, poderia estar envolvido  na geração dessa diversidade  neural, ao modificar o genoma original das células.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente não entende esse  processo como sendo uma  coisa essencial para a formação do cérebro, mas ele seria  um "tempero" nessa criatividade que a gente tem, essa  individualidade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: orange;"&gt;   Será possível realizar um experimento com macacos que  os faça adquirir esses genes  saltadores dos humanos?&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;A gente pensa nisso, e isso  é uma coisa que vai ter que  ser discutida com a sociedade. Isso vai ter que passar por  comitês de ética em pesquisa, porque a gente quer realmente partir por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que você comece  a criar essas redes neurais  mais sofisticadas no cérebro  de macaco. E aí ele poderia  começar a ter consciência. A  partir desse momento, será  que ele não se torna um ser  "humanizado"? E, caso se  torne, ele passaria a ter os  mesmos direitos que as pessoas? Se a resposta for sim,  ele não poderia ser cobaia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não tenho as respostas  para isso, mas em algum momento a ciência vai começar  a chegar a esse ponto e isso  vai ter que ser discutido. Eu  antecipo esse tipo de discussão, mas não tenho uma resposta para isso. Não sei se é  certo ou errado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-2384260745651737127?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/2384260745651737127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=2384260745651737127' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/2384260745651737127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/2384260745651737127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2010/12/e-possivel-inserir-dna-humano-num.html' title='É possível inserir DNA humano num cérebro de macaco?'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-5008355239550858649</id><published>2010-12-19T07:19:00.001-08:00</published><updated>2010-12-29T14:45:40.797-08:00</updated><title type='text'>Rara doença cerebral faz com que mulher não tenha medo de nada</title><content type='html'>&lt;h1 style="font-family: tahoma,helvetica,sans-serif; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: bold; line-height: 18px; margin: 0px 0px 10px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/847229-rara-doenca-cerebral-faz-com-que-mulher-nao-tenha-medo-de-nada.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/847229-rara-doenca-cerebral-faz-com-que-mulher-nao-tenha-medo-de-nada.shtml&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div id="ad-180x150-1" style="float: right; font-family: verdana,helvetica,sans-serif; font-size: 14px; height: 165px; line-height: 18px; margin: 0px 0px 15px 15px; width: 180px;"&gt;&lt;div class="adLabel" style="background-color: white; font: 10px arial,helvetica,sans-serif; margin: 0px; padding: 1px 0px; text-align: right; text-transform: uppercase; width: 180px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span id="nodeID_21011222" style="display: inline-block; height: 150px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: top; width: 180px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;iframe frameborder="0" height="0" marginheight="0" marginwidth="0" scrolling="no" src="http://bn.uol.com.br/event.ng/Type=count&amp;amp;ClientType=2&amp;amp;ASeg=&amp;amp;AMod=&amp;amp;AOpt=0&amp;amp;AdID=295460&amp;amp;FlightID=119411&amp;amp;TargetID=1032&amp;amp;SiteID=209&amp;amp;EntityDefResetFlag=0&amp;amp;C=0&amp;amp;Segments=15,134,385,396,439,500,544,566,611,866,882,1451,2254,2407,2414,2695,2871,3172,3680,4415,4780,4986,5929,6067,6593,6674,6726,6891,6892,8209,9187,9244,9619,10031,10545,10547,10849,11002,11156,11302,11328,11478,11868,12298,12306,12313,12420,12421,12866,12867,12951,12978,13063,13064,13100&amp;amp;Targets=4,435,10906,6444,1032,883,2481,3070,4361,7418,8342,8524,12112,17630&amp;amp;Values=46,51,60,80,101,150,200,209,211,349,367,382,390,406,484,694,958,998,1039,11585,12349,12351,12568,12971,13765,14716&amp;amp;RawValues=&amp;amp;random=bhrdqcv,bgqNiomWtNiR" width="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="articleBy" style="font: 12px/17px Verdana,Helvetica,sans-serif; margin: 0px;"&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;DA FRANCE PRESSE&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: verdana,helvetica,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;Cientistas americanos detectaram em uma mulher uma rara doença cerebral que faz com que não tema nada --nem uma serpente que se aproxima de seus filhos nem uma faca em seu pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana,helvetica,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;A mulher não experimenta a sensação de medo porque tem destruída a parte de seu cérebro em que os cientistas acreditam que esse sentimento seja gerado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana,helvetica,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;Nas últimas duas décadas, os cientistas acompanharam a mulher, identificada como SM, em busca de dados sobre sua condição que podem fornecer pistas para o tratamento do estresse pós-traumático, particularmente em soldados que retornam da guerra.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana,helvetica,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;"É bastante surpreendente que ainda esteja viva", disse Justin Feinstein, cujo estude é publicado no jornal "Current Biology".&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana,helvetica,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;"A natureza do medo é a sobrevivência e a amídala cerebral nos ajuda a evitar as situações, as pessoas ou os objetos que colocam nossa vida em perigo", assegurou. "Ao perder sua amídala, SM perdeu também a sua capacidade de detectar e evitar o perigo".&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana,helvetica,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;Em lugar de medo, SM, cuja rara condição é conhecida como doença de Urbach-Wiethe, mostra um incontível sentimento de curiosidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana,helvetica,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;Para estudar suas reações, os pesquisadores a levaram a uma loja de animais exóticos cheia de aranhas e cobras, animais dos que havia dito repetidamente que "odeia" e tenta evitar.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana,helvetica,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;"Assim que entrou no local, SM se dirigiu ao serpentário e ficou fascinada com a grande coleção de cobras", indicou o estudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana,helvetica,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;Consultada sobre se queria segurar uma cobra, SM respondeu afirmativamente e brincou com uma durante três minutos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana,helvetica,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;Os cientistas ressaltaram que a mulher "nunca foi condenada por um delito, mas que foi vítimas de vários".&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana,helvetica,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;Feinstein disse que espera que a experiência de SM possa ajudar a tratar pessoas com estresse pós-traumático, um problema comum entre soldados que retornaram do Iraque e do Afeganistão.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana,helvetica,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;"Suas vidas estão marcadas pelo medo, muitas vezes são incapazes inclusive de sair de suas casas devido à sempre presente sensação de perigo", disse.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana,helvetica,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;"Se entendermos como o cérebro processa o medo, talvez algum dia sejamos capazes de conceber tratamentos voltados para áreas selecionadas do cérebro que permitem que o medo se apodere de nossas vidas".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-5008355239550858649?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/5008355239550858649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=5008355239550858649' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/5008355239550858649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/5008355239550858649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2010/12/rara-doenca-cerebral-faz-com-que-mulher.html' title='Rara doença cerebral faz com que mulher não tenha medo de nada'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-6887155882346207997</id><published>2010-11-24T09:07:00.000-08:00</published><updated>2010-11-24T09:18:17.021-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='- Oliver Sacks'/><title type='text'>Sacks mostra como mente "cria" mundo</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;i&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Novo livro do escritor aborda reconstruções da percepção quando área visual do cérebro tem descompasso&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Cegos que ainda são  capazes de "ver" e os  mistérios da visão em  3D dominam nova obra  do neurologista inglês  &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table style="width: 320px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt;Moacyr Lopes Junior-19.5.05/Folhapress&lt;br /&gt;&lt;img border="0" src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/i2411201001.jpg" /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td valign="bottom"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;i&gt;Oliver Sacks em palestra em SP&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;REINALDO JOSÉ LOPES&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;EDITOR DE &lt;b&gt;CIÊNCIA&lt;/b&gt;  Autor de romances policiais, o canadense Howard  Engel chegou a imaginar que  estava sendo vítima de uma  estranha conspiração ao tentar ler o jornal numa manhã  de julho de 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando eu focalizava as  letras, ora pareciam cirílico  [alfabeto do russo e de outras  línguas eslavas], ora coreano", contou Engel em carta  ao neurologista e escritor britânico Oliver Sacks. Não era  um plano maligno da KGB:  Engel tivera um derrame numa pequena área do lado esquerdo do cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anedotas como essa se  juntam como as peças de um  quebra-cabeças em "O Olhar  da Mente", livro de Sacks que  acaba de chegar ao Brasil. A  mensagem mais ampla é clara: não há nada de automático na maneira como achamos que vemos o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Histórias como as de Engel  mostram que o conjunto  olho-cérebro está menos para câmera digital e mais para  simulador de realidade virtual, usando pistas às vezes  enviesadas para construir  um modelo do mundo na cabeça de cada pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na entrevista abaixo,  Sacks fala da relação entre  ciência e literatura e diz que a  interface entre cérebro e máquinas tem potencial para revolucionar o modo como os  sentidos funcionam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/ep.gif" /&gt; &lt;/center&gt;  &lt;b style="color: orange;"&gt;Folha - Como é que o sr. normalmente escolhe o fio condutor de um  livro? O sr. começa com o tema na cabeça e depois busca relatos de  pacientes que se encaixem na ideia,  ou é o contrário?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Oliver Sacks -&lt;/b&gt; Depende  muito de quem me contata,  do que acontece no meu cotidiano. Acidentes desempenham um papel muito grande para um médico. As coisas  não são nem de longe tão sistemáticas quanto o cotidiano  de um cientista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: orange;"&gt;&lt;b&gt;Por que ainda é raro ver livros  sobre ciência serem reconhecidos como literatura?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Fico tentado a dizer que algumas pessoas naturalmente vão gostar mais desse tipo  de obra do que outras. Não  penso em mim mesmo como  um homem de letras. O que  tento é dizer as coisas com a  maior clareza e maior naturalidade possíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que é importante ler  em voz alta. Quando escrevo,  tento ouvir cada frase na minha cabeça, e acho que esse  ouvido para o que se está escrevendo é crucial.&lt;br /&gt;&lt;div style="color: orange;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: orange;"&gt;&lt;b&gt;Os casos extremos que o sr.  descreve ajudariam a mostrar que até as pessoas que  chamamos de normais apenas usam seu cérebro para  construir uma espécie de modelo do mundo, que nunca é a  mesma coisa que o "mundo  real" em si?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Em primeiro lugar, não  penso em meus casos como  extremos. Acho que eles apenas são os mais exemplares,  digamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando falamos de coisas  como o ato da leitura, ou a capacidade de reconhecer rostos, a tendência é considerar  essas habilidades como algo  natural. E as pessoas não têm  a menor ideia de como essas  coisas funcionam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é, a menos que você as  analise. E ver pessoas cujas  faculdades de reconhecimento foram esfaceladas faz,  por exemplo, com que seja  possível perceber que certa  capacidade está associada a  certa parte do cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa maneira, você  aprende que é possível saber  o que a leitura ou o reconhecimento de rostos são em todas as demais pessoas. Ou  seja: estudar um cérebro  anormal lança muita luz sobre os cérebros normais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: orange;"&gt;&lt;b&gt;Na última década, as pesquisas cujo objetivo é criar interfaces entre o cérebro humano  e as máquinas avançaram  muito. Qual o potencial dessas tecnologias para mudar a  maneira como as pessoas  percebem o mundo?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Conectar o cérebro a máquinas que possam se movimentar é muito empolgante  para pessoas que ficaram paralisadas, pessoas que estão  "trancadas" dentro do próprio cérebro por causa de alguma lesão e não possuem  nenhum modo de se comunicar com o mundo exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na parte final do meu livro, abordo a chamada substituição sensorial, na qual  uma câmera de vídeo é conectada a eletrodos implantados na língua do paciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa pessoa, então, é capaz de interpretar esses estímulos sensoriais na  língua  como uma percepção visual,  mesmo que ela não enxergue. Isso não exige a implantação de eletrodos no  cérebro. Mas nós vemos e ouvimos com nosso cérebro, e em  breve vai ser possível -é algo  que já foi conseguido em modelos animais- enxergar  com essas interfaces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso vai revolucionar a  medicina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-6887155882346207997?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/6887155882346207997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=6887155882346207997' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/6887155882346207997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/6887155882346207997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2010/11/sacks-mostra-como-mente-cria-mundo.html' title='Sacks mostra como mente &quot;cria&quot; mundo'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-6542242427783926414</id><published>2010-11-04T10:25:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T10:25:24.884-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memória'/><title type='text'>Como se forma a memória</title><content type='html'>&lt;div class="bb-md-noticia-autor"&gt;&lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101104/not_imp634411,0.php"&gt;Fernando Reinach - O Estado de S.Paulo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Entre o Oiapoque e o Chuí existem centenas de marcos  geográficos que demarcam a fronteira brasileira. Um amigo dos meus pais  os recitava de memória. Eu fui obrigado a decorar a tabuada, o que não  ocorreu com meus filhos. Nas últimas décadas a memorização de novos  conhecimentos por meio da repetição exaustiva caiu em desuso. Em parte  isto se deve aos novos métodos pedagógicos que valorizam a capacidade de  utilizar o conhecimento ao invés de sua simples memorização. Mas uma  polêmica nos meios científicos sobre a melhor maneira de criar memórias  de longo prazo também contribuiu para o ocaso da tabuada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teoria clássica afirmava que a repetição exata de um estímulo era a  melhor forma de memorizá-lo. A nova teoria propunha que memórias mais  duradouras eram formadas quando o estímulo contendo a informação era  apresentado em diferentes formas a cada repetição. Na teoria clássica a  melhor maneira de memorizar a tabuada era repetir cada frase centenas de  vezes. Na nova teoria o aluno deveria ser submetido a uma série de  repetições nas quais o contexto da informação mudasse a cada repetição. A  memorização seria mais eficiente pois o conhecimento ficaria "ancorado"  em diversos pontos da memória. Agora, analisando diretamente a  atividade cerebral à medida que a memória é formada, os cientistas  descobriram como as memórias mais duráveis são formadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os testes foram feitos em 24 voluntários. A cabeça da pessoa era  colocada dentro de uma máquina de ressonância magnética capaz de medir a  atividade de cada região do cérebro a cada instante. É como se a  máquina estivesse filmando que parte do cérebro está ativa ou inativa a  cada segundo. Com a máquina na cabeça, os voluntários observavam uma  tela de computador e eram instruídos a memorizar 120 fotos de faces de  pessoas. Cada face era apresentada três vezes misturada aleatoriamente  às outras faces. Dada esta combinação, cada voluntário examinava um  total de 360 faces enquanto a maquina de ressonância registrava a  atividade cerebral. Desta maneira foi possível registrar a atividade  cerebral de cada voluntário para cada uma das três vezes em que ele foi  apresentado a cada uma das 120 faces. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma hora depois de terminada esta parte do experimento o voluntário  voltava para o laboratório para tentar identificar as faces que havia  memorizado. Nesta segunda etapa, feita sem o aparelho na cabeça, era  apresentada a uma sequência de 240 faces sendo que 120 eram novas e 120  eram as mesmas que ele havia observado com a máquina na cabeça. Para  cada uma destas 240 faces ele deveria dar uma nota de 1 a 6 dependendo  do grau de certeza que a face já havia sido observada na primeira parte  do experimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feito isso os cientistas selecionaram, entre as faces apresentadas na  primeira parte do experimento, as que as pessoas tinham certeza que se  lembravam (nota 5 e 6) e as que elas seguramente haviam visto mas não se  lembravam (nota 1 e 2). Sabendo quais faces haviam sido memorizadas e  quais haviam sido esquecidas os cientistas examinaram a atividade  cerebral do voluntário enquanto estava olhando faces memorizadas ou  esquecidas. O objetivo era tentar descobrir que atividades cerebrais  eram indicativas de que a memória estava se formando de forma eficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comparação da atividade cerebral de um voluntário enquanto examina  duas faces distintas é pouco informativa. Já se sabe que diferentes  faces provocam diferentes reações e consequentemente diferentes  atividades cerebrais. Enquanto uma face pode provocar reações do tipo  "ela é parecida com minha avó Zica" outra face pode provocar reações do  tipo "nunca vi um homem tão triste" e é claro que a atividade cerebral  que gera estes pensamentos é diferente. Foi por este motivo que os  cientistas compararam a atividade do cérebro nas três vezes que a mesma  face foi apresentada ao voluntário, tanto no caso das faces memorizadas  quanto no caso das faces esquecidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando esta comparação foi feita em centenas de faces lembradas ou  esquecidas pelos 24 voluntários ficou clara uma diferença entre as faces  lembradas e as esquecidas. No caso das faces lembradas, a atividade  cerebral era semelhante nas três vezes em que a pessoa observava a mesma  face. No caso das faces esquecidas cada vez que a pessoa observava a  face a atividade cerebral era diferente. Isto demonstra que a formação  eficiente de memória ocorre quando o padrão de atividade cerebral se  repete perfeitamente cada vez que o estímulo é apresentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este tipo de experimento foi repetido usando palavras escritas e sons  em vez de faces, confirmando que formação eficiente de memória ocorre  quando o estímulo é capaz de provocar reações idênticas em nosso  cérebro, e comprovando a teoria clássica do processo de memorização. É  por isso que um grupo de crianças forçadas a recitar em voz alta todo  dia um poema ou a tabuada acaba memorizando a informação para o resto da  vida e um advogado, 50 anos depois de sair da escola, ainda é capaz de  listar os rios e montanhas do Oiapoque ao Chuí. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, se o objetivo é simplesmente memorizar algo, a repetição  exata é a solução preferida, mas se a ideia é educar crianças para lidar  com a informação e utilizar o conhecimento de maneira critica e  criativa a repetição exaustiva não é a melhor forma de educar. A arte  está em combinar estas duas atividades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIÓLOGO&lt;br /&gt;MAIS INFORMAÇÕES EM: GREATER NEURAL PATTERN SIMILARITY ACROSS  REPETITIONS IS ASSOCIATED WITH BETTER MEMORY. SCIENCE VOL. 330 PAG. 97  2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-6542242427783926414?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/6542242427783926414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=6542242427783926414' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/6542242427783926414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/6542242427783926414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2010/11/como-se-forma-memoria.html' title='Como se forma a memória'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-3959984066308854655</id><published>2010-11-04T08:47:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T10:41:25.749-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sono'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='- Sidarta Ribeiro'/><title type='text'>A neurociência explica a função dos pesadelos</title><content type='html'>&lt;h1&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h3&gt;&lt;/h3&gt;&lt;span id="anuncioIlha" style="float: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;       &lt;br /&gt;&lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;10/08/2010&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;por ANNETTE SCHWARTSMAN&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No novo filme "A Origem", o personagem de Leonardo Di Caprio é  contratado para invadir sonhos do herdeiro de uma corporação e implantar  ideias em sua mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeitos especiais dignos dos piores pesadelos -como Paris  dobrando-se sobre si mesma e explodindo em pedacinhos-, essa ficção  científica, no entanto, não está tão longe da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma área da neurologia argumenta que um indivíduo pode dirigir seus próprios sonhos de forma limitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém que tenha um pesadelo recorrente pode aprender a substituir seu script aterrorizante por uma versão mais amena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bons ou ruins, os sonhos são misturas criadas pelo inconsciente que  processa, ordena e guarda emoções do dia, lembranças reprimidas e  desejos ocultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se fossem mera atividade aleatória dos neurônios no córtex cerebral,  não seria possível ter sonhos iguais mais de uma vez. Isso prova, como  Freud disse, que eles têm significado e são motivados por experiências  vividas durante a vigília", diz o neurocientista Sidarta Ribeiro, 39,  chefe de laboratório do Instituto Internacional de Neurociência de Natal  e um dos principais pesquisadores do assunto no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nós levamos os problemas para dormir e os trabalhamos durante a noite",  diz Rosalind Cartwright, professora de neurociência da Universidade  Rush do Centro Médico de Chicago, que há 50 anos estuda o sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu livro "The Twenty-Four Hour Mind" ("a mente 24 horas"), ela  explica que o cérebro registra as questões emocionais inacabadas do dia  e, durante o sono REM (em que os olhos se movem rapidamente e ocorrem os  sonhos), as mistura com memórias antigas relacionadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O sonho serve para depurar a emoção negativa recente. É como se você  limpasse o seu HD para sofrer menos durante o dia", compara o  neurologista Flávio Alóe, 50, do Centro Interdepartamental para os  Estudos do Sono do Hospital das Clínicas de SP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já os pesadelos, diz Alóe, são sonhos que provocam sensação de  impotência diante de ameaças de sobrevivência, segurança pessoal ou  autoestima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Com sequências temporais semelhantes à realidade, eles se confundem com  esta, tornam-se perturbadores e terminam com o despertar consciente e  com emoções negativas como ansiedade, medo, raiva, vergonha e nojo, que  permanecem na memória. Também podem ser acompanhados de taquicardia,  respiração ofegante, sudorese ou ereção", define o especialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alóe diz ainda que noites cortadas por pesadelos prejudicam o sono REM,  essencial para regular funções como criatividade e memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pesadelos devem ser levados a sério, uma providência é achar as  causas. "É preciso saber se têm causas emocionais, se são efeito de  remédios, de transtorno neurológico", diz Luciano Ribeiro Pinto Jr.,  neurologista do Instituto do Sono e pesquisador do sono na Unifesp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tratamentos farmacológicos e terapêuticos. Em um desses, a  dessensibilização "in vivo", a pessoa é exposta, acordada, ao que a  atormenta no sono -como ratos. O medo passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sonho lúcido, a pessoa aprende a ficar consciente de que está sonhando. Para alguns, a habilidade é natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Na ioga tibetana, pratica-se sonho lúcido no sono e na vigília", diz Sidarta Ribeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sonho lúcido, o indivíduo tem consciência de estar sonhando,  raciocina. Ele se comunica com o meio externo por movimentos oculares ou  do polegar, e decide o conteúdo do enredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra técnica é a incubação do sonho, pesquisada pela primeira vez nos anos 1990 por Deirdre Barrett, da Harvard Medical School.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a psicóloga, o paciente deve escrever seu problema em uma frase  curta e colocar a anotação perto da cama. Antes de dormir, revisa o  problema e, deitado, visualiza a questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto cai no sono, deve dizer a si mesmo que quer sonhar com o  problema. Ao acordar, deve ficar deitado, observando se há resquícios de  sonho, e anotar o que lembrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma terapia semelhante é a de ensaio da imagem, desenvolvida por Barry  Krakow, do Centro Maimonides de Artes e Ciência do Sono, no Novo México  (EUA).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consiste em, no estado de vigília, relembrar o pesadelo em detalhes e  escrevê-lo mudando o seu final para um agradável, ou até um sonho  completamente diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, a pessoa deve ensaiar a nova versão uma vez por dia, por 20 minutos, durante duas semanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shelby Freedman Harris, diretora de medicina comportamental do sono do  Montefiore Medical Center, em Nova York, aplica o método e conta o caso  de uma mulher que sonhava estar cercada por tubarões. Ela imaginou que  eles fossem golfinhos: os pesadelos sumiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro jovem que tinha pesadelos de estar sendo seguido transformou o perseguidor em chocolate e o comeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns analistas veem problemas em mudar o conteúdo dos pesadelos. Argumentam que eles enviam mensagens cruciais à mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A riqueza dos sonhos e pesadelos está no fato de nos trazerem conteúdos  do inconsciente. A diferença entre os dois é gostarmos ou não desses  recados que, uma vez compreendidos, param de nos assombrar", diz a  psicanalista Lucia Rosenberg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Acho uma pretensão querer mandar no inconsciente que, por definição, é algo que não se controla", conclui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para psicanalista lacaniana Fani Hisgail, autora de "A Ciência dos  Sonhos, um Século de Interpretação Psicanalítica" (Unimarco), há uma  longa estrada a percorrer "entre o sonho contado, que é o material  trabalhado em terapia cognitiva, e o sonho sonhado, que guarda elementos  recalcados".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista do sintoma, essas terapias substituem seis por meia  dúzia, diz Fani. "Cria-se uma ficção de bem-estar, mas o sujeito  continua desconhecendo o real motivo que o angustia."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Sidarta Ribeiro não vê problemas em apaziguar pesadelos às vezes. "O  inconsciente é robusto, não será afetado. As mensagens continuarão a  chegar. O difícil não é recebê-las, mas compreendê-las, o que é raro",  retruca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pesquisas da neurofisiologia sobre sonhos, iniciadas nos anos 1950,  engatinham. Mas têm futuro. "Já temos a medicina do sono, um dia teremos  a medicina dos sonhos", diz Luciano Ribeiro Pinto Jr. Não custa sonhar.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-3959984066308854655?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/3959984066308854655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=3959984066308854655' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/3959984066308854655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/3959984066308854655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2010/11/neurociencia-explica-funcao-dos.html' title='A neurociência explica a função dos pesadelos'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-2423016680388430827</id><published>2010-11-04T08:37:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T10:41:46.681-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sono'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memória'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='- Sidarta Ribeiro'/><title type='text'>Como o sono consolida a memória</title><content type='html'>&lt;h2&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h3&gt;&lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/cientista+brasileiro+desvenda+como+o+sono+consolida+a+memoria/n1237728163260.html"&gt;Sidarta Ribeiro mostrou os resultados de sua pesquisa hoje de manhã na reunião anual da SBPC&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="barra-superior"&gt;&lt;strong&gt;Maria Fernanda Ziegler&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;Dormir faz bem para o aprendizado. O sono, além de servir para a  conservação de energia, faz a reposição das biomoléculas na vigília e  atua para o processamento da memória. Freud, já dizia, em 1900, que o  sono contém restos diurnos. E estudos ainda da década de 20, chegaram à  conclusão que o sono favorece a consolidação da memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, uma pesquisa dirigida pelo neurologista Sidarta Ribeiro, do  Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra  (IINN-ELS,) vai estudar os mecanismos biológicos que comprovam tais  afirmações. O pesquisador apresentou seus resultados hoje de manhã na  reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência  (SBPC), em Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A memória adquirida transita por regiões do cérebro até se transformarem  em aprendizado ou lembrança. Primeiro elas ficam no hipocampo, migrando  depois para a região córtex. Este processo é consolidado durante o  sono. “Agora conseguimos medir como isto é feito”, contou Ribeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A memória é construída numa sequência específica do ciclo do sono - na  fase de ondas lentas (sono profundo) e na fase REM, aquela em que  sonhamos. O pesquisador analisou a movimentação de neurônio de ratos. Um  animal ficou em uma caixa completamente vazia e com ciclos de luz que  duravam 12 horas e depois 12 horas sem luz. Depois quatro novos objetos  colocados na caixa. Depois de algumas horas o objeto é retirado. “A  ideia era monitorar a vigília, sono de ondas lentas e sono REM e eu  presumo que na caixa onde foram colocados os objetos, o animal vai se  lembrar de alguma coisa”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos animais que tiveram contato com os objetos, foi observado um intensa  movimentação de impulsos elétricos durante o sono de ondas lentas. Os  neurônios foram ativados neste período, quando a memória foi reverberada  do hipocampo para o córtex. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o sono REM foi registrado um aumento no córtex, mas não no  hipocampo. “As duas fases do sono têm funções complementares”, explicou o  pesquisador. Na fase de ondas lentas ocorre a reverberação da memória e  durante o sono REM, os genes são ativados e a memória é armazenada. “A  gente acredita que o sono de ondas lentas é um processo biológico que  preserva as memórias e fica reverberando, fica trazendo estas memórias a  tona até que venha o sono REM. A combinação destas duas preserva a  propagação das memórias”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dormir pra aprender&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Se o sono é importante para o armazenamento da memória, se faz  necessário aproximar o horário das aulas com o do sono. Em outro  experiência, desta vez com alunos de uma escola de Natal, a equipe  constatou que o sono ajuda no aprendizado. Em uma aula de 10 minutos, os  alunos aprenderam palavras novas. Logo depois, dormiram por 2 horas. O  grupo que dormiu conseguiu lembrar mais das palavras que o grupo que não  dormiu. Aqueles que ficaram de olhos fechados, mas não conseguiram cair  no sono, ficaram em posição intermediária. “O sono facilita a  reestruturação da memória”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não sonhe demais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Outro estudo do IINN-ELS analisou o desempenho de jogadores do Doom,  videogame como monstros e desafios como caminhos secretos e bolas de  fogo. A pesquisa, ainda em fase de conclusão, monstrou que o sonho  interfere no desenvolvimento de tarefas no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira noite, uma noite controle, a pessoa dorme com eletrodos,  quando se observa que ela atinge o sono REM, ela é acordada e relata o  sono. Na segunda noite, a pessoa joga videogame por uma hora, o jogo é  gravado. Em seguida a pessoa dorme e o sonho é coletado outra vez. No  terceiro dia ela joga Doom outra vez. O que foi identificado foi que a  pessoa melhora no jogo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa queria medir a intrusão onírica no desempenho, ou seja, ao  usar a memória adquirida do dia anterior, a pessoa fica mais preparada  para o futuro. Quem sonhou pouco com o jogo, teve pouca melhora do  desempenho, quem sonhou muito com o jogo, melhorou; e quem sonhou demais  piorou. “Acreditamos que quem sonhou demais entrou em estresse e piorou  o desempenho no jogo”, disse Ribeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-2423016680388430827?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/2423016680388430827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=2423016680388430827' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/2423016680388430827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/2423016680388430827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2010/11/como-o-sono-consolida-memoria.html' title='Como o sono consolida a memória'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-1779029502158378974</id><published>2010-11-04T08:32:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T13:18:20.464-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sono'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memória'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='- Sidarta Ribeiro'/><title type='text'>Sono é um aliado do cérebro</title><content type='html'>&lt;object height="392" width="480"&gt;&lt;param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /&gt;&lt;param value="high" name="quality" /&gt;&lt;param value="midiaId=1038866&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" name="FlashVars" /&gt;&lt;embed width="480" height="392" flashvars="midiaId=1038866&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="materia-titulo"&gt;&lt;h1 class="entry-title" style="color: red;"&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/globoreporter/0,,MUL1164700-16619,00-SONO+E+UM+ALIADO+DO+CEREBRO.html"&gt;Alunos que dormem depois da aula aproveitam melhor o que aprenderam.&lt;/a&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1 class="entry-title"&gt;&lt;/h1&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="materia-conteudo entry-content" id="materia-letra"&gt;&lt;div class="materia-assinatura"&gt;&lt;div class="vcard author"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b class="fn"&gt;BEATRIZ CASTRO&lt;/b&gt;          &lt;span class="adr"&gt;             &lt;span class="locality"&gt;Natal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/span&gt;       &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="materia-mascara midia-largura-320"&gt;&lt;/div&gt;O que você sabe sobre visão e memória? Se a resposta for nada ou         quase nada, você está na mesma situação de crianças de uma         escola pública de Natal, capital do Rio Grande do Norte. Elas         entraram em contato com o tema pela primeira vez através de uma         palestra dada por pesquisadores de duas universidades do estado.         Você saberia dizer, por exemplo, qual a parte do corpo humano         que é parecida com uma janela? Na aula, todas as repostas         começaram a aparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco a pouco, as crianças, de apenas 11 anos,         foram aprendendo os conceitos básicos da memória. Atenção não         faltou. Mas a aula foi rápida. Em seguida, os alunos foram         separados em dois grupos: um deixou a sala e voltou para a aula         normal; o outro grupo ficou por ali mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo depois da aula, hora de dormir. Os         pesquisadores querem saber até que ponto o sono ajuda a fixar na         memória o que os alunos acabaram de aprender. E a sala de aula         virou dormitório. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As luzes se apagaram, e os alunos, muito         comportados, entenderam a importância da pesquisa e se         entregaram lentamente a uma deliciosa soneca no meio da manhã.         Segundo os pesquisadores, é neste momento que tudo aquilo que         eles acabaram de aprender vai ser arquivado pelo cérebro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estamos acordados, informações sobre fatos,         datas, eventos se acumulam no hipocampo, uma parte do cérebro.         Durante o sono, essas informações migram para o córtex cerebral,         onde vão ficar armazenadas por muito tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É uma espécie de reorganização da memória,         que libera espaço neural para a aquisição de novas memórias no         hipocampo e estoca as memórias antigas no córtex", explica         o professor de neurociência Sidarta Ribeiro, da Universidade         Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo de estudantes que não dormiu manteve a         rotina na sala de aula. Dois dias depois da primeira visita, os         pesquisadores voltaram de surpresa à escola. Os alunos que         dormiram e também os que não dormiram depois das novas lições         fizeram um teste para saber qual o grupo que mais memorizou as         informações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças, mais uma vez, colaboraram. E,         concentradas, responderam todas as perguntas. A pesquisa toda já         envolveu 250 crianças em escolas de Natal. Os resultados mostram         que é sempre mais fácil para quem tirou um cochilo logo depois         da aula. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em média, os meninos que dormiram tiveram um         desempenho 10% melhor. Acreditamos que é porque o cérebro deles         durante o sono protegeu e consolidou a informação nova. Enquanto         que os meninos que continuaram em sala de aula tiveram mais         interferência sensorial e tiveram uma memorização menos         eficiente", diz Sidarta Ribeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os pesquisadores, os resultados comprovam que         o sono não deve ser tratado como um inimigo da escola. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu acredito que a criança deva chegar para a         escola bem alimentada, que ela preste bastante atenção na aula,         que seja um aula muito eficiente e carismática, e que depois ela         possa tirar um cochilo e consolidar essas informações com a         atenção devida", diz Sidarta Ribeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você ainda não se convenceu, um dos maiores         gênios da Humanidade, Leonardo da Vinci, adorava uma soneca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ele dormia vários cochilos de forma         entremeada ao longo do dia. Então, após uma atividade de criação         ou de estudo, ele se recompensava com um cochilo reparador,         consolidador de memória", conta Sidarta Ribeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você se lembra da primeira questão da prova das         crianças? "Os olhos são a janela do corpo humano": a         frase – simples e genial – foi dita por Leonardo da Vinci entre         uma soneca e outra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quantos problemas o gênio teria conseguido         resolver ao acordar? Os pesquisadores do Instituto Internacional         de Neurociências de Natal se perguntam: além do sono, os sonhos         também atuam sobre o funcionamento do nosso cérebro? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É muito comum a repetição de um sonho quando         a pessoa está vivendo um problema que não se resolve", diz         Sidarta Ribeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desafio dos cientistas agora é investigar o         poder dos sonhos. Para isso, eles mediram as ondas cerebrais da         voluntária Fabrícia Assunção enquanto ela dormiu. Mas antes de         ir para a cama, ela recebeu uma tarefa: resolver os enigmas de         um jogo de videogame. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vamos ver como eu vou me sair, porque não         tenho nenhum costume. Nunca joguei, nem sabia que jogo era         esse", disse a voluntária antes de começar o teste. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os equipamentos mostraram que, durante o jogo, no         cérebro, é ativada a área que controla os movimentos da mão. O         game é violento, com monstros e muito sangue. Será que toda essa         tensão se refletiu nos sonhos de Fabrícia? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meia-noite e meia é a hora em que Fabrícia costuma         pegar no sono. O sono dela foi monitorado. E quando o         equipamento mostrou que ela já estava sonhando, a grande         revelação: a área ativada no cérebro foi a mesma que ela usou         durante o jogo, quando estava acordada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabrícia foi despertada às 6h50. Pelo         monitoramento, os pesquisadores sabiam que ela estava sonhando.         A equipe do Globo Repórter não entrou no quarto no momento em         que ela foi despertada para não interferir na pesquisa. A         maioria das pessoas se esquece dos sonhos pouco tempo depois de         acordar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ela sonhou. O interessante é que além de ela         ter relatado os sonhos e ter lembrado dos sonhos, o sonho dela         teve ligação direta e indireta com a tarefa que ela realizou: o         jogo", explica o pesquisador de psicobiologia André         Pantoja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabrícia conta que, quando foi acordada, lembrou         que sonhava sobre um desenho animado, com uma briga e com         montanhas. "De manhã, quando eu acordei, era como um         desenho: o herói e o vilão estavam brigando um com o outro e, no         final, o herói ganhou", descreve. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ganhou o herói e ganhou a própria Fabrícia. Depois         do sonho, ficou mais fácil vencer os obstáculos do jogo.         Melhorou o desempenho da voluntária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As pessoas que sonham com seus problemas,         resolvem seus problemas. Os sonhos servem para simular futuros         possíveis. O sonho permite a criação de soluções novas, bastante         complexas, para problemas comportamentais que nós temos",         diz Sidarta Ribeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando a pessoa fica muito ansiosa o sonho         vira pesadelo e acontece o contrário: o desempenho no dia         seguinte é baixo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu já fui direto ao ponto porque ficou mais         claro. Não vou continuar jogando porque não gosto de monstro,         nem de violência. Foi só um experimento", diz Fabrícia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem os pesquisadores que o exemplo de Fabrícia         vale para todos: se conseguirmos lembrar dos nossos sonhos,         talvez seja mais fácil encontrar a solução para os problemas que         nos afligem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É triste abrir mão de uma arma tão poderosa         que está dentro de você há séculos", constata André Pantoja.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-1779029502158378974?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/1779029502158378974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=1779029502158378974' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/1779029502158378974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/1779029502158378974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2010/11/sono-e-um-aliado-do-cerebro.html' title='Sono é um aliado do cérebro'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-2104665927570077730</id><published>2010-11-02T02:53:00.000-07:00</published><updated>2010-11-02T02:54:03.752-07:00</updated><title type='text'>Estudo diz por que orientais são "iguais"</title><content type='html'>&lt;b&gt;  Ocidentais têm essa impressão porque o cérebro humano "dá bug" ao tentar reconhecer faces de outra etnia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Para orientais, difícil é diferenciar os europeus; as bases biológicas dessa dificuldade ainda eram desconhecidas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RICARDO MIOTO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, os japoneses não são  todos iguais. O que acontece,  mostraram agora os cientistas, é que o "software" de reconhecimento facial do cérebro tem as suas limitações, e  uma delas é patinar sempre  que se depara com um rosto  de uma etnia diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pesquisadores selecionaram mais de 20 voluntários, metade de Europa e metade da Ásia. Mostraram a  eles faces genéricas de orientais e ocidentais. Enquanto  isso, observavam a sua atividade cerebral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perceberam que os voluntários decoravam com facilidade rostos de gente  da mesma etnia que eles. Mas quando um europeu começava a  observar faces orientais, logo  se perdia e já não sabia dizer  se um novo rosto era inédito  ou não -e vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao observar o que estava  acontecendo no cérebro do  coitado do europeu, perdido  tentando lembrar se aquele  chinês não era o mesmo que  já tinha aparecido lá no começo, os cientistas notaram  um significativo aumento na  sua atividade neural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se o cérebro do voluntário estivesse exigindo  mais do "processador", sendo forçado a trabalhar mais  para tentar encontrar alguma forma de conseguir reconhecer aquele sujeito na tela.  Fosse um computador, o cérebro estaria esquentando.  Com frequência, o esfoço extra acaba sendo em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse fenômeno é perceptível especialmente em algumas áreas do cérebro ligadas  ao reconhecimento facial,  como o córtex extra-estriado.&lt;br /&gt;Assim, um japonês que  nunca saiu do seu país, ao  desembarcar, digamos, na  Alemanha, vai achar todos  aqueles loiros muito parecidos e se questionar como é  que eles conseguem saber  quem é quem no dia-a-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A explicação evolutiva  mais simples para esse bug  cerebral passa pelo fato de  que passear pelo mundo fazendo amigos é coisa recente. Por dezenas de milhares  de anos, encontros com etnias diferentes eram muito  raros. Só era necessário identificar gente parecida, e o cérebro se moldou para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CHINATOWN&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Roberto Caldara, neurocientista italiano-da Universidade de Glasgow (Escócia)  e autor do trabalho publicado na revista científica  "PNAS", diz que é interessante notar como esse cérebro limitado se adapta às  grandes cidades cosmopolitas do presente, com gente de  todo tipo nas ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se você for europeu, mas  morar, digamos, em um bairro com muitos chineses, você  vai ver muitos rostos orientais todos os dias. Mas, exceto se você tiver treinado seu  cérebro para reconhecê-los  no nível individual, tendo vários amigos chineses e sabendo diferenciá-los, você vai  continuar achando todos  muito parecidos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso vale, então, diz, para  São Paulo: para parar de confundir orientais (e irritá-los  chamando, por exemplo, coreano de japonês), é necessário se entrosar socialmente-  só passear no bairro da Liberdade não adianta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-2104665927570077730?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/2104665927570077730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=2104665927570077730' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/2104665927570077730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/2104665927570077730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2010/11/estudo-diz-por-que-orientais-sao-iguais.html' title='Estudo diz por que orientais são &quot;iguais&quot;'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-758668637896472188</id><published>2010-10-04T04:50:00.000-07:00</published><updated>2010-10-04T05:00:43.355-07:00</updated><title type='text'>BBC - O Poder do Cérebro</title><content type='html'>&lt;object height="405" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-UbeaiDRcJM?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b&amp;amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/-UbeaiDRcJM?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="405"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="405" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/jxSSv4UJ3S8?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b&amp;amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/jxSSv4UJ3S8?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="405"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="405" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/SULY9nZ47qs?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b&amp;amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/SULY9nZ47qs?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="405"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="405" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/AfUEJuJuABI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b&amp;amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/AfUEJuJuABI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="405"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="405" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/N3aBZxw1HjU?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b&amp;amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/N3aBZxw1HjU?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="405"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-758668637896472188?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/758668637896472188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=758668637896472188' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/758668637896472188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/758668637896472188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2010/10/bbc-o-poder-do-cerebro.html' title='BBC - O Poder do Cérebro'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-5267649030995186700</id><published>2010-10-01T12:24:00.001-07:00</published><updated>2010-10-01T12:24:13.797-07:00</updated><title type='text'>Déjà vu</title><content type='html'>&lt;a href="http://super.abril.com.br/ciencia/deja-vu-447450.shtml"&gt;http://super.abril.com.br/ciencia/deja-vu-447450.shtml&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;A ciência por trás do maior mistério da sua cabeça&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;por Texto Alexandre Versignassi e Dennis Barbosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você está tranqüilo, andando por aí. Lá no canto, um homem entrega balões a uma menininha. Uma cena sem nada de mais. Aí, de repente, BOOM: você olha e sabe que já viu aquilo antes. A expressão da menina, a posição das bexigas, o gesto do sujeito... Tudo parece “no lugar certo”. Tudo se repete igualzinho aconteceu antes. Mas você sabe que nunca viu aquilo na vida, ou seja, está tendo um déjà vu (“já visto”), em francês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sensação é mágica: você consegue prever cada “frame” da cena, como se estivesse dentro de um filme a que já assistiu. Está ciente de tudo o que vai acontecer. Presente e futuro se transformam numa coisa só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então... C’est fini. Acabou o déjà vu. A familiaridade com a cena vai para o ralo em segundos. Tudo fica tão frugal e imprevisível quanto antes. E tudo o que sobra é a lembrança de uma experiência quase mística. Mas que não tem nada de única: estudos nos EUA e na Europa indicam que até dois terços das pessoas tiveram déjà vu pelo menos uma vez na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com essa onipresença toda, ele é um tema difícil para a ciência. Por uma razão simples: se você fosse um cientista, iria pegar alguém na rua, levar para o laboratório e esperar o sujeito ter um déjà vu para ver o que acontece? Eles também não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas existe um atalho para elucidar esse mistério: os campeões de déjà vu. Morton Leeds, um estudante americano dos anos 40, foi um deles. O rapaz tinha a extraordinária média de um déjà vu a cada 2,5 dias. E passou um ano registrando as ocorrências num diário, com precisão científica. Por exemplo, às 12h25 de 31 de janeiro de 1942 ele escreveu: “Foi extremamente intenso. Um dos mais completos que já tive. Parei em frente a uma loja, e a coisa cresceu e cresceu. Enquanto isso, a sensação de que eu poderia prever a cena seguinte ficava maior. Foi tão forte que tive náuseas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa base de dados, Morton concluiu que a maior parte dos déjà vus acontecia em momentos de estresse. Já era alguma coisa. “Os resultados das nossas pesquisas atuais, com pacientes que respondem questionários sobre seus déja vus, mostram exatamente isso – embora não saibamos a razão. Eles também deixam claro que os mais jovens e viajados são os mais propensos a senti-los”, diz o psiquiatra Chris Moulin, da Universidade de Leeds, na Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moulin é um dos poucos especialistas que se dedicam ao assunto. Para buscar respostas, garimpou em clínicas psiquiátricas atrás de gente com déjà vus ainda mais freqüentes que os de Morton Leeds. E o que ele encontrou foi aterrador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moulin conheceu pacientes que vivem num déjà vu eterno, num mundo surreal, onde tudo parece já ter acontecido. Felipe Massa ganhou a corrida? “Eu sabia, vi isso antes.” Lula renunciou para gravar um cd de pagode? “Óbvio. Eu sempre soube disso.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é exagero. Um dos pacientes de Moulin, apresentado a ele em 2000, achava que já sabia tudo o que aparecia nos jornais ou na TV. Outro parou de jogar tênis porque “sabia qual seria o resultado de cada jogada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não, eles não vêem o futuro. Tomografias no cérebro desses pacientes mostram que sua massa cinzenta atrofiou no lobo temporal (logo atrás das orelhas), justamente a parte que governa a formação de memórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tese é que essas mentes acessam as lembranças na mesma fração de segundo em que elas são gravadas. E isso causa uma ilusão perene: o presente fica parecendo uma memória. É como se você vivesse o tempo todo no seu passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moulin e outros pesquisadores, então, imaginam que a chave para os déjà vus normais esteja aí. Se nos casos crônicos a falta de timing do lobo temporal é permanente, nos mais moderados ela só acontece de vez em quando. Às vezes uma única vez na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa não é a única explicação para o déjà vu. Outra corrente, por exemplo, defende que o fenômeno pode não estar ligado a um defeito no “cabeçote de gravação” da memória. O segredo estaria nos porões mais escuros do cérebro, onde ficam as memórias do que você não viu. Isso mesmo.&lt;br /&gt;Para comprovar essa tese, dois pesquisadores americanos tentaram algo ambicioso: recriar déjà vus em laboratório. Ao experimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2004, psicólogos da Universidade Metodista de Dallas e da Universidade Duke, nos EUA, colocaram seus alunos para ver fotos dos dois campi. A tarefa era encontrar pequenas cruzes que eles sobrepuseram às imagens. Eles esperavam que os alunos se concentrassem na busca pelas cruzes, sem prestar atenção nas imagens. Uma semana depois, chamaram os alunos de volta e mostraram as mesmas imagens. Agora eles tinham de dizer quais daqueles lugares já tinham visitado. Bingo: alunos da Duke que nunca tinham ido à Metodista disseram já ter estado em cenários de lá, e vice-versa. Conclusão: enquanto procuravam as cruzes, eles guardavam as imagens dos lugares desconhecidos no inconsciente sem se dar conta. Os estudantes não tinham mais de um segundo para ver cada imagem, mas foi o suficiente para que elas desencadeassem “mínis déjà vus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essa linha, ter um déjà vu significa acessar memórias nunca antes registradas pela consciência. Imagine: colocaram um extintor de incêndio perto da porta de entrada do seu prédio. Só que você viu o objeto apenas com o canto dos olhos, sem realmente notar a existência dele. Aí, no dia em que você olhar conscientemente para o extintor, pode ter uma forte impressão de já tê-lo visto antes. O ponto é que o seu inconsiente já viu mesmo. E vem o déjà vu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As teorias não páram por aí. E a mais recente delas pode ter matado de vez a charada. Será?&lt;br /&gt;Cenários fantasmas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história começa com um geneticista americano, Susumu Tonegawa, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Ele estudava um traço bem conhecido da mente: aquilo de um fragmento qualquer de memória trazer cenários completos do passado. Sabe quando você sente algum cheiro que lembra a infância, como o da comida da sua avó, e sua cabeça praticamente viaja no tempo? Então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tonegawa descobriu que essa sensação nascia numa área específica do cérebro. E imaginou que com os déjà vus seria a mesma coisa, que eles tivessem uma morada no cérebro – no caso, um lugar minúsculo dentro do lobo temporal chamado giro dentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para testar a hipótese, ele usou engenharia genética e criou um ratinho de laboratório com essa parte do cérebro desregulada. Depois pegou o bicho e colocou-o numa caixa com um rato normal. E começou a dar choquinhos nos pés da dupla. A cada descarga eles ficavam paralisados. Então colocou os dois numa outra caixa, parecida com a primeira, mas sem os choques. Como Tonegawa esperava, os roedores estavam condicionados: paralisaram logo que entraram na caixa, como se a tortura tivesse começado de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rato normal, no entanto, percebeu rapidinho que não estava acontecendo nada. E relaxou. Só que o transgênico não: continuou paralisado, como se os choques estivessem acontecendo. O rato confundia memória com realidade. Para Tonegawa, isso revelava a mecânica secreta dos déjà vus. Ele concluiu que o giro dentado capenga fez o animal perder a capacidade de diferenciar uma caixa da outra e entrar numa espécie de déjà vu eterno. Para você entender isso melhor, vamos para um exemplo palpável. Imagine que você está num aeroporto. Os guichês, os painéis, as escadas rolantes... Tudo é parecido com o que tem em qualquer aeroporto. Aí, se o seu giro dentado der um tilt por um segundo, você fica que nem o rato: perde a capacidade de discernir aquele aeroporto dos outros. Sente que já esteve lá. Tem um déjà vu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso também ajuda a explicar por que eles acontecem mais entre pessoas jovens e viajadas, como disse Moulin. Primeiro, porque os mais novos têm uma vida menos rotineira. Costumam variar de cenário, o que os deixa mais propensos a viver déjà vus – é mais fácil ter um ao acordar num quarto desconhecido, por exemplo, do que no seu, onde você realmente está acostumado com tudo. E o fato de viajar bastante só turbina a coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a experiência de Tonegawa veio a público, em 2007, foi tratada por alguns como a explicação definitiva para o mistério. Mas a maior parte dos pesquisadores acha que ainda é cedo para uma conclusão dessas. Eles imaginam que o déjà vu pode ser como dor de estômago: ter várias causas – as que você viu aqui mais outras tantas ainda a descobrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, a explicação mais bacana continua sendo a da Trinity, de Matrix – o filme que mostra o planeta dominado por máquinas que mantêm os humanos presos numa realidade virtual (a Matrix). Numa das cenas, o herói Neo olha para um gato preto, sente que já viu o bichano antes e diz:&lt;br /&gt;– Uau, Trinity. Tive um déjà vu....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela acaba com o mistério:&lt;br /&gt;– Um déjà vu é uma falha da Matrix, Neo. Acontece quando estão consertando alguma coisa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para saber mais&lt;br /&gt;The Deja Vu Experience&lt;br /&gt;Alan S. Brown, Psychology Press, 2004.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-5267649030995186700?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/5267649030995186700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=5267649030995186700' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/5267649030995186700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/5267649030995186700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2010/10/deja-vu_01.html' title='Déjà vu'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-7806134436723937032</id><published>2010-09-28T11:46:00.001-07:00</published><updated>2010-09-28T11:46:51.134-07:00</updated><title type='text'>Efeito placebo é extraordinário e muito mal compreendido</title><content type='html'>&lt;b&gt;HÉLIO SCHWARTSMAN&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E-drugs existem há dezenas de milhares de anos e atendem pelo nome  de música. O resto é marketing.&lt;br /&gt;Que padrões sonoros afetam o cérebro humano suscitando emoções não  é exatamente novidade. É justamente  isso que torna a música interessante.  Vendedores de e-drugs sugerem que  suas faixas são mais poderosas que  Beethoven e causam efeitos semelhantes aos de LSD e haxixe. É possível, mas altamente improvável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito básico por trás das e-drugs são os sons binaurais. São  produzidos quando cada um dos ouvidos  é submetido a tons ligeiramente diferentes. Assim, se o nosso ouvido  esquerdo captar um som com uma frequência de 97 Hz, e o direito, de 103  Hz, o cérebro irá perceber um diferencial de 6Hz e, num esforço de  sincronização, tende a operar nessa frequência, que, no caso,  corresponde à das  ondas teta (4 a 7 Hz), associadas ao sono REM (com sonhos). Ao menos em  teoria, a pessoa irá sentir-se gradualmente mais relaxada e sonolenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O efeito das ondas binaurais é real e  foi descoberto em 1839 pelo físico  prussiano Heinrich Wilhelm Dove. O  que ainda não foi demonstrado é que  padrões sonoros binaurais possam induzir muito mais do que estados de  excitação e relaxamento. Dizer que causam alucinações, orgasmos e  êxtases  religiosos é uma afirmação retumbante que deveria ser acompanhada de  evidências igualmente bombásticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até agora, elas ainda não apareceram. Só o que existe são relatos de  pessoas que dizem ter experimentado essas sensações publicados no site  de  empresas que comercializam as e-drugs. Mesmo que demos crédito a esses  indícios anedóticos, eles são melhor explicados pelo efeito placebo do  que por mecanismos cerebrais mais  exóticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui é preciso um certo cuidado. Dizer que uma dada manifestação se deve  ao efeito placebo está longe de significar que ela não exista. O  placebo é,  a um só tempo, um dos mais extraordinários aspectos da neurologia humana  e um dos mais mal compreendidos.  Ele é extraordinário porque mostra  que o cérebro produz reações que normalmente só ocorrem com recurso a  drogas poderosíssimas. E é mal compreendido porque costuma ser descrito  meio pejorativamente como algo  que "está apenas na sua cabeça".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade, contudo, é que o efeito  placebo é bastante poderoso e incrivelmente real. Só não o utilizamos a  torto e a direito na medicina por razões  éticas. Placebos sempre envolvem algum grau de enganação. A confiança  no médico e parte do efeito curativo se  perdem se o paciente descobre que estava tomando pílula de farinha em vez  de remédio "real".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem está apenas interessado  em curtir um pouco, sem preocupações éticas ou curiosidades neurofisiológicas, e-drugs são uma alternativa  mais saudável que drogas de verdade.  É claro que só funcionarão com os  mais crédulos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-7806134436723937032?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/7806134436723937032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=7806134436723937032' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/7806134436723937032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/7806134436723937032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2010/09/efeito-placebo-e-extraordinario-e-muito.html' title='Efeito placebo é extraordinário e muito mal compreendido'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-1393447771192298754</id><published>2010-09-28T11:41:00.000-07:00</published><updated>2010-09-28T11:41:06.013-07:00</updated><title type='text'>Raymond Kurzweil</title><content type='html'>&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Raymond_Kurzweil"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Raymond_Kurzweil&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="392" width="480"&gt;&lt;param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /&gt;&lt;param value="high" name="quality" /&gt;&lt;param value="midiaId=1185499&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" name="FlashVars" /&gt;&lt;embed width="480" height="392" flashvars="midiaId=1185499&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-1393447771192298754?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/1393447771192298754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=1393447771192298754' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/1393447771192298754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/1393447771192298754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2010/09/raymond-kurzweil.html' title='Raymond Kurzweil'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-8413257717791440529</id><published>2010-09-11T05:09:00.001-07:00</published><updated>2010-11-04T10:30:08.199-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='- Daniel Dennett'/><title type='text'>Daniel Dennett</title><content type='html'>&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/o9Vs11goU6c?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/o9Vs11goU6c?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/fdGoNCWo5p4?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/fdGoNCWo5p4?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="640"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/FxvuT00bxvI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/FxvuT00bxvI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="640"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/YIaWJ1sA4iM?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/YIaWJ1sA4iM?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="640"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ePbLj30-bns?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ePbLj30-bns?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-8413257717791440529?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/8413257717791440529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=8413257717791440529' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/8413257717791440529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/8413257717791440529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2010/09/daniel-dennett.html' title='Daniel Dennett'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-240722126467156846</id><published>2010-09-11T02:30:00.000-07:00</published><updated>2010-09-11T02:30:25.345-07:00</updated><title type='text'>Homem precisa se enganar, diz biólogo</title><content type='html'>http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1109201025.htm&lt;br /&gt;&lt;h1&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div id="articleBy" style="margin-bottom: 0pt;"&gt;  &lt;b&gt;RICARDO MIOTO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Platão, Kant e... Trivers? &lt;br /&gt;Se essa lista parece estranha, Steven Pinker, talvez o mais importante psicólogo contemporâneo, discorda. &lt;br /&gt;O biólogo Robert Trivers, diz, é um dos grandes pensadores da história  do Ocidente -provavelmente o único deles que é defensor da maconha,  apaixonado pela Jamaica e entusiasta do grupo de radicais negros  Panteras Negras (ainda que branco). &lt;br /&gt;&lt;table class="fe300"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td class="fo1c"&gt;Adriano Vizoni/Folhapress&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;img alt="O biologo americano Robert Trivers, durante palestra no auditorio do Instituto de Biociencias da USP " border="0" src="http://f.i.uol.com.br/folha/ciencia/images/10221330.jpeg" /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt; &lt;td class="fo1l"&gt;O biologo americano Robert Trivers, durante palestra no auditorio do Instituto de Biociencias da USP &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;A empolgação com o cientista se deve ao fato de que Trivers, quase  sozinho, revolucionou a psicologia, ao propor, nos anos 1970, elos entre  o comportamento humano e a teoria da evolução. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trivers correlacionou, por exemplo, as diferenças entre o comportamento  sexual masculino e o feminino ao fato de que homens investem menos em  cada filho do que as mulheres (veja abaixo). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu tema de interesse atual é o autoengano. Ele defende que os humanos  evoluíram para acreditar em mentiras que os façam se sentir melhor e que  justifiquem suas atitudes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sujeito que, contra todas as evidências, acha que vai se recuperar de  uma doença fatal, ou a mulher que se recusa a enxergar que o marido  claramente a trai estão, então, apenas sendo humanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da aclamação atual, Trivers, 67, demorou para engrenar como  cientista. Quando ainda era aluno da Universidade Harvard, ele trilhou  um caminho impressionantemente torto. &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;WITTGENSTEIN DEMAIS&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;Tudo dava errado: tentou ser matemático, mas desistiu. Resolveu ser  historiador, graduou-se em Harvard, mas ficou desanimado com os livros  de história americana. Muita 'autoglorificação'. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quis então ser advogado, mas não pôde entrar na escola de direito porque  teve um colapso mental (ficava lendo Wittgenstein noite adentro e não  dormia quase nada) e acabou tendo de ser internado para tomar  antipsicóticos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table class="articleGraphic"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td class="articleGraphicSpace" rowspan="3"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td class="articleGraphicCredit"&gt;Editoria de Arte/Folhapress&lt;/td&gt; &lt;td class="articleGraphicSpace" rowspan="3"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt; &lt;td class="articleGraphicImage"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://f.i.uol.com.br/folha/ciencia/images/10221371.gif" /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;Quando estava se recuperando, conseguiu um emprego para escrever e  ilustrar livros de ciências que seriam usados em escolas por alunos de  ensino médio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os livros venderam bem menos que o esperado- desagradaram aos mais  conservadores, porque incluíam animais fazendo sexo e ignoravam o  criacionismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho, porém, serviu para despertar o gosto de Trivers pela  biologia, e ele conseguiu ser doutorando de Ernst Mayr (1904-2005), um  dos principais teóricos evolutivos do século 20. &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;RENAS SIM, QUÍMICA NÃO&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;Mayr pediu que Trivers fizesse matérias na graduação. Ele preferiu usar o tempo para viajar e ver renas no Ártico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um comitê em Harvard percebeu a safadeza, quis que Trivers  estudasse química orgânica. Ele disse que não havia motivo para  preocupações: já estava até matriculado na disciplina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucas horas depois de sair da reunião, vendeu o seu livro de química  orgânica e queimou as peças de plástico que os alunos usavam para  simular moléculas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da rebeldia, os trabalhos publicados pelo garoto logo chamaram a  atenção. Seu ponto central: atitudes humanas poderiam ser explicadas  pelo sucesso reprodutivo que trazem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desavenças em Harvard (leia à direita) fizeram que, em 1978, Trivers  saísse daquela universidade. Só voltaria quase 30 anos depois. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse intervalo, exceto por alguns anos em Nova Jersey, Trivers alternou  seus dias entre a Costa Oeste americana (era professor na Universidade  da Califórnia em Santa Cruz) e sua grande paixão, a Jamaica. &lt;br /&gt;Estudou os lagartos do país, mas isso era só um pretexto, conta. Ficou  encantado mesmo com as mulheres jamaicanas -acabou se casando com duas  delas (não ao mesmo tempo). Encontrou no país um paraíso: diz-se  apaixonado pela cultura rastafári e por mulheres negras ou mestiças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;BLACK POWER&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;Nos anos 1980, na Califórnia, ele conheceu Huey Newton, líder dos  Panteras Negras, grupo revolucionário americano que pregava que negros  deveriam se armar para se defender. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornaram-se grandes amigos. Antes de ser assassinado, em 1989, Newton  foi padrinho de uma das filhas de Trivers. Chegaram a escrever um  trabalho científico sobre autoengano juntos -tema que interessava muito a  Newton, diz Trivers. Esse se tornou, a partir dos anos 1990, o tópico  favorito do biólogo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em paralelo, Trivers conduziu um estudo com crianças jamaicanas. Mapeou  seus rostos em busca de imperceptíveis assimetrias e, depois, avaliou o  quanto elas eram consideradas bonitas por outras crianças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viu que, em muitos casos, não é possível, a olho nu, dizer quem é mais  simétrico, mas que o cérebro dos 'jurados' consegue fazer esse cálculo  inconscientemente e apontar o mais simétrico como o mais bonito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto não está pesquisando, uma das coisas que gosta de fazer na  Jamaica é fumar maconha com conhecidos. É entusiasta do uso da erva e  acha que não há motivo para não legalizá-la. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Fumo há décadas', diz, enquanto dá uma pancadinha 'carinhosa' no  interlocutor. Não consegue medir bem a força desses tapas, o que faz  que, com o tempo, as pessoas ao seu redor fiquem condicionadas a fugir  dos seus movimentos de mão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esteve pela primeira vez no Brasil no final de julho. Falou no encontro  da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e deu uma palestra  na USP. Ao ser questionado se estava gostando do país, soltou: 'Claro!  Muitas mulheres bonitas!'&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-240722126467156846?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/240722126467156846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=240722126467156846' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/240722126467156846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/240722126467156846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2010/09/homem-precisa-se-enganar-diz-biologo.html' title='Homem precisa se enganar, diz biólogo'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-5612085259643285814</id><published>2010-09-10T12:54:00.001-07:00</published><updated>2010-11-04T10:42:29.579-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='- Sidarta Ribeiro'/><title type='text'>A ciência por trás do filme A Origem</title><content type='html'>&lt;h1&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h2 class="subtitle"&gt;Neurocientista explica quais são os erros e acertos científicos da produção estrelada por Leonardo DiCaprio&lt;/h2&gt;&lt;div class="signature"&gt;Sidarta Ribeiro*&lt;/div&gt;&lt;div class="img-article"&gt;&lt;img alt="Cena do filme A Origem" src="http://veja.abril.com.br/assets/pictures/13986/Cena-do-filme-A-Origem-size-598.jpg?1280149603" title="Cena do filme A Origem" width="598" /&gt;                                                                        (Reprodução)                        &lt;/div&gt;&lt;div class="destaque_article"&gt;&lt;div class="list_article"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;"A Origem&lt;/i&gt;&amp;nbsp;é uma condensação vertiginosa de cem anos de psicanálise, neurobiologia, filosofia e cinema"&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;A Origem&lt;/i&gt; é um filme desafiador. Num mundo não muito distante  do nosso, em que existe tecnologia para invadir sonhos é realidade, um  espião &amp;nbsp;altamente capacitado tem sua chance final de redenção  condicionada à realização de uma missão impossível: implantar uma idéia  estranha na mente de uma pessoa, capaz de levá-la a fazer algo que não  quer. Na superfície, trata-se de um barulhento filme de ação típico de  Hollywood, com tiros, perseguições de carros e muitas explosões. Na  profundeza, é uma condensação vertiginosa de cem anos de psicanálise,  neurobiologia, filosofia e cinema. Cientificamente, acerta um tanto e  erra outro tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é composto de cinco narrativas, uma dentro da outra,  articuladas em diferentes velocidades temporais com uma clareza  desconcertante. Além do protagonista, cinco personagens adentram o sonho  da vítima do golpe, para ajudar na difícil tarefa de semear o germe de  uma ideia indesejada. Atuando de forma coordenada, tentam convencer a  vítima a descer mais e mais profundamente, passando de um sonho a outro,  até um local em que a ideia estrangeira possa ser plantada com sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Indução — &lt;/b&gt;Voltando para o mundo real (real em termos,  já que a ciência não tem como provar que não estamos sonhando), com a  tecnologia atual é possível induzir uma pessoa ao sono. Fazer a mesma  pessoa sonhar é mais difícil. Substâncias precursoras de dopamina e  acetilcolina afetam o sonho. O DMT (Dimetiltriptamina, uma substância  psicodélica), contido na Ayahuasca, gera padrões de ativação cerebral e  de experiência psicológica semelhantes aos observados durante o sonho.  Mas os estudos ainda são incipientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cientificamente é possível sonhar que se está sonhando, como muitos de  vocês já devem ter experimentado e como acontece no filme. Mas ninguém  sabe ao certo quantas camadas um sonho pode ter. Talvez milhares, talvez  apenas duas ou três. Também não há dados sólidos a respeito.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Invasão — &lt;/b&gt;Em &lt;i&gt;A Origem&lt;/i&gt;, tudo acontece como se a  tecnologia para fazer o implante fosse algo já estabelecido. Fora das  telas, nada disso existe. Para realizar a invasão de sonhos seria  necessário decodificar o sonho a ser invadido e ser capaz de inserir  conteúdo novo nele, não próprio do sonhador original. A primeira parte  talvez seja possível em um futuro não muito distante, a segunda parece  mais difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que diz respeito à decodificação, nos últimos anos foram publicados  artigos mostrando que é possível descobrir o que a pessoa está  imaginando através da análise da ativação do córtex visual. Existe um  truque aí, porque antes de fazer o experimento de "leitura de mentes", a  pessoa é submetida a uma bateria de imagens visuais, e sua ativação no  córtex visual é gravada, gerando um mapa de possíveis estados que depois  serve de base para a codificação de imagens novas, ainda não  apresentadas ao sujeito. Com ou sem truque, é uma façanha e tanto. No  que diz respeito à invasão, nossa tecnologia para estimular o cérebro  com eletricidade ou campo magnético ainda é muito grosseira para se  pensar em causar imagens específicas numa pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto no filme o equipamento necessário para entrar nos sonhos cabe  em uma maleta, os aparelhos atualmente existentes que permitem ver um  cérebro sonhando são uma combinação de magnetoencefalografia (bem mais  poderosa do que a eletroencefalografia comum) e ressonância magnética  funcional. São técnicas que requerem o uso de aparelhos enormes, do  tamanho de um carro cada, caríssimos. Mesmo eles não resolveriam o  problema, esbarraríamos nas limitações citadas acima, mas pelo menos  seria o melhor possível.&lt;br /&gt;&lt;div class="info-img-articles"&gt;&lt;div class="author" style="width: 309px;"&gt;Divulgação&lt;/div&gt;&lt;img alt="O ator Leonardo di Caprio, em cena do filme 'A Origem'" height="180" src="http://veja.abril.com.br/assets/pictures/13279/dicaprio-a-origem-size-320.jpg" title="Leonardo di Caprio, em 'A Origem'" width="319" /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="gray" style="width: 309px;"&gt;O ator Leonardo di Caprio, em cena do filme &lt;i&gt;A Origem&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Ritmo acelerado&lt;/b&gt; — Uma vez dentro do sonho, o filme  mostra que a cada camada o tempo passa mais devagar: um segundo no mundo  dos acordados significa cinco minutos na primeira camada de sonho, duas  horas na segunda, e assim por diante. Ponto para o filme. Existem  algumas evidências em ratos de que a compressão temporal do  processamento neuronal varia conforme as diferentes fases do sono. O  resto é a imaginação de Christopher Nolan, o diretor do filme. Mas ele  chega perto quando define a morte, dentro do sonho, como uma das formas  para despertar. É muito difícil que as pessoas sonhem com a própria  morte, embora algumas afirmem ter sonhos assim. No caso de &lt;i&gt;A Origem&lt;/i&gt;, como acontece com a maioria das pessoas, morrer faz com que a pessoa acorde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme também acerta em mostrar pessoas que sabem que estão dentro de  um sonho, como os agentes contratados para implantar as ideias. Quando  começamos a perceber que estamos sonhando, há quem consiga permanecer  nesse estado sem despertar ou regressar para o sonho comum,  equilibrando-se entre o espanto e a inconsciência. Se torna um sonhador  lúcido, capaz de criar o enredo onírico com sua própria vontade,  simulando o que quiser.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Chuva onírica — &lt;/b&gt;A perturbação do sonho através da  interferência sensorial - como a cena em que chove porque o dono do  sonho está com vontade de ir ao banheiro - tem base científica. Como  notou Freud, estímulos externos entram no sonho e são ressignificados,  de forma que "o sonho protege o sono". Isso ocorre até um certo ponto,  além do qual a pessoa acorda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais interessante em “A Origem” é como o personagem principal  enfrenta a impossibilidade de ter certeza sobre os limites da realidade.  O desejo é motor do sonho, e o sonho não cessa. Repressão de memórias e  loucura se entrelaçam, seguindo o fio condutor das idéias de Freud. Mas  o espectador é levado ainda mais longe, saltando por cima das  divergências acadêmicas no campo das psicologias e das neurociências  para interrogar de modo incisivo, equipado com tudo que sabemos, qual é a  arquitetura última da mente. Nada mal para um blockbuster.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;*Sidarta Ribeiro é doutor em neurociências pela Universidade  Rockefeller (2000), chefe de laboratório do Instituto Internacional de  Neurociência de Natal (IINN-ELS), professor de Neurociências da  Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), pesquisador do  Instituto de Ensino e Pesquisas do Hospital Sírio Libanês e  pesquisador-colaborador da Universidade Duke (EUA). &lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-5612085259643285814?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/5612085259643285814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=5612085259643285814' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/5612085259643285814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/5612085259643285814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2010/09/ciencia-por-tras-do-filme-origem.html' title='A ciência por trás do filme A Origem'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-8664413244760519128</id><published>2010-08-31T09:26:00.000-07:00</published><updated>2010-09-11T02:30:55.050-07:00</updated><title type='text'>A intuição da minha avó</title><content type='html'>&lt;h3 class="post-title entry-title"&gt;&lt;a href="http://dvarela.blogspot.com/2008/11/intuio-da-minha-av.html"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/h3&gt;&lt;div class="post-header"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: 180%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;  &lt;br /&gt;&lt;table style="width: 250px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;hr noshade="noshade" size="2" /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;A incapacidade de observar nossa mente nos torna estranhos diante de nós mesmos&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr noshade="noshade" size="2" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;SE TIVÉSSEMOS que pensar em  cada ato para decidir se valeria  a pena executá-lo, passaríamos  a vida sem fazer nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sorte, existem mecanismos  adaptativos inconscientes que nos   permitem tomar decisões rápidas,  enquanto nosso cérebro está entretido  no exercício de funções mais  nobres.&lt;br /&gt;Parte significativa da mente  humana opera em modo automático,  fora do alcance da percepção. Sem   essa atividade silenciosa, teria sido  impossível a sobrevivência de  nossos ancestrais, obrigados a tomar  decisões rápidas para obter  alimentos, defender-se das feras, proteger  as crianças e livrar-se de  inimigos  agressivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como conseqüência desse longo  processo  evolutivo, tantas vezes encontramos dificuldade para explicar  por que  agimos daquela maneira. A  incapacidade de observar nossa  mente  enquanto executa suas 1.001  atividades nos torna estranhos diante de  nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, somos inconscientes  de nossa própria inconsciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por  isso, quando convidados a explicar nossas reações, quase nunca   respondemos: "Não tenho a menor  idéia". Ao contrário, vamos atrás de   argumentos que façam sentido para  justificá-las.&lt;br /&gt;Num estudo  publicado em 2005,  pesquisadores suecos mostraram  fotografias de duas  mulheres para  um grupo de homens. Cada um devia escolher a que mais o  atraía.  Num segundo tempo, exibiram novamente as fotos e pediram que  eles  explicassem a razão da preferência.  Para alguns, foi exibida a  foto da mulher realmente selecionada; para  outros, a da que haviam  considerado  menos atraente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para surpresa geral, apenas um  em  cada quatro participantes percebeu estar diante da foto errada. Os   demais, sem notar a troca, justificaram com argumentos lógicos a razão   da escolha. Os pesquisadores não  encontraram diferenças significativas  entre os motivos apresentados  pelos que analisaram a foto certa, e  os  daqueles que avaliaram a falsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A psicologia clássica considera  que, em qualquer tomada de decisão, as informações disponíveis seriam  processadas numa fase de deliberação, com a finalidade de selecionar a  opção mais sensata. Psicólogos da Universidade de Pádua acabam de  publicar na revista especializada "Science" um estudo que questiona essa  hipótese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para avaliar os mecanismos envolvidos nas tomadas de  decisão, os autores estudaram as diferenças existentes entre as  associações mentais automáticas e os conceitos elaborados de forma  consciente diante de um mesmo fato: estar a favor ou contra a  controversa ampliação de uma base militar norte-americana na cidade de  Vicenza (Itália).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Associações mentais automáticas  foram  definidas como aquelas que  vêm à mente sem haver intenção, difíceis de  controlar, e que podem  ocorrer sem que tenhamos consciência delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com  a ajuda da informática, os autores avaliaram as diferenças entre  as  atitudes associadas ao automatismo e aquelas tomadas como fruto do   pensamento racional, elaborado nos  domínios do consciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os  resultados revelaram existir divergências entre os indivíduos que a   princípio se declararam a favor ou  contra a ampliação, e os outros,  indecisos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aplicação dos testes de associações mentais  automáticas entre os  indecisos deixou claro ser possível  antecipar a  decisão que tomariam  no final. O indeciso já sabe o que fará, mesmo que  se considere conscientemente confuso e incapaz de  decidir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine  uma eleição que ocorrerá  dentro de dois meses, na qual você  não saiba  em quem votar: "A" ou  "B". Você ficará atento a tudo que for  dito e  escrito a respeito de cada um.  Depois de dois meses de análise crítica  você chegará à conclusão de que  o candidato "B" merece seu voto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você  concluirá que a opção foi  mediada por mecanismos racionais,   conscientes. Errado, dizem os novos  estudos. Se você tivesse sido  submetido a testes de associação automática dois meses antes, já seria  possível  prever que seu voto iria para "B".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que dizer dos  argumentos a favor ou contra cada candidato avaliados com tanto rigor?  Só serviram para justificar de forma lógica uma preferência já definida  por processos mentais automáticos, dependentes do repertório de suas  vivências anteriores. Associações mentais automáticas têm o poder de  distorcer as informações novas, de modo que elas se adaptem à escolha já  realizada, sem que tenhamos consciência delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria isso o que minha avó  chamava de intuição? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Drauzio Varela&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-8664413244760519128?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/8664413244760519128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=8664413244760519128' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/8664413244760519128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/8664413244760519128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2010/08/intuicao-da-minha-avo.html' title='A intuição da minha avó'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-619624196330422243</id><published>2010-06-13T18:24:00.000-07:00</published><updated>2010-06-13T18:24:53.374-07:00</updated><title type='text'>Amor - O Fim</title><content type='html'>&lt;h1&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h2&gt;Tudo acaba um dia. Geralmente, 7 anos depois que começou. Veja  por que podemos abandonar (e até odiar) quem amamos um dia.&lt;/h2&gt;&lt;h6&gt;por Jeanne Callegari&lt;/h6&gt;&lt;img alt="" src="http://super.abril.com.br/imagem/super-amor-fim.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://super.abril.com.br/ciencia/amor-566654.shtml"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vocês trocaram mensagens bobas pelo celular, dividiram brigadeiros de  panela, assistiram TV juntos largados na poltrona e dormiram de  conchinha. Foram, enfim, o centro da vida um do outro. Mas agora é cada  um para o seu lado. E sempre fica um enorme ponto de interrogação: se  era tão bom, por que acabou? Para entender, é preciso voltar no tempo e  fazer um passeio pelas savanas africanas, 3 milhões de anos atrás. O  homem caçava e protegia a família. A mulher cuidava dos filhotes. Mas,  em determinado momento, os casais se separavam. O objetivo da família  nuclear - nome técnico que os antropólogos dão ao conjunto de pai, mãe e  filhos - era garantir que o homem ficasse por perto tempo suficiente  para criar o filhote. Somente isso. Quando o filhote já estava  crescidinho e não exigia atenção integral da mãe (que por isso podia  voltar a se virar sozinha), o pai estava livre para ir embora e procurar  outras fêmeas para procriar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É daí que vem a chamada crise dos 7 anos. Esse é o período necessário  para que uma criança se torne minimamente independente. Um estudo da ONU  revelou que o número de separações vai aumentando a partir do 3o ano  dos relacionamentos e atinge o pico no 7o ano - quando começa a  declinar. Ou seja: o 7o ano realmente é a hora da verdade da relação. No  filme O Pecado Mora ao Lado, de 1955, Marilyn Monroe faz o papel de uma  mulher que se relaciona com um homem casado. Sabe qual é o nome  original do filme, em inglês? The Seven Year Itch, ou "A Coceira dos 7  Anos". Porque é justamente nesse momento que a relação está mais  ameaçada - pela comichão de trair. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As estatísticas variam, mas entre 50 e 60% dos homens têm sexo fora do  casamento, contra 45 a 55% das mulheres. O aumento da infidelidade tem a  ver com a independência delas, que já são quase metade da força de  trabalho e estão diminuindo rapidamente a distância financeira para os  homens (nos EUA, 22% das esposas já ganham mais do que os maridos). Mas  as raízes disso estão dentro do cérebro. Lembra-se de quando dissemos, na  primeira reportagem desta série, que os sistemas cerebrais (luxúria,  paixão/amor e ligação) eram independentes? Isso  tem um motivo - e não é complicar os relacionamentos. Pelo contrário:  surgiu para que nossos ancestrais pudessem buscar estratégias  reprodutivas diferentes. A mulher poderia ter um parceiro para  protegê-la enquanto gerava os filhos de outro, enquanto o homem poderia  espalhar seus genes alegremente por aí, com outras mulheres. A natureza  não queria o ideal romântico de amor eterno. Ela queria que tivéssemos um  backup reprodutivo, um plano B genético, e nos meteu nessa confusão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as circunstâncias também influem: na hora de decidir trair ou não, a  relação do casal, a insatisfação com o parceiro, a oportunidade, tudo  isso pesa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas muita gente tem os genes, os hormônios, todas as oportunidades do  mundo, e não trai. Nós não somos robôs biológicos. É possível resistir  ao desejo de trair. Mas é muito mais difícil resistir a outro fenômeno,  igualmente destrutivo para os relacionamentos: o ciúme. O mais engraçado  é que esse monstro de olhos verdes, como chamou Shakespeare, surgiu com  o objetivo oposto - preservar a relação monogâmica. Ao primeiro sinal  de infidelidade, soa o alarme e a pessoa fica atenta. E, como homens e  mulheres desenvolveram estratégias distintas de reprodução, também  sentem ciúmes de coisas diferentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como para o homem é muito dispendioso criar o filho de outro homem, ele  sente mais ciúmes da infidelidade sexual. Já para a mulher, não faria  tanta diferença se o homem distribuísse apenas esperma para as moças por  aí; a grande ameaça é o envolvimento emocional, que coloca em risco a  proteção e o cuidado que o homem dá a ela e aos filhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2006, o neurologista japonês Hidehiko Takahashi fez exames de  ressonância magnética no cérebro de homens e mulheres que  comprovaram essas diferenças. Quando sente ciúmes, o homem usa partes do  cérebro ligadas a comportamentos agressivos  e sexuais, como a amígdala e o hipotálamo. Já nas mulheres, a área mais  ativada durante as crises de ciúme é o sulco temporal posterior  superior, associado à percepção de emoções nas outras pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a internet está piorando o ciúme. Uma pesquisa feita por psicólogos  canadenses com 308 voluntários descobriu que as redes sociais, como  Orkut e Facebook, alimentam o ciúme. Sabe por quê? Nada menos do que  74,6% das pessoas adicionam ex-namorados ou rolos como amigos nessas  redes - que depois o cônjuge atual vai fuçar atrás de indícios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com ou sem ciúme, a verdade é que boa parte dos relacionamentos está  destinada a acabar. E esse momento pode ser muito difícil. "A natureza  realmente exagerou no que diz respeito ao fim dos relaciomentos", diz Helen Fisher.  Quando uma pessoa é abandonada, sua reação se divide em duas fases. A 1a  é o protesto. É quando a a pessoa fica fazendo promessas, doida para  reatar. Isso pode ser muito inconveniente. Mas ela não tem culpa. É o  corpo agindo. "O cérebro estava acostumado com aquela  recompensa [a pessoa amada], então faz você insistir mais e mais para  tentar consegui-la de novo", explica a neurologista Suzana  Herculano-Houzel. O pânico de ver que não está dando certo pode acionar o  sistema de estresse do organismo, que por sua vez estimula novamente a  produção de dopamina - ironicamente, fazendo a pessoa se sentir ainda  mais apaixonada. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Depois vem a 2a fase: aceitação. Depois de ver que o amado não  irá mesmo voltar, muita coisa pode passar pela cabeça da pessoa -  depressão, confusão, frustração. Até mesmo ódio. Mas por que sentir algo  tão ruim por alguém que se amou? É que o ódio e o amor passam pelas mesmas partes do cérebro - a ínsula e o putâmen. "A  diferença entre os dois é que, no ódio, existe mais capacidade de  planejar as ações. No amor, o julgamento está prejudicado", diz o  neurologista Semir Zeki, da University College London. Então o ódio é  mais racional que o amor? Não necessariamente. Mas ele tem sua  função: é uma defesa do organismo para nos fazer seguir em frente. Em  vez de ficarmos remoendo eternamente as dores, passamos a não querer  mais ver a pessoa. "Assim como o cérebro associava coisas positivas a uma  pessoa, ele pode passar a associar só sentimentos ruins, negativos", diz  Suzana Herculano-Houzel. Todos nós sofremos e fazemos sofrer. E, se  isso servir de consolo, as celebridades também se separam e sofrem,  talvez até mais do que as pessoas comuns. Já ficou famosa a chamada  "maldição do Oscar", que atingiria as vencedoras do Oscar de melhor  atriz. Nos últimos 12 anos, apenas duas atrizes não se divorciaram após  ganhar o Oscar. E logo após o prêmio deste ano, o marido da vencedora,  Sandra Bullock, foi pego tendo um caso extraconjugal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que mata (e se mata) por amor. Mas a maioria das pessoas supera as  dores emocionais da separação. Um estudo feito pela  Universidade Northwestern mostrou que terminar uma relação não é tão  ruim quanto pensamos que vai ser - geralmente leva metade do tempo que  achamos. Isso acontece porque a mente tende a voltar a seu estado  inicial: cientistas da Universidade de Massachusetts provaram que, após  um ano, as pessoas que ganham na loteria apresentam os mesmos níveis de  felicidade que as que se tornam tetraplégicas. Ambas voltam aos níveis  de felicidade que tinham antes do fato extraordinário. E a melhor coisa  para curar um coração partido é começar outro relacionamento. Disso você  já sabe. Releia a primeira reportagem desta série, levante a cabeça,  sacuda a poeira, vá à luta. Se não há bem que não se acabe, também não  há mal que sempre dure. Força na peruca! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="box"&gt; &lt;strong&gt;CERCADOS POR DARWIN&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O adultério ajudou na evolução da espécie: é um plano B da natureza para  que homens e mulheres possam buscar estratégias evolutivas diferentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DE SOLA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Após estudar 144 homens e mulheres recém-separados, a Universidade do  Colorado comprovou: quem leva o pé na bunda sofre mais. O curioso é que a  pessoa sofre mesmo se já estivesse infeliz na relação - e pode até se  reapaixonar por quem a chutou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A VIDA CONTINUA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Num estudo da North-Western, que acompanhou a vida amorosa de 70  universitários, a recuperação pós-rompimento levou em média 10 semanas -  metade do tempo que os recém-separados esperavam.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para saber mais &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Que Amamos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Helen Fisher, Editora Record, 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A Paixão Perigosa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;David M. Buss, Objetiva, 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Splendors and Miseries of the Brain&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Semir Zeki, Wiley-Blackwell 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-619624196330422243?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/619624196330422243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=619624196330422243' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/619624196330422243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/619624196330422243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2010/06/amor-o-fim.html' title='Amor - O Fim'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-5377897211390773905</id><published>2010-06-13T18:23:00.000-07:00</published><updated>2010-06-13T18:23:16.611-07:00</updated><title type='text'>Amor - O Meio</title><content type='html'>&lt;h1&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h2&gt;Morar junto. Casamento. Filhos. Tudo isso é muito bom - faz  vocês ficarem mais ricos e viverem mais. Sim, a paixão vai diminuir. Mas  isso não é o fim. &lt;/h2&gt;&lt;h6&gt;por Jeanne Callegari &lt;/h6&gt;&lt;img alt="" height="173" src="http://super.abril.com.br/imagem/super-amor-meio.jpg" width="270" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://super.abril.com.br/ciencia/amor-566654.shtml"&gt;Amor - O  Início&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns. Você encontrou sua cara-metade, namorou,  começou uma relação estável. Vocês moram juntos, saem juntos, fazem tudo  juntos - suas personalidades estão grudadas, e é até difícil saber onde  uma começa e a outra termina (como as colunas desta página, que  representam a união absoluta, as das páginas anteriores, que representam  a conexão entre duas pessoas, e as das próximas páginas, cujo  significado você vai ver daqui a pouco). Uma situação extremamente rara:  entre os mamíferos, apenas 3% das espécies são monogâmicas. Por que  estamos entre elas? Há 3 milhões de anos, nossos ancestrais desceram das  árvores e começaram a andar eretos. Um pequeno passo para o hominídeo,  um grande salto para a humanidade e uma complicação danada para as  fêmeas - que não conseguiam mais carregar os filhotes nas costas, como  fazem os chimpanzés. Como não tinha jeito de colher raízes e se defender  de leões e ao mesmo tempo segurar bebês nos braços, elas passaram a  precisar da proteção e do sustento masculino. Para o homem, seria muito  dispendioso alimentar e defender mais de uma mulher. Pronto: monogamia.  Além disso, com o tempo, o cérebro humano foi ficando maior. E aí as  mulheres passaram a ter dificuldades para dar à luz bebês tão cabeçudos  por seu canal de parto estreito. A pélvis não podia crescer, ou os  humanos não conseguiriam mais andar eretos. Algumas mulheres conseguiram  parir filhotes mais imaturos, garantindo a continuidade da espécie. Mas  significa que os bebês passaram a nascer ainda mais indefesos (um  humano leva 18 anos para ficar adulto, 8 a mais que um filhote de  chimpanzé) e dependentes da mãe. Aí, a natureza veio em socorro das  mulheres estafadas. Criou o terceiro mecanismo cerebral do amor - o da ligação e do companheirismo. É  um amor profundo, que deixa as pessoas calmas e  seguras. Foi ele que possibilitou a criação das famílias - e fez nossa  espécie chegar aonde chegou. E tem várias vantagens biológicas, como  estender a vida do homem em 7 anos e a da mulher em 2 (ele porque passa a  se alimentar melhor, e ela porque fica mais rica ao incorporar a renda  do marido). Em suma: a rotina conjugal é boa. Mas tem uma consequência  ruim - faz a testosterona despencar. Foi essa a conclusão de um estudo  da Universidade Harvard, que analisou os níveis hormonais de 58 homens.  Sem testosterona, os casais vão perdendo a vontade de sexo. E é aí que  os problemas começam. Sem o mesmo encantamento de quando estavam  apaixonadas, as pessoas ficam menos tolerantes, e começam a ver o outro  como ele realmente é.&lt;br /&gt;&lt;div class="box"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="box"&gt;&lt;strong&gt;SILÊNCIO HORMONAL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Após o nascimento do primeiro filho, o nível de testosterona no homem  cai até 33%. E atividades como brincar com a criança ou abraçar a mulher  fazem com que caia ainda mais. É um mecanismo criado pela evolução para  que o macho sossegue - e ajude a criar o filhote.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E  aqueles casais que estão juntos há décadas e ainda se dizem apaixonados?  Cientistas dos EUA monitoraram o  cérebro de pessoas nessa situação e  constataram que as áreas do cérebro relacionadas à paixão e ao romance  realmente se acendiam quando elas pensavam na pessoa amada. A paixão  pode, sim, durar para sempre. Mas isso só acontece com algumas pessoas -  e ninguém sabe por quê. O fato é que, para a maioria, a paixão diminui  com o tempo. E isso faz sentido. Seria difícil cuidar dos filhos e tocar a vida atordoado por aquela  intensidade do início de romance. Mas como fazer a relação dar certo?  Existem as recomendações que você já conhece (ter bom humor, não brigar  por bobagens etc.). Tudo isso funciona. Mas só se você adotar a postura  correta - que nem sempre é a mais óbvia. Um estudo da Universidade da  Califórnia revelou que na Índia, onde 95% dos casamentos são arranjados,  os casais têm níveis mais altos de satisfação e amor do que no Ocidente. É porque começam a  relação sem esperar grande coisa: o amor nasce pequeno e cresce com o tempo.  Aqui, ao contrário, jogamos toda a esperança do mundo nos ombros da  pessoa amada, e o amor inevitavelmente vai diminuindo. O  certo é não alimentar expectativas. Também tenha o hábito de ficar um  pouco longe da outra pessoa, pois isso atiça o sistema de recompensa do cérebro. "A expectativa da recompensa é  quase mais prazerosa que a recompensa em si", afirma o neurologista  Semir Zeki. E tome cuidado com o excesso de familiaridade. Um estudo  feito nos anos 70 com crianças israelenses criadas juntas num kibutz  constatou que os meninos e as meninas se tornaram grandes amigos depois  de adultos. Mas nenhum deles se casou: foi impossível sentir desejo por  alguém tão familiar. O desejo está no que é novo. Falando nisso, não se  acanhe. "A pornografia aumenta os níveis de testosterona", afirma a  antropóloga Helen Fisher. Ela recomenda que os homens acessem sites  eróticos. Seja como for, não se acomode. A evolução percorreu milhões de  anos para que vocês pudessem estar juntos. Aproveite a felicidade a  dois - que, segundo um estudo feito na Inglaterra, tem o auge aos 2 anos  e 11 meses de relacionamento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-5377897211390773905?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/5377897211390773905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=5377897211390773905' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/5377897211390773905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/5377897211390773905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2010/06/amor-o-meio.html' title='Amor - O Meio'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-5569810724283937824</id><published>2010-06-13T18:15:00.000-07:00</published><updated>2010-06-13T19:44:13.235-07:00</updated><title type='text'>Amor - O Início</title><content type='html'>&lt;h1&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h2&gt;Você perde o sono, a fome, sobe às nuvens e sente a vida virar  de ponta-cabeça. Mas o que, afinal, faz com que uma pessoa se apaixone  por outra? &lt;/h2&gt;&lt;h6&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h6&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="" src="http://super.abril.com.br/imagem/super-amor-inicio.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;"Quer viver um grande amor? Pergunte-me como." Parece uma  promessa de charlatão - afinal, não existe nada mais imprevisível que a  paixão, certo? Milhões de palavras foram gastas, ao longo dos séculos,  para descrever os mistérios dela. Do matemático Blaise Pascal ("o  coração tem razões que a própria razão desconhece") ao físico Albert  Einstein ("como a ciência poderia explicar um fenômeno tão  importante como o amor?"), todas as maiores mentes da  humanidade se declararam impotentes frente aos mistérios e caprichos da  paixão. Elas estavam erradas. A ciência está começando a descobrir que  existe, sim, lógica no amor. E, quem sabe, até uma fórmula.  Matemáticos da Universidade de Genebra estudaram 1 074 casamentos,  analisando diversas características dos cônjuges, e chegaram a uma  fórmula do que seria o par ideal - com maior taxa de felicidade e menor  risco de separação. A mulher deve ser 5 anos mais jovem e 27% mais  inteligente do que o homem (o ideal é que ela tenha um diploma  universitário, e ele não). E é preciso experimentar bastante antes de  decidir: uma análise feita pelos estatísticos John Gilbert e Frederick  Mosteller, da Universidade Harvard, apontou que, se você se relacionar  com 100 pessoas durante a vida, suas chances de encontrar o par ideal só  chegam ao auge na 38ª relação. Faça tudo isso e você será premiado com  57% mais chance de ser feliz. Mas, se você achou essas condições meio  sem sentido, ou no mínimo difíceis de seguir, acertou. As conclusões são  puramente estatísticas, ou seja, projetam um cenário ideal e não levam  em conta as decisões que as pessoas realmente tomam: praticamente todos  os casais estudados pelos cientistas suíços (para ser mais exato,  99,81%) não viviam seguindo à risca a fórmula. Afinal, as pessoas não  são equações. São uma pilha de neurotransmissores, hormônios - e  experiências. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Imagine que você está numa festa. Muita gente  interessante, troca de olhares, azaração. Na dança do acasalamento  humano, os homens dão mais valor à beleza e à juventude - e as mulheres  estão mais preocupadas com o nível socioeconômico do parceiro (sim, isso  inclui dinheiro). Você provavelmente já sabe disso. É universal. "Num  levantamento que fizemos com 10 mil pessoas, em 37 países, essas  diferenças sempre se mantiveram - independentemente de local, habitat,  sistema cultural ou tipo de casamento", afirma o psicólogo evolutivo  David Buss, da Universidade do Texas, em seu livro A Evolução do Desejo.  O que você não sabe é que essa diferença não é um clichê sexista - tem  uma explicação cerebral. Quando o homem olha uma foto de sua mulher ou  namorada, sua atividade cerebral se concentra nas áreas de processamento  visual - como a área fusiforme, que processa as imagens de rostos. Já  quando a mulher vê o homem, aciona circuitos relacionados a memória,  atenção e motivação - como o corpo do núcleo caudato e do septo.  Conclusão: para as mulheres, a beleza realmente não é o principal. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ela é importante. Mas não é um objetivo em si; é um instrumento que a  mulher usa para descobrir mais sobre o homem. Um estudo da Universidade  de Michigan comprovou que, quando estão cogitando ficar ou ter um caso  passageiro, as mulheres costumam preferir homens de traços bem marcados,  masculinos. Mas, na hora de pensar numa relação séria, optam pelos que  têm traços mais delicados. Isso acontece porque os homens de traços  duros costumam ser saudáveis e passar genes de boa qualidade para os  descendentes - e por isso são considerados instintivamente atraentes  pela mulher. Mas eles também geralmente têm mais testosterona - hormônio  que aumenta a propensão à violência e à infidelidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="box" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;OS SEMELHANTES SE ATRAEM&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Em 68% dos  relacionamentos sérios (e 53% dos passageiros), as pessoas são  apresentadas por um conhecido. Cerca de 60% dos romances surgem em  ambientes semiprivados, como escola, trabalho ou uma festa - lugares  onde a afinidade entre as pessoas é naturalmente  maior. Só 10% dos romances se originam em bares e baladas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;  COISA DE PELE&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Homens e mulheres preferem o odor de pessoas  cujo sistema imunológico seja complementar ao deles (o que ajuda a  gerar descendentes saudáveis). Mas cuidado com a pílula  anticoncepcional: ela pode distorcer essa comunicação olfativa, fazendo a  mulher perder a capacidade de reconhecer o que a atrai.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;  PAIXÃO = AVENTURA&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Quer fazer o romance engatar? Procure  fazer coisas novas e/ou excitantes junto com a outra pessoa - como  viajar ou andar de montanha- russa. É sério. Esse tipo de atividade  eleva o nível de dopamina no cérebro, ativando os mecanismos  relacionados à paixão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ou seja: os machões não são  bons pares. E parecem estar saindo de moda. Pesquisadores da  Universidade de Stirling, na Escócia, apresentaram uma série de fotos de  homens para 4 791 mulheres de 30 países, entre eles o Brasil. E  descobriram o seguinte: quanto melhor o sistema de saúde de um país,  mais as mulheres preferem homens com traços femininos. Isso acontece  porque, existindo menos doenças, as mulheres não dependem tanto de genes  superfortes (presentes nos machões) para gerar descendentes saudáveis. E  passam a preferir homens com rosto delicado. Mas o Brasil, caso você  esteja se perguntando, ficou em último lugar no estudo - nossas  mulheres, junto com as mexicanas, são as que mais preferem homens com  cara de machão (Bélgica e Suécia, por outro lado, são o paraíso para os  homens delicados). "Homens muito atraentes costumam ir atrás da  estratégia de reprodução mais conveniente para eles: as relações de  curto prazo. Já os mais femininos tendem a ser melhores provedores",  afirmou a psicóloga Lise DeBruine, autora do estudo, ao jornal inglês  Guardian.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Seja como for, um pouquinho de feiúra pode até ajudar  o homem. Um estudo feito em 2008 pela Universidade do Tennessee avaliou  82 casais e descobriu que, quando a mulher é linda e o homem apenas  razoável, o casal se comporta de forma mais positiva, com mais harmonia e  companheirismo. A tese é que, como o homem está recebendo algo que  valoriza muito, a beleza, ele dá duro para manter o relacionamento - o  que acaba melhorando seu convívio com a mulher.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;CHEGUE  MAIS PERTO&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Vocês se olharam, se interessaram, alguém tomou a  iniciativa de ir falar com o outro. Antes mesmo de abrirem a boca, seus  corpos já começaram a se comunicar. Sabe quando as pessoas dizem que  "bateu uma coisa de pele"? Isso realmente existe. E tem fundamento  científico. Preferimos pessoas cujo sistema imunológico seja  complementar ao nosso, com quem possamos gerar descendentes  geneticamente mais variados, com maior capacidade de resistir a doenças.  E, como ninguém tem placa na testa dizendo qual tipo de sistema  imunológico tem, o jeito que o corpo inventou de perceber e comunicar  isso foi o cheiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ok, o cheiro combinou e vocês partiram para  a conversa - que pode ou não dar certo. O que precisa acontecer para  que ela não acabe num silêncio constrangedor depois de 10 minutos? Sua  história pessoal, os valores da família, da comunidade, as relações que  já viveu, tudo isso ajuda a moldar o que você espera das pessoas -  principalmente aquelas com as quais pretende ter algum tipo de  relacionamento amoroso. "Enquanto crescemos, vamos criando um conceito  da pessoa por quem iremos nos apaixonar, baseado nos exemplos que  encontramos por aí. E os parceiros que encontramos podem corresponder a  essa expectativa ou não", explica Semir Zeki, neurologista da University  College London e autor de estudos sobre o cérebro das pessoas apaixonadas. Existem  muitos testes que ajudam a descobrir qual é o seu tipo de personalidade e  saber quais outros combinam com ele (em  super.abril.com.br/revista/teste-do-amor você encontra um teste baseado nas  conclusões da americana Helen Fisher, antropóloga da Universidade  Rutgers e uma das maiores especialistas do mundo nas relações entre amor e cérebro). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mas o que vai acontecer  daqui para a frente no relacionamento tem mais a ver com a dança de  hormônios dentro da sua cabeça. Ou você já viu alguém tomar  racionalmente a decisão de se apaixonar? A natureza criou 3 mecanismos  cerebrais que controlam o amor nos seres humanos: luxúria,  paixão/romance e ligação. O mecanismo da luxúria (desejo sexual) está  ligado à quantidade do hormônio testosterona - tanto em homens quanto em  mulheres. Já o impulso da paixão e do romance é alimentado pela  dopamina. E o terceiro sistema, da ligação e do companheirismo, é  alimentado pela ocitocina (na mulher) e pela vasopressina (no homem). Os  3 sistemas são independentes. Ou seja: uma mulher pode amar o marido,  estar apaixonada pelo vizinho e sentir atração pelo Johnny Depp, tudo ao mesmo  tempo. Uma confusão só. "É como se houvesse uma reunião de comitê na sua  cabeça", brinca Helen Fisher. E, para complicar ainda mais as coisas,  esses sistemas interferem uns com os outros. Uma coisa leva a outra,  principalmente quando as pessoas vão para a cama. O sexo pode aumentar  os níveis de dopamina - que provoca paixão e romance. E o orgasmo  provoca a descarga de ocitocina e vasopressina - os hormônios da  ligação. É por isso que, biologicamente, não existe sexo 100% sem  compromisso. Você sempre corre o risco de acabar se apaixonando por  alguém com quem não tinha intenção de se envolver. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;E assim foi  para vocês. A noite foi incrível, e parece que a paixão está começando a  rolar. Como ter certeza? É fácil. Você vai ficar meio aéreo, passar a  comer e dormir menos e ficar horas e horas pensando na pessoa amada - um  comportamento compulsivo, similar ao dos viciados em drogas. É isso  mesmo: o neurotransmissor da paixão, a dopamina, é o mesmo envolvido nos  casos de dependência química. E mexe com uma parte muito profunda do cérebro: o núcleo accumbens, que controla o  sistema de recompensa - mecanismo que faz o indivíduo buscar coisas  prazerosas (como comida, sexo ou amor). Ele tem uma influência incrivelmente  forte sobre nós. "O sistema de recompensa avisa o cérebro sempre que uma coisa boa está para  acontecer. Ficamos altamente motivados, antecipando o prazer que virá",  diz Suzana Herculano-Houzel, neurologista da UFRJ e autora do livro  Sexo, Drogas, Rock`n`roll... &amp;amp; Chocolate - O Cérebro e os Prazeres da Vida Cotidiana. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A partir de agora, sua felicidade depende da outra pessoa. Se ela  telefona ou manda um e-mail, você vai ao paraíso. Quando ela some, você  vive uma agonia lenta, desesperada. Se você está sentindo tudo isso,  comemore. Está apaixonado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-5569810724283937824?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/5569810724283937824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=5569810724283937824' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/5569810724283937824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/5569810724283937824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2010/06/amor-o-inicio.html' title='Amor - O Início'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-6271601508171408352</id><published>2010-05-31T16:13:00.001-07:00</published><updated>2010-11-04T10:37:14.526-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='- Nicholas Wade'/><title type='text'>Religião é componente genético, afirma autor</title><content type='html'>&lt;h1 style="color: #0c0c0c; font-family: Arial,Tahoma,sans-serif; font-size: 3.2em; line-height: 1em; margin: 0px 0px 5px; padding: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h2 style="color: #646464; font-family: Arial,Tahoma,sans-serif; font-size: 1.3em; font-weight: normal; line-height: 16px; margin: 0px 0px 5px; padding: 0px;"&gt;Britânico Nicholas Wade, autor do livro The Faith Instinct, defende que a seleção natural privilegiou os humanos religiosos&lt;/h2&gt;&lt;address style="color: #00a7f7; font-family: Georgia,Garamond,serif; font-size: 1.2em; font-style: italic; line-height: 16px; margin: 0px 0px 10px;"&gt;por Érika Kokay&lt;/address&gt;&lt;div class="workspace" style="font-family: Arial,Tahoma,sans-serif; font-size: 1.2em; line-height: 1.4em; margin: 0px 0px 10px;"&gt;&lt;div class="fotoMateria box140"&gt;&lt;div class="fotoMateria box350" style="float: left; margin: 0px 10px 5px 0px; width: 350px;"&gt;&lt;img alt="Editora Globo" class="foto" height="380" src="http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu2/foto/0,,40322264,00.jpg" width="350" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="descricao" style="border-bottom: 1px solid rgb(204, 204, 204); clear: both; color: #666666; display: block; font-size: 1em;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="fotoMateria box140"&gt;Nicholas Wade, repórter especializado em ciência do New York Times, juntou religião e as ideias evolutivas de Darwin - duas coisas aparentemente opostas. Em seu livro: The Faith Instinct (O Instinto de Fé, sem edição no Brasil), defende que a religiosidade é um comportamento universal humano, presente em todas as sociedades, e provavelmente moldada pela seleção natural em milhares de anos. Para ele, todos nós temos um instinto religioso, que nos faz querer ter fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://conteudo.globoi.com/Revista/Common/0,,EMI132498-17770,00-PESQUISADORAS+CONTESTAM+EVOLUCIONISMO+DE+DARWIN.html" style="color: #ef0042; text-decoration: underline;"&gt;&amp;gt;&amp;gt; Pesquisadoras contestam evolucionismo de Darwin&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://conteudo.globoi.com/Revista/Common/0,,EMI129792-17770,00-CONFIRA+LINHA+DO+TEMPO+DA+COMIDA.html" style="color: #ef0042; text-decoration: underline;"&gt;&amp;gt;&amp;gt; Confira linha do tempo da comida&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relação do repórter com a religiosidade começou no Eton College, no condado inglês de Buckingham. Fundada pelo rei da Inglaterra Henrique VI, a escola manteve seu currículo quase intacto ao longo dos mais de 500 anos que separam sua fundação, em 1440, do ingresso de Nicholas Wade, durante o colegial. Devido à grade secular, ele aprendeu latim e grego, estudou diversas religiões e frequentava a igreja duas vezes ao dia, exceto aos domingos. “Eu acho que essa familiaridade com os hinos e com a liturgia da Igreja da Inglaterra me fez apreciar a religião e me ajudou a entender porque ela tem sido uma força tão poderosa ao longo da história”, diz Wade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu livro, ele reúne citações de antropólogos, sociólogos, economistas, historiadores, psicólogos, teólogos para mostrar ao mundo com quanto de fé se constrói um homem. Nicholas Wade conversou conosco sobre seu livro - que é de ciência, segundo ele.&amp;nbsp;“Enquanto a base genética para o comportamento religioso existir, as pessoas estarão inclinadas em relação à religião”, ele destaca. Confira a entrevista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-weight: bold;"&gt;Seu livro é um livro religioso ou um livro de ciência?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Olho para a religião a partir da perspectiva da ciência e, mais especificamente, da teoria da evolução. Portanto, é um livro de ciência - um livro de ciência sobre a religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-weight: bold;"&gt;Há quanto tempo o homem é religioso?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Toda sociedade humana conhecida tem alguma forma de religião. Desde que a religião é como um comportamento distintivo, é altamente improvável que cada sociedade tenha desenvolvido sua religião de forma independente. Religião deve ter sido um dos comportamentos que as sociedades humanas herdaram da população ancestral antes que estas se dispersassem por todo o globo. Como a dispersão da população humana moderna ocorreu há cerca de 50 mil anos, a religião deve existir há pelo menos esse tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-weight: bold;"&gt;E quando ela teve início?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;Ninguém sabe. Os rituais religiosos, com base em danças e cantos sem palavras, poderiam ter existido antes mesmo da linguagem. Mas a data em que a linguagem evoluiu também é desconhecida, só se sabe que foi depois de nos separarmos dos chimpanzés, há 5 milhões de anos, e antes da dispersão da população humana moderna, há 50 mil anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-weight: bold;"&gt;As religiões podem estar conectadas em um ponto de origem comum?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;A população ancestral humana era muito pequena, houve um ponto em que não éramos mais de 5.000 pessoas. Pode ser que, nesta época, existisse uma religião única, a partir da qual todas as religiões de hoje são descendentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-weight: bold;"&gt;E por que isso é importante?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;Novas religiões são formadas quando uma seita se separa de uma religião-mãe, e isso significa que, em um princípio, todas as religiões do mundo podem estar postas em uma única árvore de descendência. Isto é importante porque mostra a unidade da religião. Também nos ensina a olhar para as ligações históricas entre as religiões, que os autores religiosos podem ter tido o cuidado de ocultar. O Islã, por exemplo, pode ter raízes profundas no cristianismo, mas não é evidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-weight: bold;"&gt;A religiosidade trouxe benefícios à evolução dos seres humanos?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;A religião resolveu, de forma muito eficiente, um problema difícil: como o nosso cérebro cresceu, cada indivíduo pode calcular melhor o seu próprio interesse e colocá-lo à frente do interesse do grupo. Mas uma sociedade em que todos colocam seu próprio interesse em primeiro plano se fragmentará brevemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião era uma maneira de dar coesão ao grupo. Com cânticos e rituais, fez com que todos se comprometessem com as regras, que foram criadas para promover comportamentos que ajudariam o grupo. Este compromisso não foi uma promessa ou uma intenção consciente. O compromisso criado pela religião é profundo, emocional, e muito mais difícil de ser ignorado. Grupos ligados à religião tiveram um forte tecido social, e seus membros estavam mais dispostos a defendê-los, mesmo a sacrificar suas próprias vidas na batalha por aquela religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-weight: bold;"&gt;E como a seleção natural está ligada a isso?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros humanos eram bastante territoriais e agressivos. Nesta circunstância, a seleção natural teria favorecido os grupos mais religiosos, uma vez que tinham um grupo mais coeso, mais unido, e conseguiram prevalecer mais vezes contra os seus inimigos. Por fim, os genes para os comportamentos religiosos se tornaram universais na população humana inicial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-weight: bold;"&gt;Essa teoria da seleção natural vem sido criticada por muitos cientistas&lt;/b&gt;Os seres humanos são animais altamente sociais, e sua sociabilidade deve ter evoluído de alguma forma. Mas a sociabilidade - o que significa colocar os interesses da sociedade à frente do próprio interesse - constitui um sério desafio para a teoria evolutiva, uma vez que qualquer esforço para ajudar outras pessoas prejudica os esforços para resolver as próprias necessidades.&lt;/div&gt;&lt;div class="fotoMateria box140"&gt;&lt;br /&gt;Os biólogos evolucionistas não estão de acordo com a resposta a esta questão, então eu não posso resolvê-la. Mas eu acho que a seleção natural pode favorecer grupos, assim como indivíduos. A ideia foi proposta inicialmente pelo próprio Darwin, embora seja impopular no momento. Alguns biólogos, como E. O. Wilson (vencedor de dois Pulitzer e apontado pela Time em 1995 como uma das 25 pessoas mais influentes dos Estados Unidos), já se manifestaram a favor da seleção de grupos e espero que ela se torne mais difundida no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-weight: bold;"&gt;Por que algumas religiões sobreviveram – e se tornaram dominantes – e outras não?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;É difícil separar o que molda uma sociedade bem-sucedida do que molda uma religião bem-sucedida. É claro que as duas coisas estão ligadas. Uma religião que molda a sua sociedade com mais coesão se espalha melhor em detrimento de outras; em primeiro lugar dentro da sociedade e, em seguida, conquistando outras sociedades.&lt;br /&gt;Dentro do Império Romano, por exemplo, o cristianismo mostrou-se mais atraente do que a religião romana tradicional. Uma vez adotado como religião oficial, o destino do cristianismo estava ligado ao do Império Romano. O Islã propagou-se no interior das áreas conquistadas pelos árabes. O judaísmo não é uma religião do Império, mas sobreviveu por causa da tenacidade com que seus seguidores a abraçaram. Os judeus, por sua vez, não teriam sobrevivido sem a sua religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-weight: bold;"&gt;Você acredita que o tempo mudou o tipo de religião que as pessoas precisam?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Sim, as religiões tradicionais parecem estar perdendo sua influência, certamente na Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-weight: bold;"&gt;Por que então as pessoas ainda têm o desejo de acreditar em algo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;As pessoas ainda têm o desejo de acreditar porque um instinto para o comportamento religioso foi incorporado pela evolução no circuito neural do cérebro - este é o principal argumento do livro. Assim, mesmo as pessoas que não acreditam nas religiões tradicionais vão buscar a iluminação espiritual de outras formas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-weight: bold;"&gt;Então, há um ponto de vista que diz que a religiosidade é boa, mesmo se Deus não existir?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Se você acredita que a religião é uma força coesa, como eu, então a religião foi certamente boa para a maioria das sociedades no passado e ainda pode ser importante hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-weight: bold;"&gt;Finalmente, qual é o futuro da religião?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a base genética para o comportamento religioso existir, as pessoas estarão inclinadas em relação à religião e as sociedades farão uso desta tendência. No entanto, a intensidade do comportamento religioso pode subir ou descer, dependendo de outras circunstâncias. Em países de estado de bem-estar social, como a Suécia, as pessoas podem não ver muita necessidade da religião, mas o instinto ainda está lá, e a religião pode se tornar mais popular no futuro. Fora da Europa, grande parte do mundo (incluindo os Estados Unidos) ainda é muito religiosa, e há pouca base para prever que, em breve, a religiosidade irá desaparecer.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="big" id="leiaMais" style="margin: 0px 0px 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 23px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-6271601508171408352?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/6271601508171408352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=6271601508171408352' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/6271601508171408352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/6271601508171408352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2010/05/religiao-e-componente-genetico-afirma.html' title='Religião é componente genético, afirma autor'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-5475291442829280248</id><published>2010-05-16T04:48:00.001-07:00</published><updated>2010-05-16T04:49:54.298-07:00</updated><title type='text'>Talento universal</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Psicólogo  explora origens cognitivas da música analisando as habilidades das  pessoas comuns&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table style="margin-left: 0px; margin-right: 0px; text-align: left; width: 320px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt;France Presse&lt;br /&gt;&lt;img border="0" src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/d1605201001.jpg" /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td valign="bottom"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Casal chinês canta em karaokê;  livro defende que domínio básico de afinação é inato e caiu em desuso na  cultura moderna&lt;/i&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt; RAFAEL GARCIA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; DA REPORTAGEM LOCAL &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qualquer pessoa  que já tenha ido a  um bar de karaokê  estranharia se alguém lhe dissesse  que a aptidão para a música é  um dom universal. Diante de  tantas notas desafinadas -que  tendem a piorar com o consumo de álcool- é difícil acreditar que a  musicalidade tenha  sido moldada pela evolução e  se tornado um diferencial de  sobrevivência para a espécie  humana. Essa, contudo, é a hipótese que tem sido perseguida  por um número cada vez maior  de cientistas da mente, que têm  na música um objeto de estudo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo o psicólogo cognitivo Daniel Levitin, professor da  Universidade Stanford, da Califórnia, há pelo menos 250  pesquisadores que hoje trabalham nisso mundo afora. Seu  dia-a-dia varia entre atividades  que vão desde escanear o cérebro de violinistas em máquinas  de ressonância magnética até  convencer pessoas desafinadas  a cantar para medir sua precisão média de afinação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Um número sem fim de  ideias já foi concebido para investigar questões relacionadas  à origem evolutiva da música,  mas diversas teses que emanam dos experimentos parecem esbarrar em um  obstáculo  comum. Se todas as sociedades  evoluíram o suficiente para incluir a música em seu repertório de  comportamento, por que  só alguns indivíduos privilegiados conseguem subir em um  palco e cantar ou tocar algo que  agrade ao resto dos mortais?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;"A música no seu cérebro",  novo livro de Levitin, que sai  agora em português, tenta responder a essa pergunta, com  relativo sucesso. O cientista,  que também é músico formado  pelo Berklee College, de Boston, não é o primeiro a levar esse o  universo da neurocognição  musical a um livro para leigos,  mas conseguiu a primazia em  pelo menos um aspecto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Outros autores que já trataram do assunto, como Oliver  Sacks e Robert Jourdain, abordam a questão quase exclusivamente sob a  óptica dos formalismos da música erudita. O  ambiente de um concerto, postulam os cientistas, precisa ser  de alguma forma comparável à  cultura musical nas cavernas  do Paleolítico. Isso exige uma  estratégia de didatismo não necessariamente simples.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Salto de coragem&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contornar essa dificuldade,  porém, parece ter demandado  mais coragem do que estratégia, afinal. Levitin explica: "Ficaríamos  chocados se membros do público num concerto  sinfônico se levantassem da cadeira e começassem a bater palmas, gritar,  dançar como se espera que aconteça num show  de James Brown, mas tal reação é certamente mais próxima  da nossa verdadeira natureza."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O autor cumpre com habilidade a missão de aproximar a  música popular da neurocognição. Seu currículo inclui uma  década de trabalho como produtor musical na Califórnia,  tendo acompanhado sessões de  gravação de artistas como Carlos Santana e Aretha Franklin.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O resultado é um livro acessível ao frequentador típico de  karaokê, que pode amar música, mas não talvez não queira  ter de escutar um concerto de  Schönberg para entender explicações sobre como a harmonia musical atua  no cérebro.  Levitin, por opção, recorre continuamente a canções dos Beatles como  exemplos e não dispensa nem "Parabéns a você".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O livro também narra uma  pesquisa realizada pelo próprio  Levitin, na qual mostrou que  todas os humanos possuem em  algum grau o chamado ouvido  absoluto -habilidade que algumas pessoas têm de dar nomes  a todas as notas que escutam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recrutando estudantes para  experimentos em Stanford, ele  constatou que muitos não-músicos, quando deixados à vontade, tendem a  cantarolar suas  canções preferidas no tom original correto. Para Levitin, o  ouvido absoluto é apenas uma  espécie de habilidade inconsciente, mas universal. Por alguma razão  desconhecida, só algumas pessoas conseguiriam  trazê-la ao plano consciente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Se a ideia de que há algo de  Mozart em cada um de nós é sedutora e aparece bem fundamentada no livro,  o tratamento  dado à questão evolutiva da  música não passa a mesma impressão. Levitin é assumido  adepto da teoria segundo a qual  a música surgiu na espécie humana em função da seleção sexual, mesmo  reconhecendo ser  esta uma ideia ainda carente de  evidências mais contundentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;"Darwin considerava que a  música antecedia a fala como  ferramenta para fazer a corte,  equiparando à cauda do pavão",  escreve o autor, recorrendo a  exemplos como o sucesso reprodutivo de Jimi Hendrix para corroborar a  teoria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Se a psicologia cognitiva não  obteve grandes avanços na tentativa de explicar a emergência  da música na evolução humana, porém, trabalhos como o de  Levitin são uma sugestão forte  de que vale continuar nessa  busca, na contramão do que  acredita um dos papas da área.  "A música poderia desaparecer  da nossa espécie, e nosso estilo  de vida ficaria praticamente  inalterado", escreveu psicólogo  americano Steven Pinker.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Levitin, porém, defende que  dificilmente um mero efeito  colateral de habilidades cognitivas seria tão prevalente em  tantas sociedades e, por fim, em  tantos indivíduos. Se muita  gente hoje sente vergonha de  cantar, afinal, o fato de que todos sabem apreciar alguém que  canta talvez diga alguma coisa.&lt;/div&gt;&lt;hr noshade="noshade" size="1" /&gt;&lt;b&gt;LIVRO -&lt;/b&gt; "A  música no seu cérebro" &lt;br /&gt;&lt;b&gt;de Daniel Levitin&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Civ. Brasileira, 364 págs., R$ 49,90&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-5475291442829280248?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/5475291442829280248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=5475291442829280248' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/5475291442829280248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/5475291442829280248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2010/05/talento-universal.html' title='Talento universal'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-7812363266473265146</id><published>2010-04-25T01:42:00.001-07:00</published><updated>2010-04-25T01:42:52.068-07:00</updated><title type='text'>Áreas cerebrais disputam decisão de gastar ou poupar</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sistema pode explicar fé religiosa do esforço em vida para recompensa pós-morte&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Experimento mapeou os cérebros de voluntários em um teste no qual deveriam escolher entre consumir ou economizar seus recursos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Um estudo de mapeamento cerebral pode ajudar a entender a diferença entre o cérebro de uma pessoa esbanjadora, que gasta dinheiro como se cada dia fosse o último, e o de um pão-duro crônico, que apenas poupa, sem aproveitar o que juntou. Os mecanismos que interagem quando uma pessoa decide entre consumir ou armazenar o recurso, dizem os cientistas, são os mesmos que embasam a fé religiosa de alguém que se esforça em vida para ter o paraíso após a morte.&lt;br /&gt;O que os neurocientistas da Universidade de Hamburgo, na Alemanha, fizeram foi observar a atividade cerebral de voluntários enquanto tomavam decisões financeiras. Elas envolviam escolher entre receber menos dinheiro imediatamente ou uma quantia maior dentro de alguns meses. Enquanto isso, eram estimulados a pensar em eventos do futuro, como longas viagens de férias ou cursos caros que desejariam fazer.&lt;br /&gt;Os pesquisadores puderam, assim, mapear as áreas do cérebro que trabalham para decidir entre receber uma recompensa agora ou esperar por algo melhor amanhã. Duas são importantes. Grosso modo, uma é mais imediatista, e a outra faz o papel de chata, trazendo a lembrança de que não se pode pensar apenas no presente.&lt;br /&gt;O córtex cingulado anterior é quem responde à recompensa, uma área muito ligada à tomada de decisões. Se ela faz peso para que escolhas impulsivas sejam feitas, o hipocampo, outra parte do cérebro, entra na briga contra isso. Ele é o responsável por criar imagens do futuro na mente humana -é a parte do cérebro que faz com que as pessoas contratem planos de previdência, digamos.&lt;br /&gt;O hipocampo envia, então, esses sinais relacionados à recompensa futura para o córtex cingulado anterior, influenciando a tomada de decisão.&lt;br /&gt;"Imaginar com força o futuro acaba reduzindo a quantidade de escolhas impulsivas que fazemos", diz Jan Peters, um dos neurocientistas que assinam o trabalho na revista "Neuron".&lt;br /&gt;Os pesquisadores ainda estão apenas descobrindo quais partes cerebrais atuam avaliando o custo-benefício de esperar o tempo passar e não sabem bem como diferenças individuais entre cérebros podem justificar perfis mais esbanjadores ou econômicos. Mas é possível que um hipocampo mais ativo, por exemplo, faça com que certas pessoas criem mais imagens ligadas ao futuro nas suas mentes, dizem os cientistas.&lt;br /&gt;Apesar de o estudo envolver escolhas relacionadas a dinheiro, acredita-se que os mesmos circuitos do cérebro estejam envolvidos em outras decisões. Um dos exemplos pode envolver a religião. Quando um fiel se flagela expiando seus pecados para escapar do inferno, está tomando uma decisão pensando em vantagens futuras.&lt;br /&gt;A ideia de "renúncia agora, paraíso depois" faz parte das cinco maiores religiões do mundo, lembra o economista Eduardo Giannetti, autor de "O Valor do Amanhã". "Foi esse raciocínio que levou à condenação, no séc. 4º, do suicídio como "atalho" para o paraíso, prática corrente nos primeiros séculos do cristianismo", diz.&lt;br /&gt;Humanos têm maior habilidade em trocar o presente pelo futuro do que os animais, que se assemelham mais a crianças pequenas. Elas vivem o momento, sem pensar em guardar papinha para depois. Animais, porém, também sabem adiar recompensas. Roedores, por exemplo, sabem enterrar comida e são poupadores natos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-7812363266473265146?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/7812363266473265146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=7812363266473265146' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/7812363266473265146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/7812363266473265146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2010/04/areas-cerebrais-disputam-decisao-de.html' title='Áreas cerebrais disputam decisão de gastar ou poupar'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-7518151793539908490</id><published>2010-04-09T10:11:00.001-07:00</published><updated>2010-04-09T10:11:07.471-07:00</updated><title type='text'>O amor é cego - literalmente</title><content type='html'>&lt;h1&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h2&gt;Cérebro dos apaixonados tem mecanismo para evitar o adultério &lt;/h2&gt;&lt;h3&gt;por Camilla Costa &lt;/h3&gt;Quem está &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=apaixonado" target="_self"&gt;apaixonado&lt;/a&gt; fica em estado de graça: meio  aéreo, sem prestar muita atenção no que está se passando a sua volta.  Isso todo mundo já sabe. Mas cientistas da Universidade da Flórida  acabam de descobrir que a coisa pode ir muito além: o &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=amor" target="_self"&gt;amor&lt;/a&gt; torna o &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=c%E9rebro" target="_self"&gt;cérebro&lt;/a&gt; humano literalmente incapaz de  prestar atenção em rostos muito bonitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pesquisadores  fizeram um estudo para medir a atenção de 113 homens e mulheres, que  foram expostos a fotos de pessoas lindas (e outras não tão bonitas).  Metade dos voluntários teve de escrever, antes da experiência, um  pequeno texto falando sobre o &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=amor" target="_self"&gt;amor&lt;/a&gt; que tinha por seu parceiro. A outra  metade fez uma redação genérica, sobre felicidade. Em seguida, as fotos  foram exibidas - com os olhos dos voluntários monitorados por um  computador. Quem tinha escrito (e pensado) em &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=amor" target="_self"&gt;amor&lt;/a&gt; passou a ignorar as imagens de pessoas  bonitas - seus olhos simplesmente não se fixavam sobre as fotos. E essa  rejeição só acontecia com as fotos de gente linda; com as imagens de  pessoas comuns, não havia diferença. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os cientistas, isso  acontece porque, quando as pessoas pensam em &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=amor" target="_self"&gt;amor&lt;/a&gt;, seu neocórtex passa a repelir pessoas  muito atraentes - que são tentadoras e têm mais chances de levar alguém  a praticar &lt;a class="busca_supermundo" href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=adult%E9rio" target="_self"&gt;adultério&lt;/a&gt;. O mais impressionante é que,  entre os homens, esse mecanismo antitraição é 4 vezes mais forte do que  nas mulheres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cientistas especulam que ele teria se  desenvolvido, ao longo da evolução, para ajudar os machos a se manterem  monogâmicos. "Há muitos benefícios evolutivos em uma relação monogâmica,  e o organismo leva isso em conta", diz o psicólogo Jon Maner.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-7518151793539908490?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/7518151793539908490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=7518151793539908490' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/7518151793539908490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/7518151793539908490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2010/04/o-amor-e-cego-literalmente.html' title='O amor é cego - literalmente'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-8648989585806378700</id><published>2010-04-05T17:29:00.001-07:00</published><updated>2010-04-05T17:29:27.603-07:00</updated><title type='text'>Esquecer limpa a mente, ajuda a abstrair e a generalizar</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pesquisador da sociedade da informação defende a virtude do  esquecimento na era digital e diz que "tudo o que é arquivado na rede  deve sair do ar em algum momento" &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;  DANIELA ARRAIS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;  DA REPORTAGEM LOCAL &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquecer sempre foi fácil:  costumava ser o comportamento padrão diante das tantas  vidas que precisam caber em  uma só. Lembrar de cada aniversário, início de namoro -e  seus consequentes corações  partidos-, promoção de emprego, tudo bem. Mas armazenar na memória todos  os detalhes dos anos que se passam  não era possível nem para  aqueles humanos considerados  mais evoluídos. Até o momento  em que a internet transformou  essa utopia em realidade.&lt;br /&gt;Com custos de armazenamento de dados cada vez mais  baixos, a era digital modificou  completamente a relação do  homem com a memória. É tão  barato guardar gigabytes de fotos, textos e vídeos que são poucas as  pessoas que escolhem o  que realmente querem ter para  sempre. Elas esquecem, no entanto, que as informações colocadas na rede  são difíceis de deletar -sites como o Wayback  Machine são capazes de encontrar, em segundos, aquilo que  você achava que tinha apagado.&lt;br /&gt;Em consequência, os erros  do passado não ficam mais restritos àquele tempo e podem  voltar a nos assombrar a qualquer momento.&lt;br /&gt;Precisamos mesmo disso? O  pesquisador Viktor Mayer-Schöenberger acredita que não.&lt;br /&gt;Autor do livro "Delete -The  Virtue of Forgetting in the Digital Age" (delete, a virtude de  esquecer na era digital; Princeton University Press, US$  24,95), ele afirma que a "limpeza" que o cérebro faz constantemente é  uma virtude, e não  uma limitação. É o que nos permite uma atitude tão simples  quanto essencial: a de seguir  em frente.&lt;br /&gt;A seguir, leia a entrevista que  Viktor Mayer-Schöenberger  concedeu à &lt;b&gt;Folha&lt;/b&gt; por e-mail.    &lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;FOLHA - A internet está tornando  difícil o ato de esquecer informações?&lt;br /&gt;VIKTOR MAYER-SCHÖENBERGER  &lt;/b&gt;&lt;/i&gt; -  Não é só a internet, mas a combinação com a digitalização,  que nos permite usar as mesmas ferramentas tecnológicas  para processar, armazenar e  disseminar diferentes fluxos de  informação, incluindo imagens, áudio e vídeo. Isso cria  fortes economias de escala, o  que tem facilitado uma queda  dos custos de armazenagem.  Hoje é mais barato armazenar  todas as imagens digitais em  um disco rígido, em vez de gastar alguns segundos para decidir se quer  manter uma foto digital ou excluí-la. Adicione a isso grandes avanços na  recuperação da informação, bem como uma rede digital global, a  internet, para acesso ao armazenamento digital, e você tem  uma situação em que a lembrança é o padrão, e esquecer, a  exceção.  &lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;FOLHA - No seu livro, você fala sobre o papel de lembrar e a  importância de esquecer. Pode explicar isso?&lt;br /&gt;MAYER-SCHÖENBERGER  &lt;/b&gt;&lt;/i&gt; - Durante  toda a história da humanidade,  o esquecimento tem sido fácil  para nós. Ele é construído em  nosso cérebro: a maior parte do  que nós experimentamos, pensamos e sentimos é esquecida  rapidamente. E (principalmente) com uma boa razão: essas  coisas não são mais relevantes  para nós, e esquecer limpa a  mente.  Esquecer nos ajuda a abstrair  e a generalizar, a ver a floresta  em vez das árvores, e a viver e  agir no presente, em vez de ficar amarrado a um passado cada vez mais  detalhado.  Esquecer nos ajuda a evoluir,  a crescer, a seguir em frente  -para aprender novas coisas.&lt;br /&gt;Pelo esquecimento, a nossa  mente se alinha com o nosso  passado, com nossas preferências do presente, tornando  mais fácil a sobrevivência e a vida suportável.&lt;br /&gt;Pelo esquecimento, também  facilitamos a nossa capacidade  de perdoar os outros por seus  comportamentos.&lt;br /&gt;O que é verdadeiro para indivíduos também é verdadeiro  para a sociedade em um aspecto mais amplo. As sociedades  devem ter a capacidade de perdoar indivíduos esquecendo o  que eles fizeram, reconhecendo, deste modo, que os seres  humanos têm a capacidade de  mudar e de crescer.  &lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;FOLHA - Em seu livro, você diz que  a memória perfeita altera nosso  comportamento. Como isso acontece?&lt;br /&gt;MAYER-SCHÖENBERGER  &lt;/b&gt;&lt;/i&gt; - A memória perfeita tem dois potenciais  efeitos de congelamento.  O primeiro é em relação à sociedade. Se tudo o que dizemos  e fazemos hoje puder ser usado  contra nós em um futuro distante, acabando com a possibilidade de  conseguirmos um  emprego melhor ou um relacionamento melhor, muitos de  nós vamos começar a nos censurar sobre o que fazemos e dizemos on-line  hoje. A memória  perfeita criará um pan-óptico  temporário -o oposto exato do  que precisamos em uma sociedade democrática baseada em  robustos debates cívicos.&lt;br /&gt;Minha segunda preocupação  recai sobre a nossa capacidade  de decidir e agir no presente.&lt;br /&gt;Pessoas com memória perfeita  reclamam que sua tomada de  decisão é dificultada por sua incapacidade de verter o passado  -recordar todo o nosso passado empurra-nos para que nos  tornemos indecisos.&lt;br /&gt;Nós devemos saber em que  medida a memória perfeita  usurpa nossas vidas. Algumas  vezes, a memória pode ser útil,  mas será eu realmente preciso  buscar no Google o nome de todo mundo antes de encontrar  essas pessoas?  &lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;FOLHA - A memória é construída  tanto pelo que aconteceu quanto  pelo que não aconteceu. É parte da  evolução humana criar histórias,  misturá-las, mentir até. A total capacidade de armazenar informação  pode afetar os afetos?&lt;br /&gt;MAYER-SCHÖENBERGER  &lt;/b&gt;&lt;/i&gt; - Sim, certamente. Nossa memória humana não é fixa. Ela é  constantemente reconstruída com base em nossas preferências e valores  presentes. Isso reduz a  dissonância cognitiva e nos  permite viver profundamente  enraizados no presente.  Se percebemos que a nossa  memória humana não é perfeita e começamos a confiar em  memórias digitais mais do que  na nossa, três terríveis consequências podem seguir: (a) podemos  acreditar que o que é  capturado digitalmente e lembrado é o registro completo,  embora não seja (muito pode  não ter sido capturado digitalmente); (b) nós podemos nos  tornar dependentes da memória digital e quem quer que seja  que controla essa memória digital poderá ter o poder de reescrever a  história; (c) se percebermos que a memória digital  também pode não ser confiável, podemos desistir da história e da memória  completamente -uma espécie arrancada sem passado.  &lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;FOLHA - Quais são os riscos de termos todas as informações  disponíveis na nuvem computacional?&lt;br /&gt;MAYER-SCHÖENBERGER &lt;/b&gt;&lt;/i&gt; - Se a privacidade dos indivíduos na rede falhasse em massa,  todo  mundo seria exposto, e a privacidade desapareceria. O sociólogo Goffman  tem uma fala famosa sobre a necessidade de os  seres humanos terem mais de  uma fase em suas vidas. Por  exemplo: uma fase para frente e  uma fase para trás. Se todos os  dados podem ser vistos por todos, a diferenciação desses estágios  entraria em colapso, com  tensões inimagináveis.  &lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;FOLHA - Nós precisamos pensar  antes de começar a espalhar tanta  informação por aí?&lt;br /&gt;MAYER-SCHÖENBERGER  &lt;/b&gt;&lt;/i&gt; - Sim, nós  precisamos pensar. Mas eu estou preocupado que, se pensarmos muito,  vamos nos auto-censurar. Isso pode nos proteger individualmente, mas  empobrece-nos como sociedade.  Seria muito melhor se nós ainda pudéssemos compartilhar  muita informação, mas ter um  mecanismo para que essa informação fosse esquecida ao  longo do tempo. É por isso que  eu tenho defendido a reintrodução do esquecimento na era  digital.  &lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;FOLHA - Como na vida, a internet  precisa dar uma segunda chance às  pessoas? Se não, a rede pode virar  uma espécie de tribunal permanente?&lt;br /&gt;MAYER-SCHÖENBERGER  &lt;/b&gt;&lt;/i&gt; - Realmente. Temos que perdoar, esquecer. O Google não vai nos  deixar fazer isso. Se nós procuramos o nome de alguém no  Google e descobrimos uma citação de que ele estava dirigindo embriagado  há dez anos, o  quão relevante é isso para o  presente dessa pessoa?  &lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;FOLHA - Você diria que a sociedade  da era digital não concede perdão?&lt;br /&gt;MAYER-SCHÖENBERGER  &lt;/b&gt;&lt;/i&gt; - Eu acho  que isso é bastante apropriado.  &lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;FOLHA - Você acha que falta uma  regulação para a internet?&lt;br /&gt;MAYER-SCHÖENBERGER  &lt;/b&gt;&lt;/i&gt; - Eu não  acho que exista um regulamento simples que possamos estabelecer para  evitar os problemas da memória digital. Como  eu detalho no meu livro, precisamos de uma combinação de  uma série de medidas para enfrentar o desafio do fim do esquecimento na  era digital.  &lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;FOLHA - Como podemos apagar  nossas pegadas na internet?&lt;br /&gt;MAYER-SCHÖENBERGER  &lt;/b&gt;&lt;/i&gt; - Isso é  muito difícil porque não temos  controle total sobre as informações pessoais. Algumas empresas de  internet oferecem  (difíceis) formas de eliminar  informações pessoais. Outras  não. Um grupo no Google está  trabalhando em ferramentas  para extrair todas as informações pessoais do Google e, em  seguida, excluí-las, mas esse  serviço ainda está na sua infância. Há empresas comerciais  que têm serviços para apagar as  pegadas, mas são muito caros.  Devemos ensinar os softwares a agirem de acordo com  nossa mente. Tudo o que é arquivado deve sair do ar em algum momento.  Devemos indicar a data de validade para as  fotos que colocamos na rede,  por exemplo. Quando chegar o  momento, elas serão deletadas.  Um exemplo é o site Drop.io.  &lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;FOLHA - Como você teve a ideia de  escrever o livro?&lt;br /&gt;MAYER-SCHÖENBERGER  &lt;/b&gt;&lt;/i&gt; - Nos  agradecimentos, eu conto a história de que eu esqueci como eu  tive a ideia para o livro. Por acaso eu tinha escrito uma pequena nota  para mim sobre a ideia.  Mais tarde, eu esqueci tudo sobre ele -talvez não fosse tão  importante assim.  &lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;FOLHA - Você já deve ter ouvido  muitas histórias de pessoas com  problemas por conta das pegadas  digitais. Qual chamou mais sua  atenção?&lt;br /&gt;MAYER-SCHÖENBERGER  &lt;/b&gt;&lt;/i&gt; - Foi o caso de uma mulher norte-americana de quase 30 anos que  havia ficado alguns anos na prisão  por algo que ela tinha feito aos  18 anos. Depois de sua libertação, ela se mudou para uma nova cidade,  começou uma nova  vida. Encontrou um marido,  um emprego, seus filhos cresciam em uma família normal.  Até que um colega de um filho  "deu um Google" no nome dela  e, por acaso, deu de cara com  um site que colocava fichas policiais com foto de todos os prisioneiros  do Estado nas últimas duas décadas. De repente,  a vida dela desmoronou.  &lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;FOLHA - Se hoje as pessoas não  têm direito a uma segunda chance,  o que pode acontecer em dez, 20  anos?&lt;br /&gt;MAYER-SCHÖENBERGER  &lt;/b&gt;&lt;/i&gt; - Se nós  não oferecermos a nós mesmos  uma chance de escolha significativa em breve, gerações de  nativos digitais vão crescer e  assumir que a escolha não é  possível. Eles vão adaptar suas  vidas para as restrições impostas pela máquina. Isso seria terrível. Nós  podemos moldar a  máquina de qualquer maneira  que quisermos. E, se quisermos, podemos fazê-la de uma  forma que nos ofereça escolha!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-8648989585806378700?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/8648989585806378700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=8648989585806378700' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/8648989585806378700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/8648989585806378700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2010/04/esquecer-limpa-mente-ajuda-abstrair-e.html' title='Esquecer limpa a mente, ajuda a abstrair e a generalizar'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-7136272373713122282</id><published>2010-03-21T06:12:00.000-07:00</published><updated>2010-03-21T06:13:36.874-07:00</updated><title type='text'>Mulher é mais feliz quando reconhece diferenças de gênero</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Legado feminista ainda barra aceitação de traços psicológicos inatos,  diz cientista &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;table style="width: 320px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;img border="0" src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/d2103201001.jpg" /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td valign="bottom"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;i&gt;A psicóloga evolutiva Susan  Pinker,&lt;br /&gt;da Universidade McGill&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;APÓS abandonar o feminismo, a psicóloga  Susan Pinker adotou um novo olhar sobre  as diferenças biológicas que existem entre  os sexos. Para ela, o movimento foi bom  por ter dado liberdade de escolha às mulheres, mas errou ao afirmar que  todas as distinções de gênero eram socialmente construídas. Em seu novo  livro, "O Paradoxo Sexual", ela defende que salários de homens costumam  ser maiores hoje não por discriminação no  mercado, mas porque eles priorizam mais isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;  RICARDO MIOTO&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Professora da Universidade  McGill, de Montréal, a canadense Susan Pinker segue a  mesma linha de pesquisa que  seu irmão Steven. Ambos buscam entender a mente humana  no contexto da evolução. Em  entrevista à&lt;b&gt; Folha&lt;/b&gt;, ela conta  por que sente pena de Lawrence Summers, reitor da Universidade Harvard  que perdeu o  cargo acusado de machismo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;center&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/ep.gif" /&gt; &lt;/center&gt;  &lt;i&gt;&lt;b&gt;Seu livro fala sobre mulheres em empregos com bons  salários,  mas que as afastavam dos filhos,  tornando-as infelizes. Por que elas  quiseram anonimato? &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt; SUSAN PINKER&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; - Acho que as mulheres que fazem essa escolha  ainda estão envergonhadas de  não estar agindo como homens.  Mas não podemos esperar isso  delas. Elas não são homens.  &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Como assim? &lt;br /&gt;PINKER  &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;- Existe a expectativa,  no Ocidente, de que mulheres  devem voltar a trabalhar normalmente quando seus filhos  ainda são pequenos sem que se  sintam mal por isso. Mas essa  angústia tem razões biológicas.  Se você der liberdade de escolha, mulheres vão querer trabalhar menos  enquanto seus filhos forem novos. Na América  do Norte e na Europa, entre as  empresas que oferecem aos  seus funcionários trabalhos em  meio período, 89% dos que  aceitam são mulheres. Isso oferece às mulheres mais tempo  não só para os seus filhos, mas  para seus outros interesses.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Ganhar um salário menor  é o preço que as mulheres pagam  para satisfazer seus sentimentos?&lt;br /&gt;PINKER  &lt;/b&gt;&lt;/i&gt; - Sim. Fui entrevistada  por uma jornalista na Holanda,  onde há leis que dizem que, se  você quer trabalhar só meio período, não pode ser demitido. A  maioria das mulheres na Holanda não trabalham o dia inteiro, tendo  filhos ou não. Essa  jornalista trabalhava só quatro  dias por semana. Ela dedicava  as sextas para tocar piano, e  achava que não seria feliz sem  isso. Então não se trata apenas  de cuidar dos filhos, mas também de ter uma vida mais equilibrada.  Para as mulheres, a vida não é  apenas trabalho, salário e promoções, ao contrário do que  pensam muitos homens, que  acham que tudo isso vale a pena  quando compram um novo carro. Incomoda a muitos deles  pensar que outras pessoas estão ganhando mais dinheiro,  que moram em um lugar mais  legal. São mais competitivos,  gostam mais de assumir riscos.  Não todos, mas eu diria que  75% dos homens são assim.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Ou seja, não é regra.&lt;br /&gt;PINKER  &lt;/b&gt;&lt;/i&gt; - Eu sempre deixo claro  que cada pessoa é um indivíduo  único. Ciência é estatística,  pessoas são únicas. Então,  quando você estuda ciência, está analisando probabilidades.  Sempre existirão exceções.  Compare com a altura. Em geral, homens são mais altos, mas  existem várias mulheres mais  altas do que muitos homens.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Mas ainda existe muita resistência à ideia de que  as diferenças  entre os gêneros não são apenas socialmente construídas.&lt;br /&gt;PINKER  &lt;/b&gt;&lt;/i&gt; - As mulheres foram  discriminadas por tanto tempo  que as pessoas têm uma aversão à ideia de que existe uma diferença  natural, biológica.  Acham que falar sobre diferenças é voltar a pensar como antigamente,  quando, na verdade,  não tem nada a ver com discriminação. É bobo ignorar as evidências  científicas porque você  tem medo do que elas vão dizer.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Mas pode soar como "acabou a festa, todas de volta  para a cozinha, os afazeres domésticos"...&lt;br /&gt;PINKER  &lt;/b&gt;&lt;/i&gt; - Estou muito longe  dessa mensagem. O que acontece de bom quando as mulheres aceitam que  existem diferenças biológicas naturais é  que elas se sentem muito menos isoladas com seus sentimentos. Se  ignoramos as diferenças, estamos forçando mulheres a assumir cargos e  trabalhos nos quais boa parte delas  não serão felizes, talvez como  executivas ou engenheiras.  Muitas mulheres me disseram: "Graças a Deus você fez  esse livro. Eu achava inaceitável aquilo que eu sentia". É difícil para  elas gostar de trabalhar  com pessoas, mas saber que  empregos assim não são tão  bem pagos quanto os que envolvem lidar com "coisas", como engenharia. A  maioria das  mulheres gosta de trabalhos  como assistência social, pedagogia, profissões na área de  saúde, mas salários nessas  áreas costumam ser menores.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Mas, se as mulheres gostam de áreas que pagam  menos,  não há nada a fazer, então?&lt;br /&gt;PINKER  &lt;/b&gt;&lt;/i&gt; - Precisamos remunerar melhor as mulheres pelos  trabalhos que elas preferem.  Ou seja, começarmos a pagar  aos professores tanto quanto  pagamos aos engenheiros.  Muitas mulheres esperam  que as suas conquistas sejam  reconhecidas sem que tenham  de pedir aumentos. E, por isso,  têm menos chances de ver os  seus salários subindo. Se eu  sou um chefe e recebo um homem em meu escritório dizendo "veja o que  estou fazendo,  eu mereço um salário maior",  tenho mais propensão a oferecer um aumento a ele do que a  outra pessoa que faz o seu trabalho sem reclamar.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;O que a sra. pensava sobre  as diferenças de gênero quando era  jovem? Leu Simone de Beauvoir?&lt;br /&gt;PINKER  &lt;/b&gt;&lt;/i&gt; - Sim, claro, como todo  mundo naquela época. Estamos em um ponto alto do movimento feminista.  Quando eu  estava na universidade, no final dos anos 1970 e começo dos  1980, a expectativa era que homens e mulheres fossem idênticos, que nós  deveríamos fazer  as mesmas coisas, trabalhar a  mesma quantidade de horas,  no mesmo tipo de emprego, ter  o mesmo tipo de vínculo emocional com o trabalho doméstico e com as  outras pessoas. Eu  acreditava muito nisso, li todos  os livros das principais feministas. Foi só quando eu fui trabalhar e  quando meus filhos  nasceram que percebi que havia um buraco entre a minha  abordagem intelectual do assunto e os meus sentimentos.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Então deveríamos agora  esquecer "O Segundo Sexo" [livro  de Simone de Beauvoir, de 1949,  marco do feminismo]?&lt;br /&gt;PINKER  &lt;/b&gt;&lt;/i&gt; - "O Segundo Sexo" era  interessante em sua época, mas  está ultrapassado. A ciência  avançou muito desde então.  Não tínhamos ressonância  magnética nem o mapeamento  do genoma humano, não sabíamos metade do que sabemos  hoje. Hoje estamos entendendo como os hormônios afetam  os comportamento humano.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Como foi a experiência da  sra. em um kibutz?&lt;br /&gt;PINKER  &lt;/b&gt;&lt;/i&gt; - Eu tinha 19 anos e fiquei um ano num kibutz porque eu era  socialista. Era um lugar interessante para perder  noções irrealistas. Existiam  trabalhos que a maioria das  mulheres não queriam fazer,  que exigiam muito esforço físico ou eram perigosos. Existia  uma divisão natural de trabalhos por sexo, ainda que os kibutzim  tivessem sido planejados para que isso não existisse.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Quando Summers perdeu  o cargo em Harvard após dizer que a  falta de mulheres em ciência é questão de aptidão, o que a sra. pensou?&lt;br /&gt;PINKER  &lt;/b&gt;&lt;/i&gt; - Foi assustador, porque eu tinha acabado de decidir  escrever o meu livro quando vi  o que aconteceu a esse pobre  homem. Ele foi atacado simplesmente por comentar as evidências que a  maioria das pessoas que trabalham com biologia e antropologia evolutiva  vêm dizendo há anos. &lt;/div&gt;&lt;hr noshade="noshade" size="1" style="margin-left: 0px; margin-right: 0px;" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;LIVRO - "O  Paradoxo Sexual"&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;de Susan Pinker &lt;br /&gt;Best Seller, 402 págs., R$ 42,90&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-7136272373713122282?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/7136272373713122282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=7136272373713122282' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/7136272373713122282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/7136272373713122282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2010/03/mulher-e-mais-feliz-quando-reconhece.html' title='Mulher é mais feliz quando reconhece diferenças de gênero'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-4556813722384266824</id><published>2010-03-13T11:43:00.001-08:00</published><updated>2010-03-13T11:43:23.836-08:00</updated><title type='text'>Sonho funciona como "aquecimento" para o cérebro, diz médico</title><content type='html'>&lt;div id="credito-texto"&gt;Por Benedict Carey&lt;br /&gt;The New York Times&lt;/div&gt;&lt;div id="banner-180x150-area"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;DEshow('180x150',5,0);&lt;/script&gt;&lt;script src="http://bn.uol.com.br/js.ng/site=uolbr&amp;amp;chan=cienciaesaude&amp;amp;subchan=outros&amp;amp;affiliate=uolbrcienciaesaude&amp;amp;size=180x150&amp;amp;page=5&amp;amp;conntype=0&amp;amp;expble=1&amp;amp;reso=1440x900&amp;amp;tile=993175470741729?" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;/div&gt;Neva muito. Todos no quintal estão em trajes de banho, como em uma festa: mamãe, papai, o diretor da escola, até mesmo uma ex-namorada. E aquele ali, é o Elvis, perto da "piñata"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sonhos são tão ricos e passam uma sensação tão autêntica que os cientistas há muito tempo concluíram que eles têm um propósito psicológico crucial. Para Freud, o sonho oferecia um playground para a mente inconsciente; para Jung, era um estágio onde os arquétipos da psique interpretavam temas primários. Teorias mais recentes sustentam que os sonhos ajudam o cérebro a consolidar memórias emocionais ou trabalhar para resolver problemas atuais, como divórcio ou frustrações profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="geratabela" style="float: left; padding-left: 0px; padding-right: 10px;"&gt; &lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="1" id="tblBox" style="width: 195px;"&gt;&lt;thead id="tblHead"&gt;     &lt;/thead&gt;     &lt;tbody id="tblBody"&gt;&lt;tr id="tr_img_1"&gt;             &lt;td class="fontArialBlack paddingTD_IMG bg1" id="td_img_1" style="text-align: left;"&gt;&lt;img alt="The New York Times" border="0" id="img_foto1" src="http://cs.i.uol.com.br/home/2009/0911/17sonho.jpg" tag="img" title="The New York Times" width="208" /&gt;             &lt;div id="img_legenda1"&gt;Teorias sustentam que os sonhos ajudam o cérebro a consolidar memórias emocionais ou trabalhar para resolver problemas&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;&lt;tr id="tr_linkpe_1"&gt;             &lt;td class="linkpe" id="td_linkpe_1" tag="td"&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/" id="linkpe_link1"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="linkpe_icone1" src="http://img.uol.com.br/ico_ler.gif" /&gt;&lt;span class="linkpe_texto" id="linkpe_texto1"&gt;UOL CIÊNCIA E SAÚDE&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt;&lt;/div&gt;Mas... E se o propósito principal dos sonhos não for nem um pouco psicológico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um artigo publicado no ano passado no jornal &lt;em&gt;Nature Reviews Neuroscience&lt;/em&gt;, Dr. J. Allan Hobson, psiquiatra e experiente pesquisador do sono de Harvard, argumenta que a principal função do sono REM (do inglês, rapid eye movement), quando ocorre a maioria dos sonhos, é fisiológica. O cérebro está aquecendo seus circuitos, antecipando as visões, sons e emoções do despertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isso ajuda a explicar muitas coisas, como por que as pessoas esquecem tantos sonhos", disse Hobson, em entrevista. "É como fazer jogging: o corpo não se lembra de cada passo, mas sabe que se exercitou. Ele foi ajustado. É a mesma ideia aqui: os sonhos estão ajustando a mente para o estado de consciência".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de ideias próprias e de outros, Hobson argumenta que o sonho é um estado paralelo de consciência que opera continuamente, mas é normalmente suprimido durante o despertar. Essa visão é um exemplo importante de como a neurociência está alterando noções sobre as funções cerebrais de todos os dias (ou de todas as noites).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A maioria das pessoas que estudam os sonhos começa com algumas ideias pré-determinadas de aspecto psicológico e tentam fazer os sonhos se encaixarem nelas", disse Dr. Mark Mahowald, neurologista e diretor do programa de distúrbios do sono do Hennepin County Medical Center, em Minneapolis. "O que eu gosto nesse novo artigo é que ele não faz nenhuma conclusão sobre o que faz o sonho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo já gerou controvérsias e discussões entre freudianos, terapeutas e outros pesquisadores, incluindo neurocientistas. Dr. Rodolfo Llinas, neurologista e psicólogo da New York University, afirmou que o raciocínio de Hobson era impressionante, mas não a única interpretação fisiológica dos sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Defendo que o sonho não é um estado paralelo, mas a própria consciência, na ausência do que entra pelos sentidos", disse Llinas. Ele defende o argumento no livro "I of the Vortex: From Neurons to Self" (MIT, 2001). Quando as pessoas estão acordadas, explicou ele, seu cérebro basicamente revisa suas imagens de sonhos para que se encaixem com o que vê, ouve e sente – os sonhos são "corrigidos" pelos sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas novas ideias sobre os sonhos são, em parte, baseadas em descobertas primárias sobre o sono REM. Em termos evolucionários, o REM parece ser um desenvolvimento recente; ele é detectável em humanos e outros mamíferos e pássaros homeotérmicos. Além disso, estudos sugerem que o REM aparece muito cedo na vida – no terceiro trimestre para humanos, bem antes que uma criança em desenvolvimento tenha experiência ou imagens para preencher um sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em estudos, cientistas descobriram evidências de que a atividade REM ajuda o cérebro a construir conexões neurais, particularmente em suas áreas visuais. O feto em desenvolvimento pode "ver" algo, em termos de atividade cerebral, muito antes de os olhos se abrirem pela primeira vez – o cérebro em desenvolvimento usa modelos inerentes e biológicos de espaço e tempo, como uma máquina de realidade virtual interna. Os sonhos completos, no sentido usual da palavra, vêm muito depois. Seu conteúdo, de acordo com esse raciocínio, é um tipo de teste grosseiro para o que o dia seguinte pode trazer.&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;&amp;nbsp;&lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;Interpretações&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Nada disso afirma que os sonhos sejam vazios de significado. Quem se lembra de um sonho vívido sabe que, às vezes, as cenas noturnas estranhas refletem desejos e ansiedades reais: o jovem professor que se vê nu no púlpito; a mulher que foi mãe recentemente diante de um berço vazio, histérica em sua perda imaginária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, as pessoas podem ler quase tudo dos sonhos que elas memorizaram – e fazem exatamente isso. Em um estudo recente, com mais de mil participantes, pesquisadores da Carnegie Mellon University e Harvard descobriram fortes tendências na interpretação dos sonhos. Por exemplo, os participantes tenderam a atribuir mais significado a um sonho negativo se era sobre alguém de quem eles não gostavam, e mais significado a um sonho positivo se era sobre um amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, pesquisas sugerem que apenas 20% dos sonhos contêm pessoas ou lugares que o sonhador encontrou. A maioria das imagens parece ser única para um sonho só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cientistas sabem disso porque algumas pessoas possuem a habilidade de observar seus próprios sonhos como espectadores, sem acordar. Esse estado de consciência, chamado de sonho lúcido, é, por si só, um mistério – e importante para místicos. No entanto, é um fenômeno real, no qual Hobson encontra forte respaldo para seu argumento defendendo os sonhos como um aquecimento fisiológico antes do despertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Sonho lúcido&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Em dezenas de estudos, pesquisadores trouxeram pessoas para o laboratório e as treinaram para sonhar lucidamente. Eles o fazem com uma variedade de técnicas, incluindo autossugestão quando as pessoas deitam a cabeça no travesseiro ("Eu vou ficar consciente no sonho; vou observar") e o ensino de sinais indicadores de sonho (os interruptores não funcionam; levitar é possível; muitas vezes não conseguimos gritar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sonho lúcido ocorre durante um estado híbrido de consciência, afirmam pesquisadores do sono – uma dose pesada de REM com uma pitada de consciência desperta. "Esse é apenas um tipo de estado híbrido, mas há vários outros", disse Mahowald. Sonambulismo e terrores noturnos, disse ele, representam misturas de ativação muscular e sono fora do REM. Ataques de narcolepsia refletem uma transgressão do REM no alerta normal diurno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um estudo publicado em setembro no jornal&lt;em&gt; Sleep&lt;/em&gt;, Ursula Voss, da J.W. Goethe-University, em Frankfurt, liderou uma equipe para analisar ondas cerebrais durante o sono REM, o despertar e o sonho lúcido. Descobriram que o sonho lúcido tinha elementos de REM e do despertar – mais notavelmente nas áreas frontais do cérebro, que se acalmam durante os sonhos normais. Hobson foi coautor do artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vemos o cérebro dividido em ação", disse ele. "Isso me diz que há esses dois sistemas, e que, na verdade, eles podem estar funcionando ao mesmo tempo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisadores ainda têm um longo caminho a percorrer antes de poder confirmar ou preencher essas hipóteses. Todavia, o desfecho poderia se estender além de uma compreensão mais profunda sobre o sono do cérebro. Pessoas com esquizofrenia sofrem ilusões de origem desconhecida. Hobson sugere que esses voos da imaginação podem estar relacionados a uma ativação anormal de uma consciência que está sonhando. "Se o sonhador acordar, teremos psicose", disse Jung.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para todas as outras pessoas, pensar nos sonhos como um tipo de checagem de som para o cérebro também pode trazer conforto. Aquele sonho sinistro com as pessoas reunidas no quintal em uma festa estranha? Provavelmente não tem significado. Não há motivo para gritar, mesmo que fosse possível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-4556813722384266824?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/4556813722384266824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=4556813722384266824' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/4556813722384266824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/4556813722384266824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2010/03/sonho-funciona-como-aquecimento-para-o.html' title='Sonho funciona como &quot;aquecimento&quot; para o cérebro, diz médico'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-5783181659368435749</id><published>2010-03-12T11:36:00.000-08:00</published><updated>2010-03-13T11:38:55.354-08:00</updated><title type='text'>Cientistas detectam memórias usando exame de ressonância</title><content type='html'>&lt;div class="div1"&gt;      &lt;div class="div2"&gt;       &lt;div class="div3"&gt;               &lt;div class="conteudo"&gt;                  &lt;h2&gt;12/03/2010 &lt;/h2&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;Pesquisadores de uma universidade britânica disseram ter conseguido diferenciar as memórias de pessoas por meio da análise de exames cerebrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estudiosos da &lt;em&gt;University College de Londres&lt;/em&gt; mostraram aos participantes da pesquisa trechos de filmes e conseguiram prever em quais destes clipes os voluntários estavam pensando depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisas anteriores indicavam que os exames cerebrais apenas indicavam processos mais simples como a distinção de cores, objetos ou lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo fornece novas informações sobre como as memórias são gravadas no cérebro, e os cientistas esperam que as descobertas contribuam para o desenvolvimento de problemas ligados à perda da memória, tanto por doenças como por ferimentos.&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Filmes&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;A pesquisa, liderada pela cientista Eleanor Maguire e divulgada na publicação especializada &lt;/span&gt;&lt;em style="font-weight: normal;"&gt;Current Biology&lt;/em&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;, é uma extensão de uma pesquisa anterior da mesma equipe, que tratava da memória espacial.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/h3&gt;Os pesquisadores pediram a dez voluntários para assistir a três clipes de filmes curtos que mostravam pessoas em atividades cotidianas, como colocar uma carta no correio ou atirar um copinho de café na lata do lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cientistas então pediram aos voluntários que se lembrassem dos filmes, um de cada vez, ao mesmo tempo em que era realizado um exame de ressonância magnética para verificar a atividade cerebral. Este exame foi então estudado com um programa de computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em exames de ressonância posteriores, por meio da verificação do padrão de atividade cerebral, os cientistas foram capazes de identificar em qual dos filmes os voluntários estavam pensando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o professor de neurociência da Universidade de Edimburgo, na Escócia, Richard Morris, a descoberta da equipe do University College de Londres é um "progresso valioso nas formas tradicionais de se analisar imagens do cérebro. Eles analisam não apenas a força do sinal, mas o padrão da atividade pelo cérebro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ao fazer isto nas áreas de memória, é possível pela primeira vez distinguir uma memória de outra, mesmo se as duas memórias são igualmente fortes", acrescentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Morris observou que o computador não lê as memórias, simplesmente as diferencia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-5783181659368435749?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/5783181659368435749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=5783181659368435749' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/5783181659368435749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/5783181659368435749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2010/03/cientistas-detectam-memorias-usando.html' title='Cientistas detectam memórias usando exame de ressonância'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-8943098921317718887</id><published>2010-02-02T12:05:00.000-08:00</published><updated>2010-11-04T10:54:46.494-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emoções'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Inventividade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Criatividade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='- Antonio Damásio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espírito Humano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memória'/><title type='text'>O "espírito humano",  segundo Antônio Damásio</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/S2iFJCa7ptI/AAAAAAAAQz4/MeM5u1yYvqM/s1600-h/antoniodamasio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/S2iFJCa7ptI/AAAAAAAAQz4/MeM5u1yYvqM/s1600-h/antoniodamasio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/S2iFJCa7ptI/AAAAAAAAQz4/MeM5u1yYvqM/s320/antoniodamasio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;"Não existe memória sem emoção"&lt;br clear="all" /&gt;   &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O português Antônio Damásio, de 65 anos, é considerado  um dos neurocientistas mais respeitados da atualidade. Damásio modificou  a compreenção que se tem da biologia das emoções e de como elas se  relaciona com a memória. Ele&amp;nbsp; concedeu a seguinte entrevista a VEJA, de  sua sala na Universidade do Sul de California, em Los Angeles, onde  leciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Qual é o papel das emoções no processo de formação e armazenamento da  memória?&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;A emoção modula constantemente a forma como os dados e os  acontecimento são guardados na memória. Isso é especialmente verdadeiro  no que diz respeito à memória para pessoas e para as características  relacionadas a elas. Afinal de contas, a sociabilidade faz parte da  nossa memória genética, com a qual nascemos e que é resultado de milhões  de anos de evolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como as emoções controlam a momorização?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Grande parte de nossas decisões é tomada de maneira mais ou menos  automáticas e inconcientemente. Esse processo é guiado pelo valor que se  dá às diversas experiências do passado. Por exemplo, se eu conheço uma  pessoa que desperta boas emoções em mim, toda vez que eu a encontrar vou  revivier uma memória que se divide em dois aspectos: o cognitivo (saber  quem é a pessoa) e o emocional (é alguém de quem se gosta). Tais  aspectos guiam a forma como conduzimos a relação com os outros. Não há  memória ou tomada de decisão neutras, sem emoção. Hoje já se sabe até em  que regiões do cérebro as emoções são processadas.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Que diferencia homens de animais no que se refere a memória?&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O que mais distingue a memória humana é a capacidade de ter uma  autobiografia. Cada um de nós sabe em grande pormenor e lucidez quando  nascemos, quem são os nossos pais ou o nossos amigos, quais são as  nossas preferência, o que já fizemos na vida... Enfim, qual é a nossa  história. Um chipanzé ou um cão têm isso de forma limitada. Neles, a  memória não possui a mesma riqueza de detalhes e abrangência. Essa  diferença é amplificada pela linguagem, que é exclusivamente humana. A  linguagem é também a capacidade de codificar as memórias não verbais num  forma verbal. Isso expande enormemente tudo o que o ser humano é capaz  de memorizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;De que maneira a memória influencia a criatividade e a inventividade?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A grande força da criatividade é, evidentemente, a imaginação. E esta  nada mais é que a manipulação de imagens, que podem ser visuais,  auditivas, táteis ou olfativas. Essa manipulação depende não só das  imagens que alguém capta em determinado momento, como daquelas guardadas  no armazém de memórias. A imaginação, portanto, recupera informações  que foram gravadas nos circuitos nervosos, onde, com a ajuda da emoção,  foram organizadas. Um grande artista ou inventor é alguém que consegue  usar a emoção para manipular essas imagens visuais, auditivas, táteis ou  olfativas de forma extraordinariamente rica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;É curioso que algo considerado tão transcendente como a arte seja fruto  de sinais elétricos e químicos transmitidos por células neurais.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Os neurônios, organizados em circuitos, comunicam-se por meio de reações  eletroquímicas. O padrão ou o desenho dos circuitos é o que permite a  construção de todas as imagens. Isso vale tanto para o que se passa no  mundo exterior - visões ou sons, por exemplo - como para imagens  interiores, produzidas e transformadas por um estado emocional. São elas  que constituem aquilo que chamamos de espírito humano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-8943098921317718887?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/8943098921317718887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=8943098921317718887' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/8943098921317718887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/8943098921317718887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2010/02/o-espirito-humano-segundo-antonio.html' title='O &quot;espírito humano&quot;,  segundo Antônio Damásio'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/S2iFJCa7ptI/AAAAAAAAQz4/MeM5u1yYvqM/s72-c/antoniodamasio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-7106924368065580249</id><published>2009-11-25T14:35:00.001-08:00</published><updated>2009-11-25T14:46:05.886-08:00</updated><title type='text'>Componente químico de plásticos 'afemina' meninos, diz estudo</title><content type='html'>&lt;h1 style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;BBC Brasil&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;Atualizado em &amp;nbsp;16 de novembro, 2009 - 20:18 (Brasília) 22:18 GM&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div class="module "&gt;&lt;div class="image img-w226"&gt;&lt;img alt="" height="170" src="http://www.bbc.co.uk/worldservice/assets/images/2009/11/16/091116194511_plastico226.jpg" width="226" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="caption" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Os ftalatos influenciariam o comportamento dos meninos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ingress" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Uma pesquisa feita nos Estados Unidos indica que a exposição de gestantes a certas substâncias presentes na composição de plásticos pode mudar o comportamento de seus filhos do sexo masculino, fazendo com que eles fiquem “mais femininos”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;De acordo com o estudo, de pesquisadores da University of Rochester, alguns tipos de compostos químicos conhecidos como ftalatos interferem no desenvolvimento do cérebro, bloqueando a ação do hormônio masculino testosterona nos bebês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Os ftalatos são encontrados em embalagens para alimentos, certos tipos de pisos e cortinas plásticas, colas, corantes e artigos têxteis, entre outros itens. Há vários tipos dessa substância, e alguns simulam o efeito do hormônio feminino estrogênio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A equipe de pesquisadores, liderada por Shanna Swan, testou amostras de urina de gestantes a partir da metade da gravidez procurando por traços de ftalatos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;As mulheres deram à luz 74 meninos e 71 meninas. Quando os meninos tinham entre quatro e sete anos, os pesquisadores perguntaram às mães sobre seus brinquedos e brincadeiras preferidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Eles verificaram que a presença de dois tipos de ftalatos, o DEHP e o DBP, tinha relação com a forma de brincar das crianças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="module " style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="box bx-info"&gt;&lt;h2 class="title"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ftalatos&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="content"&gt;&lt;div class="body"&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Há vários tipos de ftalatos e os mais usados são tidos como totalmente seguros por órgãos reguladores&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;DEHP: Usado para amaciar PVC e em produtos como pisos&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;DBP: Usado como plastificante em colas, corantes e tecidos&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Os meninos expostos a altas doses desses compostos apresentaram menor tendência a brincar com carros, trens ou armas de brinquedo e a participar de brincadeiras mais agressivas, como lutas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Banidos na UE&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Já se sabia que as substâncias interferem na ação de hormônios no organismo e, por isso, elas foram banidas de brinquedos na União Europeia há alguns anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A equipe responsável pelo novo estudo também já havia provado a associação entre a substância e meninos nascidos com anomalias nos genitais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"Nossos resultados precisam ser confirmados, mas são intrigantes em muitos aspectos", disse Swan.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"Não apenas são consistentes com descobertas anteriores, associando os ftalatos a alterações no desenvolvimento dos genitais, mas também são compatíveis com conhecimentos atuais sobre como os hormônios moldam as diferenças sexuais no cérebro e, portanto, o comportamento."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-7106924368065580249?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/7106924368065580249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=7106924368065580249' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/7106924368065580249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/7106924368065580249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2009/11/componente-quimico-de-plasticos-afemina.html' title='Componente químico de plásticos &apos;afemina&apos; meninos, diz estudo'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-3363654414040271928</id><published>2009-09-25T06:01:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T10:29:45.911-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='- Antonio Damásio'/><title type='text'>A Consciência vista pela neurociência</title><content type='html'>&lt;h3 class="post-title"&gt;&lt;a href="http://cienciaereligao.blogspot.com/2009/09/consciencia-vista-pela-neurociencia.html"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/h3&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YLwQD_PtwBw/SJs9qZAsyPI/AAAAAAAACro/bOpJK3WOow4/s1600-h/consciencia.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231843190598584562" src="http://3.bp.blogspot.com/_YLwQD_PtwBw/SJs9qZAsyPI/AAAAAAAACro/bOpJK3WOow4/s320/consciencia.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 360px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 373px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;António Damásio, o autor de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Mistério da Consciência&lt;/span&gt;, um dos maiores neurologistas do mundo, diz que a grande polémica, no futuro, será o controle das emoções pelo conhecimento da mente &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No &lt;span style="font-style: italic;"&gt;campus&lt;/span&gt; da Universidade de Iowa, Estados Unidos, o neurologista português António Damásio gasta boa parte do tempo tentando compreender uma das áreas mais nebulosas do conhecimento: a consciência humana. "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É difícil encontrar um desafio mais instigante para um cientista&lt;/span&gt;", diz Damásio. "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Afinal, o que poderia ser mais fascinante do que conhecer o modo como conhecemos?&lt;/span&gt;"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos seus dois livros, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Erro de Descartes&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Mistério da Consciência&lt;/span&gt; (editados no Brasil pela Companhia das Letras), Damásio descreve como a consciência abriu caminho para uma verdadeira revolução na natureza, tornando possível o surgimento da religião, da moral, da organização social e política, das artes, da ciência e da tecnologia. Ele tenta encontrar as respostas para as questões mais antigas da filosofia pesquisando o que há de mais novo no conhecimento do cérebro. Depois da polémica em torno da clonagem humana, ele prevê que os debates mais fervorosos da ciência estarão ligados à possibilidade de manipularmos nossas emoções por meio de uma melhor compreensão da mente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #ff6600; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Qual a origem da consciência humana?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A consciência é fruto da necessidade básica de nos mantermos vivos. É claro que, na natureza, existe uma série de organismos simples que vivem de uma forma basicamente automática. Desde que mantenham cuidados básicos, como evitar perigos e adquirir a energia por meio dos alimentos, a vida desses organismos pode ser preservada. Os seres humanos são mais complexos: além de precisarem manter a vida de uma forma simples, eles têm que se adaptar a um ambiente cheio de dificuldades para obter energia e se expõem a inúmeros perigos e oportunidades. Nesse ambiente que não é apenas físico, mas também cultural, precisamos de um sistema complexo de imaginação, criatividade e planeamento. A consciência surge dessa necessidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #ff6600; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Existe uma primeira forma de consciência?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma forma de consciência inicial aparece quando o homem sente que ele é um ser em si mesmo. É difícil encontrar uma palavra, em português, para definir o processo. Chamo essa consciência de self. É ela que faz que não sejamos um robô, uma máquina manipulável. Podemos guiar a imaginação e conduzir a criatividade por meio dessa consciência. Para compreendermos o que é a dor, o sofrimento, e também o prazer das outras pessoas, precisamos antes ter uma ideia de quem somos. E a consciência&lt;span style="font-style: italic;"&gt; self&lt;/span&gt; é fundamental para que possamos respeitar os outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #ff6600; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Como o estudo da consciência pode melhorar a vida das pessoas? &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Grande parte do sofrimento humano é causado por conflitos das pessoas consigo mesmas. Quando conhecemos mais a natureza biológica do homem, encaramos esses problemas com outro olhar. Se conhecemos os mecanismos que accionam a ansiedade, a tristeza e a alegria, podemos entender melhor como cada pessoa é e evitar certos problemas. Pense nos conflitos religiosos, políticos e de grupos sociais. É claro que há bases económicas para eles – mas acredito que a compreensão das emoções pode ajudar a mudar a maneira pela qual as pessoas tentam resolver essas disputas. Entender a tendência para a violência, para a competição ou o funcionamento do medo é fundamental para o autocontrole. Posso soar optimista, mas acredito que, quando admitirmos que nossa razão é influenciada por essas emoções, o mundo poderá tornar-se melhor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #ff6600; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A compreensão detalhada da consciência não pode nos tornar mais céticos – ao descobrirmos, por exemplo, que há, no cérebro, uma região responsável pelo amor ou outra pela fé? &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo que venhamos a compreender a mente com mais profundidade, será muito difícil desvendar mistérios como a origem do universo ou o que faz com que nos apaixonemos por outra pessoa. É possível que nunca cheguemos a desvendar essas questões – talvez nosso cérebro não tenha capacidade para compreender certos enigmas...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #ff6600; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Como a crença em Deus...&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Exactamente. Acho improvável que a neurociência consiga, um dia, apresentar razões para que as pessoas tenham ou deixem de ter fé numa inteligência superior. Elas podem até deixar de acreditar em milagres. Mas a ciência não tem como concluir que o Criador existe ou deixa de existir. A fé e a origem do universo não são problemas científicos passageiros. Mesmo assim, o conhecimento da mente pode mudar a forma como nos relacionamos com a vida. As pessoas tendem a aceitar a morte em função da complexidade do universo. Acho que deveria ser o contrário: constatando como a vida é frágil, podemos dar mais importância a ela e trabalhar para que seja a melhor possível enquanto dure. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #ff6600; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A cada ano surgem um novo antidepressivo e drogas que provocam emoções artificiais. Você acredita que, no futuro, teremos uma droga que possa acabar com as emoções negativas? &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que sim. É uma questão importante, que precisaremos discutir cada vez mais. Imagine uma superpopulação tomando Prozac diariamente. Esse grupo de pessoas alteraria um sistema natural e poderia causar diversos problemas – é claro que alguns problemas seriam resolvidos, mas as consequências da proliferação dessa medicação poderiam levar à ruína de uma sociedade. Tem que haver mais investigação sobre como essas drogas serão usadas. É claro que as pessoas deprimidas devem ser tratadas, mas pode ser um erro tomar o medicamento apenas para inibir a timidez e impulsionar a vida social. A ciência precisa trazer mais informações para que esses temas não sejam discutidos pela simples opinião ou intuição de algumas pessoas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #ff6600; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Chegaremos, um dia, a manipular tão bem as áreas do cérebro que poderemos reproduzir com uma pílula a sensação de voar ou de passear numa montanha russa? &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É bem provável que isso seja possível. E, sem dúvida, para a sociedade esse será um assunto tão polêmico quanto o da clonagem genética. Vamos ter que decidir o que deve e não deve ser permitido – exatamente como na regulamentação da indústria do cinema e da televisão. Há um ponto em que tanto a criação artística quanto a científica precisam ser filtradas pela sociedade. Mas não podemos deixar que um burocrata decida isso. Quanto mais informações forem divulgadas no futuro, inclusive por meio desta revista, mais condições a sociedade terá para tomar suas decisões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #ff6600; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Que outro tipo de realidade virtual poderá ser criada, no futuro, manipulando o cérebro? &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prefiro não especular, tudo ainda não passa de teoria. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #ff6600; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O estudo da consciência humana é um campo da ciência à espera de um novo Newton?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O problema da consciência é um tema complexo, que tem sido mal abordado. É evidente que é necessário avançar muito mais. Acho que meu livro O Mistério da Consciência traz alguns avanços importantes sobre o assunto, mas não devemos ter a ingenuidade de acreditar que tudo está resolvido. Há imensos problemas à espera de mais investigação e trabalho. Nos próximos dez ou 20 anos, talvez seja possível resolver boa parte deles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #ff6600; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Como escrever sobre assuntos tão complexos para o público leigo?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os temas sobre os quais escrevo são importantes demais para ficarem restritos aos cientistas. Escrever sobre o pâncreas ou o fígado pode ser atraente apenas para os médicos, mas o público tem interesse quando falamos da mente, do pensamento, da emoção e do sentimento. É fantástico o retorno que tenho recebido dos leitores dos meus livros em todo o mundo. Interessados em arte, literatura e cinema dizem que essa pesquisa os ajuda a compreender melhor o que fazem nas suas próprias áreas. &lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-3363654414040271928?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/3363654414040271928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=3363654414040271928' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/3363654414040271928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/3363654414040271928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2009/09/consciencia-vista-pela-neurociencia.html' title='A Consciência vista pela neurociência'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YLwQD_PtwBw/SJs9qZAsyPI/AAAAAAAACro/bOpJK3WOow4/s72-c/consciencia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-4701646729576414785</id><published>2009-06-28T15:46:00.001-07:00</published><updated>2009-06-28T15:46:45.282-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;color:#ff7800;"&gt;5 June 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:130%;color:#065bb1;"&gt;Did population density create modern humans?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;"&gt;by Kate Melville&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"&gt;&lt;img src="http://www.scienceagogo.com/news/img/caveman2is.jpg" align="right" border="0" vspace="4" hspace="10" /&gt; A controversial new study in the journal &lt;i&gt;Science&lt;/i&gt; argues that increasing population density, rather than growth in the power of the human brain, is what catalyzed the emergence of modern human behavior. The University College London (UCL) scientists behind the study say that high population density leads to greater exchange of ideas and skills and prevents the loss of new innovations. It is this skill maintenance, they contend, combined with a greater probability of useful innovations, which led to modern human behavior appearing at different times in different parts of the world. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"&gt; In the study, the UCL team found that complex skills learnt across generations can only be maintained when there is a critical level of interaction between people. Using computer simulations of social learning, they showed that high and low-skilled groups could coexist over long periods of time and that the degree of skill they maintained depended on local population density or the degree of migration between them. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"&gt; Using genetic estimates of population size in the past, the team went on to show that density was similar in sub-Saharan Africa, Europe and the Middle-East when modern behavior first appeared in each of these regions. The paper also points to evidence that population density would have dropped for climatic reasons at the time when modern human behavior temporarily disappeared in sub-Saharan Africa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"&gt; "Our paper proposes a new model for why modern human behavior started at different times in different regions of the world, why it disappeared in some places before coming back, and why in all cases it occurred more than 100,000 years after modern humans first appeared," explains UCL's Adam Powell. "By modern human behavior, we mean a radical jump in technological and cultural complexity, which makes our species unique. This includes symbolic behavior, such as abstract and realistic art, and body decoration using threaded shell beads, ochre or tattoo kits; musical instruments; bone, antler and ivory artifacts; stone blades; and more sophisticated hunting and trapping technology." &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"&gt; While modern humans have been around for at least 160,000 years, there is no archaeological evidence of any technology beyond basic stone tools until around 90,000 years ago. In Europe and western Asia this advanced technology and behavior exploded around 45,000 years ago when humans arrived there, but doesn't appear in eastern and southern Asia and Australia until much later, despite a human presence. In sub-Saharan Africa the situation is more complex. Many of the features of modern human behavior are found some 90,000 years ago but then seem to disappear around 65,000 years ago, before re-emerging some 40,000 years ago.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"&gt; "Scientists have offered many suggestions as to why these cultural explosions occurred where and when they did, including new mutations leading to better brains, advances in language, and expansions into new environments that required new technologies to survive. The problem is that none of these explanations can fully account for the appearance of modern human behavior at different times in different places, or its temporary disappearance in sub-Saharan Africa," noted UCL's Professor Stephen Shennan.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"&gt; "We often imagine some sudden critical change, a bit like when the black monolith appears in the film &lt;i&gt;2001: A Space Odyssey&lt;/i&gt;. In reality, there is no evidence of a big change in our biological makeup when we started behaving in an intelligent way. Our model can explain this even if our mental capacities are the same today as they were when we first originated as a species some 200,000 years ago," added co-researcher Mark Thomas. "Ironically, our finding that successful innovation depends less on how smart you are than how connected you are seems as relevant today as it was 90,000 years ago."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"&gt; Related:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.scienceagogo.com/news/20081121225025data_trunc_sys.shtml"&gt;Ancient diaspora was a manly affair&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.scienceagogo.com/news/20080524001656data_trunc_sys.shtml"&gt;Neanderthals' Last Hurrah Surprisingly Sophisticated&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.scienceagogo.com/news/20070918215956data_trunc_sys.shtml"&gt;Language-Gene Evolution Shared By Humans And Neanderthals&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.scienceagogo.com/news/20070011185812data_trunc_sys.shtml"&gt;Migration Out Of Africa May Have Occurred Later Than Previously Thought &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.scienceagogo.com/news/culture_weather.shtml"&gt;Did Civilization Emerge Thanks To A Change In The Weather?&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Source: University College London &lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-4701646729576414785?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/4701646729576414785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=4701646729576414785' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/4701646729576414785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/4701646729576414785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2009/06/5-june-2009-did-population-density.html' title=''/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-4638792205489749663</id><published>2009-06-28T07:16:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T10:35:53.257-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='- Irene Pepperberg'/><title type='text'>Alex e noz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Livro recém-lançado no Brasil conta a história do papagaio  mais inteligente do mundo e de um campo de pesquisa em crise &lt;/b&gt;     &lt;/div&gt;&lt;table style="height: 290px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; text-align: left; width: 409px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt;Mike Lovet/Universidade Brandeis&lt;br /&gt;&lt;img border="0" src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/d2806200901.jpg" style="height: 265px; width: 399px;" /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td valign="bottom"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Alex, o Einstein dos papagaios, que em 30 anos de treinamento aprendeu a contar até seis&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;CLAUDIO ANGELO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;Quero noz. Nnn...  óo...zzz."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;Depois de muito  pedir à sua treinadora, que insistia  em tentar fazê-lo associar cores a sons num teste cognitivo,  Alex perdeu a paciência. Sem  que ninguém lhe ensinasse, soletrou a palavra, para deixar  claríssimo a Irene Pepperberg  que ele não queria fazer teste  nenhum. Queria noz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;Alex era um papagaio cinzento africano. Seus 30 anos de  treinamento por Pepperberg  deram à ciência um vislumbre  inédito da inteligência animal e  mudaram o sentido da expressão "cérebro de passarinho".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;A história de Alex e de sua  treinadora chega pela primeira  vez ao leitor brasileiro. Acaba  de ser lançado "Alex e Eu", uma  espécie de livro de memórias  da pesquisadora americana,  que mistura as biografias dela e  da ave com preciosas pitadas  de ciência -e muito chororô.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;Concebido para ser uma homenagem póstuma a Alex,  morto em 2007, o livro acaba  ganhando um tom de catarse  psicanalítica de Pepperberg.  Ela descarrega as frustrações  de sua infância infeliz na periferia de Nova York, de sua relação com a mãe que a detestava,  reclama do machismo na academia, do ex-marido e do emprego de verdade que nunca arrumou, mesmo depois que  Alex adquiriu status de celebridade científica mundial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;O que poderia ser uma excelente obra sobre comportamento animal para o grande  público acaba virando apenas  uma boa obra sobre comportamento de dois animais (o papagaio e sua treinadora), que frequentemente resvala para o  melodrama. Ainda assim, o livro vale, hã... a pena.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;Pepperberg adquiriu Alex  ainda filhote, em uma loja de  animais em Chicago. Perdida  após um doutorado em química analítica no MIT, estava disposta a estudar cognição em  aves usando a técnica do modelo-rival, desenvolvida nos anos  1970 para ensinar a linguagem  humana a chimpanzés.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;A técnica consistia não em  ensinar diretamente ao animal,  mas em fazê-lo observar um  outro ser humano responder a  perguntas e ser recompensado  ou repreendido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;Ninguém imaginava que essa  técnica pudesse funcionar com  papagaios. Afinal, chimpanzés  e humanos têm cérebros semelhantes e estão separados por  apenas 6 milhões de anos de  evolução. Papagaios têm um  cérebro do tamanho de uma  noz e seu último ancestral comum com os seres humanos  tem 380 milhões de anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Banareja&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;Com Alex funcionou. O papagaio aprendeu conceitos de cor,  forma e números. Surpreendia  a treinadora fazendo o uso correto de "desculpa" e "não", soletrando palavras simples e até  mesmo combinando conceitos.  Numa das passagens mais divertidas do livro, Pepperberg  conta como Alex, depois de  aprender a falar "rolha" e "noz"  passou a chamar amêndoa de  "rolha noz". Ela uma vez apanhou a si mesma num supermercado perguntando onde ficavam as "rolhas nozes".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;Em outra história, que já entrou para o folclore da etologia, Pepperberg e seus colaboradores estão para apresentar a Alex a fruta e a palavra "maçã". Depois de meses, um belo dia o papagaio dispara: "Banareja. Quero banareja". "Não, Alex, maçã", retrucou Pepperberg. "Banareja", treplicou a ave.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;Aparentemente Alex havia  fundido dois conceitos conhecidos, "banana" e "cereja", para  nomear a nova fruta, que afinal  era vermelha por fora e branca  por dentro. A pesquisadora, no  entanto, nunca conseguiu prova científica dessa elisão léxica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;A morte precoce de Alex deixa sem resposta várias perguntas sobre qual é o limite da cognição das aves. Mas, mais do  que isso, ela põe em xeque esse  campo de estudos e as carreiras  de cientistas que passaram décadas fazendo um esforço monumental para ensinar bichos e  obter resultados modestos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Exceção?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;Alex era um gênio, sem dúvida -mas mesmo assim levou  30 anos para aprender a contar  até seis. Mas e os outros papagaios? Pepperberg treinou  mais dois, Griffin e Wart, que  nunca chegaram nem perto das  habilidades do Einstein emplumado (Alex, aliás, não perdia  uma oportunidade de humilhá-los no laboratório, dizendo:  "Fale claramente!"). Outros  animais, como o bonobo Kanzi  e a gorila Koko, também adquiriam um certo vocabulário,  mas pareciam incapazes de linguagem autônoma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;Baseado em 15 anos de experiência própria com comunicação animal e no histórico frustrante desses estudos, o psicólogo americano Marc Hauser chegou a propor que não adianta buscar nos animais as raízes da cognição do Homo sapiens -esta se desenvolveu recentemente, nos últimos 6 milhões de anos, embora a inteligência geral seja compartilhada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;Segundo Hauser, enquanto a  inteligência humana se assemelha à luz de uma lâmpada,  na qual a capacidade de resolver um problema é aplicada a  outros, os outros animais têm  uma inteligência de raio laser,  direcionada a desafios específicos -como obter comida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;Por mais eloquente que fosse, no fim das contas Alex talvez só estivesse tentando descolar uma noz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-4638792205489749663?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/4638792205489749663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=4638792205489749663' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/4638792205489749663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/4638792205489749663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2009/06/alex-e-noz.html' title='Alex e noz'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-8250039439562315603</id><published>2009-06-26T03:25:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T10:40:40.535-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='- Kentato Mori'/><title type='text'>Azul mental</title><content type='html'>&lt;div class="cabecalho"&gt;&lt;div class="info"&gt;por Kentaro Mori&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="info"&gt;&lt;a href="http://www.sedentario.org/colunas/duvida-razoavel/azul-mental-16949" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Monspiral" class="alignnone size-full wp-image-16951" src="http://www.sedentario.org/wp-content/uploads/2009/06/Monspiral.gif" style="height: 400px; width: 400px;" title="Monspiral" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corpo"&gt;&lt;div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Exercício de meditação&lt;/strong&gt;: contemple as espirais, em sua bela disposição lembrando uma mandala. Aprecie suas cores chamativas, e concentre-se nas &lt;strong&gt;espirais verde e azul&lt;/strong&gt;. Medite e contemple bem, porque &lt;strong&gt;as espirais verde-limão e azul-bebê são na verdade exatamente da mesma cor&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;span id="more-16949"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;As espirais verde e azul são ambas desta cor:&lt;br /&gt;&lt;img alt="verdeorig" class="alignnone size-full wp-image-16952" src="http://www.sedentario.org/wp-content/uploads/2009/06/verdeorig.png" style="height: 81px; width: 400px;" title="verdeorig" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os valores RGB são 0,255,150 ou #00FF96 em hexadecimal, e podem ser checados em qualquer programa gráfico. Repetindo: o verde-limão e o azul-bebê que achamos ver são em verdade o tom de verde que se vê acima.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além de verificar as cores em um programa, você pode imprimir a imagem em papel e recortar os pedaços, ou conferir as demonstrações abaixo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na animação a seguir, criada especialmente para esta coluna, não há nenhum truque. Nenhuma cor é alterada, a animação consiste em um simples zoom na seção “azul”. Note como nossa percepção da cor muda, embora não consigamos perceber exatamente quando o verde se torna azul, e vice-versa. Quando você se dá conta, o verde já é azul. E vice-versa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" height="400" width="400"&gt;&lt;param name="src" value="http://www.sedentario.org/wp-content/uploads/2009/06/kitaokaanim.swf"&gt;&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.sedentario.org/wp-content/uploads/2009/06/kitaokaanim.swf" height="400" width="400"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É um tanto desorientador observar a animação por muito tempo. Diz a lenda que uma  &lt;a href="http://www.sedentario.org/colunas/duvida-razoavel/azul-mental-16949#" onclick="hwClick2297961433918(1273757736);return false;" oncontextmenu="return false;" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " onmouseover="hw2297961433918(event, this, '1273757736'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" style="border-bottom: 1px dotted; color: #006600; text-decoration: underline;"&gt;menina&lt;/a&gt; que a observou por mais de cinco minutos arrancou os olhos e que se você não a repassar para cinco  &lt;a href="http://www.sedentario.org/colunas/duvida-razoavel/azul-mental-16949#" onclick="hwClick8068553110918(1273757736);return false;" oncontextmenu="return false;" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " onmouseover="hw8068553110918(event, this, '1273757736'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" style="border-bottom: 1px dotted; color: #006600; text-decoration: underline;"&gt;pessoas&lt;/a&gt;, seu cabelo irá cair, em formato espiral. Ou não, claro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra forma de ilustrar o efeito é pintando as cores adjacentes:&lt;/div&gt;&lt;img alt="Monspiralmod" class="alignnone size-full wp-image-16954" src="http://www.sedentario.org/wp-content/uploads/2009/06/Monspiralmod.png" style="height: 400px; width: 400px;" title="Monspiralmod" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apenas as cores adjacentes foram pintadas, as espirais foram mantidas intactas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, para quem desconfiar que é a espiral-mandala com poderes místicos a responsável pela ilusão, a versão abaixo, um tanto monótona, também exibe o efeito:&lt;/div&gt;&lt;img alt="color_illusion" class="alignnone size-full wp-image-16955" src="http://www.sedentario.org/wp-content/uploads/2009/06/color_illusion.png" style="height: 400px; width: 400px;" title="color_illusion" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O “verde” e o “azul” ainda são do mesmo tom.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estas outras versões do efeito devem ter evidenciado que o que está em ação aqui tem relação com as cores adjacentes, o “fundo” contra o qual as cores são vistas. Altere o fundo, e o efeito se altera ou mesmo desaparece. A espiral é apenas uma forma especialmente bela de ilustrar o fenômeno de percepção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui em &lt;em&gt;Dúvida Razoável&lt;/em&gt;, ilusões óticas de cor são um dos temas mais explorados. Desde a &lt;a href="http://www.sedentario.org/colunas/duvida-razoavel/molho-especial-2682" target="_blank"&gt;segunda coluna&lt;/a&gt;, que apresentava outros exemplos; até o &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/100nexos/2009/02/magenta-e-todas-as-outras-cores-da-massa-cinzenta.php" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;magenta… e todas as outras cores da massa cinzenta&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, abordando em maiores detalhes nossa percepção e como cores adjacentes influenciammaior o que vemos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem o verde-limão nem o azul-bebê estão realmente lá, são um verde e azul “mentais”. Essa ilusão ótica é surpreendente, mas talvez não mais do que a constatação de que &lt;strong&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/100nexos/2009/02/magenta-e-todas-as-outras-cores-da-massa-cinzenta.php" target="_blank"&gt;todas as cores são construções mentais&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- – -&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A espiral de cores é &lt;a href="http://www.psy.ritsumei.ac.jp/~akitaoka/color-e.html" target="_blank"&gt;original de &lt;strong&gt;Akiyoshi Kitaoka&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;,  &lt;a href="http://www.sedentario.org/colunas/duvida-razoavel/azul-mental-16949#" onclick="hwClick16672486821918(1273757736);return false;" oncontextmenu="return false;" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " onmouseover="hw16672486821918(event, this, '1273757736'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" style="border-bottom: 1px dotted; color: #006600; text-decoration: underline;"&gt;pesquisador&lt;/a&gt; responsável por &lt;a href="http://www.ritsumei.ac.jp/~akitaoka/index-e.html" target="_blank"&gt;muitas outras demonstrações&lt;/a&gt; famosas na rede de ilusões óticas. Já a versão retangular destacando apenas o efeito das cores é de &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.cuneytozdas.com/" target="_blank"&gt;Cuneyt Ozdas&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;. Por fim, foi o psicólogo britânico &lt;strong&gt;&lt;a href="http://richardwiseman.wordpress.com/2009/06/23/possibly-the-best-optical-ilusion-i-have-seen-all-year/" target="_blank"&gt;Richard Wiseman&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; que chamou atenção à ilusão, criada por Kitaoka há alguns anos mas circulando mais pela rede nos últimos dias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não deixe de ler &lt;strong&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/100nexos/2009/02/magenta-e-todas-as-outras-cores-da-massa-cinzenta.php" target="_blank"&gt;o artigo sobre o magenta&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; para descobrir mais sobre nossa percepção de cores. É um assunto genuinamente psicodélico.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-8250039439562315603?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/8250039439562315603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=8250039439562315603' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/8250039439562315603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/8250039439562315603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2009/06/azul-mental.html' title='Azul mental'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-5062717458972379006</id><published>2009-06-19T10:57:00.001-07:00</published><updated>2009-06-26T03:30:02.927-07:00</updated><title type='text'>A aventura do conhecimento de Miguel Nicolelis e Drauzio Varella</title><content type='html'>&lt;table class="interna-txt" border="0" cellpadding="4" cellspacing="0" width="100%"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="interna-titulo" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;    &lt;tr&gt;      &lt;td class="interna-olho" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;    &lt;tr&gt;&lt;td class="interna-autor"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;    &lt;tr&gt;&lt;td class="interna-txt"&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;     &lt;table align="right" border="0" cellpadding="1" cellspacing="0" width="200"&gt;                 &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;                   &lt;td rowspan="3" class="img-credito" align="right" width="10"&gt;&lt;img src="http://www2.uol.com.br/vivermente/img/px_branco.gif" height="1" width="1" /&gt;&lt;/td&gt;                   &lt;td class="img-credito" align="right"&gt;Divulgação&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td align="center"&gt;&lt;img src="http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/img/nicolelisevarella.jpg" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td class="img-legenda"&gt;Prazer em conhecer. Drauzio Varella e Miguel Nicolelis, mediação de Gilberto Dimenstein. Editora Papirus 7 Mares, 2009. 112 páginas. R$ 28,00&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td colspan="2" class="img-credito" align="right" height="10"&gt;&lt;img src="http://www2.uol.com.br/vivermente/img/px_branco.gif" height="1" width="1" /&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;               &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Na ciência, o culto às celebridades é bem menos comum e muito menos estridente que no futebol ou na TV, mas o que aconteceu com o neurocientista Miguel Nicolelis e o médico Drauzio Varella é algo para ser comemorado. Como cientistas ambos podem não ser tão famosos ou conhecidos do público, mas suas trajetórias profissionais têm muito a ensinar. Esse é o espírito do livro Prazer em conhecer, lançado pela Editora Papirus 7 Letras, que traz depoimentos dos dois, numa conversa mediada pelo jornalista Gilberto Dimenstein. No livro, o leitor poderá conhecer os detalhes biográficos de cada um e o que é mais importante, a opção visceral de dois brasileiros pela busca e a divulgação do conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miguel Nicolelis é professor da Universidade de Duke, Estados Unidos, mundialmente respeitado por suas pesquisas com interface cérebro-máquina. Já fez com que a atividade cerebral de macacos movimentasse membros robóticos que, num futuro não tão distante, podem melhorar a qualidade de vida de pessoas amputadas ou paralisadas. No Brasil, é o mentor do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra, iniciativa inovadora plantada no nordeste brasileiro e que combina ciência de ponta com responsabilidade social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Médico oncologista, Varella se notabilizou com o best-seller &lt;i&gt;Estação Carandiru&lt;/i&gt; (1999), baseado no seu trabalho voluntário com presidiários, e que ganhou as telas do cinema em 2002. Autor de outros livros como &lt;i&gt;Por um fio &lt;/i&gt;(2004), um coleção de ensaios sobre a morte, e &lt;i&gt;Médico doente&lt;/i&gt; (2007), em que narra sua experiência pessoal com a febre amarela que quase lhe tirou a vida, Varella se popularizou com séries exibidas no &lt;i&gt;Fantástico&lt;/i&gt;, em que trata de temas de saúde com precisão, simplicidade e sensibilidade incomuns.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;   &lt;tr&gt;      &lt;td class="pags" align="right"&gt;         &lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-5062717458972379006?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/5062717458972379006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=5062717458972379006' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/5062717458972379006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/5062717458972379006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2009/06/aventura-do-conhecimento-de-miguel.html' title='A aventura do conhecimento de Miguel Nicolelis e Drauzio Varella'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-7871879353640822495</id><published>2009-06-19T10:03:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T10:30:49.916-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='- Miguel Nicolelis'/><title type='text'>Canal Livre - Migule Nicolelis</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=GdtKPXGDJtw" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349088857176665458" src="http://2.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SjvH-ZQD7XI/AAAAAAAAK1Y/MzhNyMRB6A4/s400/canal+livre+nicolelis+01.JPG" style="cursor: pointer; height: 258px; width: 403px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=GdtKPXGDJtw&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-7871879353640822495?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/7871879353640822495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=7871879353640822495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/7871879353640822495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/7871879353640822495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2009/06/canal-livre-migule-nicolelis.html' title='Canal Livre - Migule Nicolelis'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SjvH-ZQD7XI/AAAAAAAAK1Y/MzhNyMRB6A4/s72-c/canal+livre+nicolelis+01.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-9038039449191499185</id><published>2009-06-19T09:58:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T10:31:08.063-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='- Miguel Nicolelis'/><title type='text'>Palestra Miguel Nicolelis em São Paulo</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/oKnQFquyTSk&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/oKnQFquyTSk&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-9038039449191499185?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/9038039449191499185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=9038039449191499185' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/9038039449191499185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/9038039449191499185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2009/06/palestra-miguel-nicolelis-em-sao-paulo.html' title='Palestra Miguel Nicolelis em São Paulo'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-8073771907428092345</id><published>2009-06-16T17:37:00.001-07:00</published><updated>2009-06-29T11:38:29.270-07:00</updated><title type='text'>miguel nicolelis</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/GdtKPXGDJtw&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/watch?v=GdtKPXGDJtw&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-8073771907428092345?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/8073771907428092345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=8073771907428092345' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/8073771907428092345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/8073771907428092345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2009/06/migule-nicolelis.html' title='miguel nicolelis'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-7835482702211668482</id><published>2009-06-11T13:16:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T10:50:04.909-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='- Robert Sapolsky'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='síndrome de Williams'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='- Noam Chomsky'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='- Julie Korenberg'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='- Oliver Sacks'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='- Ursula Bellugi'/><title type='text'>Cérebro sociável</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 24px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Novas pesquisas lançam luz sobre a rara síndrome de Williams, que combina deficiência cognitiva com grande espírito de sociabilidade&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;DAVID DOBBS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;DO "NEW YORK TIMES"&lt;br /&gt;Se uma pessoa sofre o pequeno acidente genético que causa a síndrome de Williams, terá de conviver não só com algumas deficiências de conhecimento bastante convencionais -problemas de percepção espacial e numérica como também com um conjunto estranho de traços designados como "fenótipo social de Williams" ou, em termos menos formais, "personalidade Williams": um amor pela convivência e pela conversação que se combina, em muitos casos de maneira incômoda, com baixa compreensão da dinâmica social e falta de inibições sociais. A combinação resulta em certos encontros memoráveis.&lt;br /&gt;Oliver Sacks, o neurologista e escritor, certa vez observou uma menina de oito anos especialmente charmosa e portadora da personalidade Williams. A menina estava em visita a Sacks, no hotel em que estava hospedado, e decidiu puxar conversa com os convidados de uma festa de casamento no salão. "Eu temo que ela tenha quebrado o ritmo do casamento", disse Sacks.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A história é típica dos pacientes portadores da síndrome de Williams, que nasce de um acidente genético durante a meiose, quando a dupla espiral do DNA se divide em duas porções separadas, as quais, por sua vez, terminam por se tornar material genético no óvulo e no espermatozóide. Normalmente, as duas porções se separam sem problemas, como as duas metades de um zíper que se abre. Mas, no caso da síndrome de Williams, cerca de 25 dentes de um dos lados do zíper -25 genes entre os 30 mil presentes no óvulo ou espermatozóide- se rompem durante o processo. Quando essa metade do zíper se une à metade oposta, vinda da outra pessoa envolvida na concepção de um novo bebê, a falta dos 25 dentes naquele segmento do DNA impede que os genes envolvidos realizem o trabalho que se espera deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;As deficiências cognitivas resultantes se fazem sentir em especial no ramo do pensamento abstrato. Muitos pacientes de Williams têm um conceito de espaço tão vago que, mesmo na idade adulta, encontram dificuldades para montar quebra-cabeças com apenas seis peças, perdem-se com facilidade, desenham como se tivessem cinco anos de idade e encontram problemas para reproduzir formatos simples como um X ou um T usando bloquinhos de construção. Poucos deles são capazes de manter em dia o saldo de suas contas bancárias. As deficiências causadas em geral reduzem em cerca de 35 pontos o QI que a pessoa teria herdado caso não tivesse o problema. Já que o QI médio é de 100, isso faz com que muitos dos pacientes de Williams tenham QIs da ordem dos 60 pontos. Ainda que alguns deles sejam capazes de obter e manter empregos simples, precisam de ajuda para administrar suas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Espírito de sociabilidade&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O baixo QI, porém, ignora dois traços que definem a síndrome de maneira mais distinta do que qualquer déficit: um exuberante espírito de sociabilidade e capacidades verbais quase normais. Os pacientes de Williams falam muito e falam com quase qualquer pessoa que encontrem. Parece lhes faltar qualquer temor social. De fato, varreduras magnéticas de seus cérebros demonstraram que o principal processador de medo do cérebro, a amídala cerebral, que na maioria de nós demonstra atividade acelerada quando vemos rostos zangados ou preocupados, não demonstra reação quando o paciente de Williams vê rostos com esse tipo de expressão. É como se todos os rostos que vissem expressassem amabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Os pacientes de Williams tendem a carecer não só de temor social mas de agilidade social. Eles não conseguem identificar vários dos significados, maquinações, idéias e intenções que muitos de nós inferimos com base em expressões faciais, linguagem corporal, contexto e uso de clichês de linguagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Novas pesquisas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Depois de passar quase três décadas ignorada, a síndrome de Williams -identificada inicialmente em 1961 pelo cardiologista J.C.P. Williams, da Nova Zelândia- recentemente se tornou um dos distúrbios de desenvolvimento neurológico mais pesquisados, logo abaixo do autismo, e vem produzindo percepções ainda mais interessantes. O autismo, para começar, é um distúrbio de espectro muito mais diversificado, com fronteiras mal definidas, desprovido de mecanismo identificado e de base genética reconhecida. A síndrome de Williams, em contraste, deriva de causa genética conhecida e produz um conjunto previsível de traços e comportamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O trabalho de Julie Korenberg, neurogeneticista do Centro Médico Cedars-Sinai e da Universidade da Califórnia e pesquisadora que ajudou a definir o acidente genético causador da síndrome, é parte do diversificado esforço de pesquisa sobre a síndrome que vem iluminando um dilema central da existência humana: para sobreviver, precisamos nos relacionar e trabalhar juntos, mas também precisamos competir com outras pessoas, para que não fiquemos para trás. Isso requer uma combinação bem calibrada de inteligência, astúcia, garra e esforço. Se tivermos algum desses traços em dose insuficiente, seremos excluídos porque nosso desempenho é medíocre. Se tivermos um deles em excesso, podemos ser excluídos porque promovemos conluios e representamos uma ameaça. Onde fica o ponto de equilíbrio? Uma resposta parcial pode ser encontrada na mistura de capacidades, graças e deficiências que a síndrome de Williams exibe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Casos raros&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A raridade da síndrome de Williams a torna obscura. Ela atinge uma em cerca de 7,5 mil pessoas, ante uma em 150 para o autismo ou uma em 800 para a síndrome de Down. A menos que apresentassem os problemas cardiovasculares que também distinguem a síndrome (derivados da ausência do gene que cria vasos sangüíneos, válvulas cardíacas e outros tecidos elásticos e que ainda hoje limitam a 50 anos a expectativa de vida de um paciente de Williams), os portadores da síndrome costumavam ser considerados "retardados mentais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Isso terminou no final dos anos 1980, quando alguns pesquisadores no campo da neurociência cognitiva, que começava a ser desenvolvido, passaram a estudar a síndrome. Entre os mais dedicados estava Ursula Bellugi, diretora do Laboratório de Neurociência Cognitiva do Instituto Salk de Estudos Biológicos, na Califórnia. Bellugi, que se especializou na neurobiologia da linguagem, foi atraída pelo talento lingüístico que muitos dos pacientes de Williams exibiam apesar dos sérios problemas cognitivos. O primeiro que ela conheceu lhe foi encaminhado pelo lingüista Noam Chomsky. "A mãe daquela adolescente mais tarde me apresentou a dois outros adolescentes que também tinham a síndrome", conta Bellugi. "Eu não precisei conversar muito com eles antes de perceber que havia algo de especial. Eles sofriam de grandes déficits cognitivos, mas conversavam com ardor, animação, de maneira muito colorida."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Bellugi descobriu que essa fantasiosa verbosidade vinha acompanhada de uma afabilidade contagiante. Os psicólogos especializados em desenvolvimento classificam esse ímpeto social como "pulsão de afiliação". Parecia claro, desde cedo, que os genes destruídos pela Williams, identificados definitivamente na metade dos anos 1990, reforçavam essa pulsão ou a deixavam inalterada. Pesquisar sobre as bases genéticas do comportamento humano é tentar identificar o que nos define mais essencialmente. Uma das questões mais incômodas geradas pela pesquisa sobre a síndrome de Williams e pela tese sobre o cérebro social é determinar se o nosso comportamento social é propelido mais pela pulsão de conexão ou pela sanha de manipular essas conexões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A inclinação tradicional, evidentemente, é distinguir o comportamento humano essencial pelas nossas capacidades mais "elevadas" e poderes cognitivos. Dominamos o planeta porque somos capazes de usar o pensamento abstrato, acumular e transmitir conhecimentos e manipular o meio e uns aos outros. Sob esses termos, nosso comportamento social nasce mais de cérebros grandes que de corações grandes. A dissociação de tantos elementos na síndrome de Williams -o cognitivo do conectivo, o medo social do medo não social, a tensão entre a pulsão de afiliação e a pulsão de manipulação- destaca a conexão delicada e essencial que existe entre eles em quase todos nós. Mas as cisões da síndrome também identificam claramente qual dos dois fatores -carinho ou entendimento- oferece a contribuição mais vital.&amp;nbsp;Pois, se a síndrome de Williams causa desvantagem ao gerar mais carinho que compreensão, reverter esse desequilíbrio gera um fenótipo muito mais problemático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Como define Robert Sapolsky, da Escola de Medicina da Universidade de Stanford, "os pacientes de Williams têm grande interesse, mas baixa competência. Já uma pessoa que tenha competência, mas não sinta empatia, emoção ou desejo merece que nome? Trata-se de um sociopata. Os sociopatas dominam as grandes teorias mentais. Mas não ligam para ninguém."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-7835482702211668482?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/7835482702211668482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=7835482702211668482' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/7835482702211668482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/7835482702211668482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2009/06/cerebro-sociavel.html' title='Cérebro sociável'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685217834959841968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_mAuW3aM0BYw/SceXbb6DywI/AAAAAAAABuo/RtWbi19gcyk/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-848327659834595380</id><published>2009-06-11T07:51:00.001-07:00</published><updated>2010-11-04T10:31:22.943-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='- Miguel Nicolelis'/><title type='text'>miugel micorelis -sabatina na folha</title><content type='html'>&lt;div id="articleDate"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="uolVideoPlayer"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="player"&gt;&lt;object align="middle" class="xpto" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab" height="368" id="player" width="457"&gt;&lt;param name="movie" value="http://storage.mais.uol.com.br/embed.swf?mediaId=238819&amp;amp;start_loading=false&amp;amp;start_paused=true&amp;amp;embed=false"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed allowfullscreen="true" wmode="transparent" src="http://storage.mais.uol.com.br/embed.swf?mediaId=238819&amp;amp;start_loading=false&amp;amp;start_paused=true&amp;amp;embed=false" allowscriptaccess="always" type="application/x-shockwave-flash" height="368" width="457"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-848327659834595380?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/848327659834595380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=848327659834595380' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/848327659834595380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/848327659834595380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2009/06/miugel-micorelis.html' title='miugel micorelis -sabatina na folha'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685217834959841968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_mAuW3aM0BYw/SceXbb6DywI/AAAAAAAABuo/RtWbi19gcyk/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-3955651848183976000</id><published>2009-06-08T21:21:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T10:31:52.798-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='- Miguel Nicolelis'/><title type='text'>"Ciência é da humanidade", afirma pesquisador em sabatina</title><content type='html'>&lt;h1&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px; font-weight: normal;"&gt;O neurocientista Miguel Nicolelis afirmou nesta segunda-feira (8) que a ciência "não é de ninguém, mas sim da humanidade", ao responder se o seu trabalho, publicado há dois meses na capa da revista "Science", poderia ser considerado como de autoria de um brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;O pesquisador é sabatinado hoje no Teatro Folha, no shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo. Seus entrevistadores são Claudio Angelo, editor de &lt;b&gt;Ciência&lt;/b&gt; da &lt;b&gt;Folha de S.Paulo&lt;/b&gt;, Gilberto Dimenstein, membro do Conselho Editorial da &lt;b&gt;Folha&lt;/b&gt;, Hélio Schwartsman, articulista do jornal, e Suzana Herculano-Houzel, neurocientista e colunista do caderno &lt;b&gt;Equilíbrio&lt;/b&gt;. &lt;br /&gt;O paulistano Miguel Ângelo Laporta Nicolelis chefia um grupo de 30 pesquisadores no Centro de Neuroengenharia da Universidade Duke (EUA). Ele pesquisa as possibilidades de integrar o cérebro às máquinas. Busca o desenvolvimento de próteses neurais para a reabilitação de pacientes que sofrem de paralisia. Neste ano, ele criou uma técnica para tratar os sintomas do mal de Parkinson com suaves impulsos elétricos na medula espinhal. &lt;br /&gt;"Se os testes em macacos forem tão bem quanto em ratos, deveremos começar testes clínicos em 2010", disse o neurocientista, acrescentando que a pesquisa começou a enxergar o mal de Parkinson como uma alteração córtex do cérebro --além da alteração no córtex motor. &lt;br /&gt;"Estimulamos a medula espinhal, que estimula o sistema motor como um todo. A idéia e restaurar a mobilidade pela interface cérebro-máquina", observa. &lt;br /&gt;Ele exemplificou o estudo com o fato de que, quando o pé toca o chão, a prótese envia o sinal para o córtex --assim como os comandos cerebrais chegam à prótese.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-3955651848183976000?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/3955651848183976000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=3955651848183976000' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/3955651848183976000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/3955651848183976000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2009/06/ciencia-e-da-humanidade-afirma.html' title='&quot;Ciência é da humanidade&quot;, afirma pesquisador em sabatina'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685217834959841968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_mAuW3aM0BYw/SceXbb6DywI/AAAAAAAABuo/RtWbi19gcyk/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-3202432867107278517</id><published>2009-06-08T21:19:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T11:13:43.000-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='- Miguel Nicolelis'/><title type='text'>Neurocientista nega que cérebro humano seja formado por "casinhas isoladas"</title><content type='html'>&lt;div id="articleDate"&gt;08/06/2009 - 23h27&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cérebro humano não é formado por "casinhas" isoladas, cada uma com a Responsabilidade de controlar diferentes funções do corpo --na realidade, nossas atividades são definidas em múltiplas partes do órgão. A afirmação é do neurocientista paulista Miguel Nicolelis, que trabalha na Universidade Duke, na Carolina do Norte (EUA), e participou de sabatina promovida pela Folha na noite desta segunda-feira (8).&lt;br /&gt;Com isso, ele se opõe aos estudos de Korbinian Brodmann sobre organização cerebral, que completam cem anos em 2009. Veja trechos da sabatina no vídeo abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object align="middle" class="xpto" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab" height="368" id="player" width="457"&gt;&lt;param name="movie" value="http://storage.mais.uol.com.br/embed.swf?mediaId=238762&amp;amp;start_loading=false&amp;amp;start_paused=true&amp;amp;embed=false"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed allowfullscreen="true" wmode="transparent" src="http://storage.mais.uol.com.br/embed.swf?mediaId=238762&amp;amp;start_loading=false&amp;amp;start_paused=true&amp;amp;embed=false" allowscriptaccess="always" type="application/x-shockwave-flash" height="368" width="457"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="player"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;"Estamos à beira de dizer que isso é balela", afirmou Nicolelis. Na visão do brasileiro, as funções do corpo não são determinadas "pela geografia", mas sim "pelas demandas que se impõem ao cérebro". "Se a pessoa perde a função visual, a função táctil se distribui para todo o córtex cerebral --inclusive para o córtex visual", diz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o neurocientista, o cérebro tem a função de "remapear o mundo". "A plasticidade é inerente à dinâmica do cérebro, misturando múltiplas visões", informou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a sabatina, Nicolelis apostou no potencial da interação entre o cérebro humano e as máquinas, abrindo a possibilidade para que alguém "pense" em um lugar e uma ação seja desencadeada por um instrumento em um localidade distante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table class="articleGraphic"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td class="articleGraphicSpace" rowspan="3"&gt;&lt;/td&gt; &lt;td class="articleGraphicCredit"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td class="articleGraphicSpace" rowspan="3"&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt; &lt;td class="articleGraphicImage"&gt;&lt;img alt="" src="http://f.i.uol.com.br/folha/ciencia/images/09159460.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt; &lt;td class="articleGraphicCaption"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;"O nosso alcance vai mudar, no longo prazo, nossa noção de ambiente, de presença física", afirmou. "É como se houvesse uma incorporação ao corpo", afirma. Segundo ele, isso será possível por meio da interação entre as máquinas e o cérebro humano --que passaria a considerar aparelhos, mesmo que estivesse distantes, como se fossem parte do ser humano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso, é preciso que o cérebro receba e "entenda" os sinais emitidos pelos aparelhos e vice-versa. Segundo ele, isso não está muito longe. "No caso de um tenista, já é como se o cérebro entendesse a raquete como uma parte do corpo", diz. &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Lado negro&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;Essas inovações dão motivos para que os mais alarmados pensem que a espécie humana está próxima de ser subjugada a artefatos tecnológicos que ela própria criou. Entretanto, na visão do neurocientista, não é o caso de se preocupar. Nicolelis vê que grande parte do medo das pessoas em relação à ciência --ou de seu "lado negro"-- vem da falta de informação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não podemos mais aceitar uma ciência tão longe da sociedade, que seja algo tão distante, místico, alienado da população", afirma ele. "Não perco uma noite de sono pensando no risco de a tecnologia nos aniquilar." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o pesquisador, depois da 2º Guerra Mundial, a mídia, os filmes e a literatura contribuíram para que a ciência fosse vista como algo misterioso, próximo dos filmes de ficção científica, em que as invenções podem ser usadas para o mal. Na visão dele, tudo, em tese, pode ter esse fim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Na faculdade de medicina eu aprendi 34 meios de fazer procedimentos cirúrgicos usando uma caneta Bic. Aprendi a fazer traqueostomia com uma Bic. Dá para fazer coisas piores." &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Interação&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;Nicolelis também ressaltou aquilo que denominou de "globalização do bem" na ciência, permitindo o intercâmbio e encontro de cientistas de diversas nacionalidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior exemplo dessa "globalização científica" foi dado quando, ao ser questionado se a pesquisa publicada na revista &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u578440.shtml"&gt;"Science"&lt;/a&gt; deveria ser considerada como brasileira, Nicolelis afirmou que "o cara que teve a ideia nasceu na Bela Vista [bairro paulistano], mas um dos autores é chileno, outro alemão, outro americano. A ciência não é de ninguém, é da humanidade", observou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nicolelis chefia um grupo de 30 pesquisadores no Centro de Neuroengenharia da Universidade Duke. Ele pesquisa as possibilidades de integrar o cérebro às máquinas. Busca o desenvolvimento de próteses neurais para a reabilitação de pacientes que sofrem de paralisia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano passado, a equipe conseguiu fazer um robô de 80 quilos e um metro e meio de altura andar usando apenas a força do pensamento de uma macaca. Detalhe: o animal estava em um laboratório na Carolina do Norte, EUA, e o robô estava no Japão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os experimentos são avanços na criação de uma interface entre cérebro e máquina que permita a pacientes paralisados andarem ou se movimentarem, guiando membros mecânicos apenas por meio de ondas cerebrais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, o foco de sua pesquisa é criar opções de tratamento para esses pacientes, e não, desenvolver uma cura. "Você não trata a lesão original, mas cria desvios para permitir uma reabilitação motora", diz. Um exemplo disso é a possibilidade de criação de uma veste robótica, totalmente movida por meio das ondas cerebrais, para permitir que pessoas com paralisias ganhem de novo o potencial de movimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-3202432867107278517?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/3202432867107278517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=3202432867107278517' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/3202432867107278517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/3202432867107278517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2009/06/neurocientista-nega-que-cerebro-humano.html' title='Neurocientista nega que cérebro humano seja formado por &quot;casinhas isoladas&quot;'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685217834959841968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_mAuW3aM0BYw/SceXbb6DywI/AAAAAAAABuo/RtWbi19gcyk/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-1947235761274900301</id><published>2009-04-09T15:13:00.000-07:00</published><updated>2009-04-24T15:14:38.296-07:00</updated><title type='text'>Médicos suíços confirmam 'terceiro braço fantasma' em paciente</title><content type='html'>&lt;div class="g-group"&gt;&lt;div class="g-container"&gt;                &lt;div class="datestamp"&gt;&lt;img src="http://www.bbc.co.uk/worldservice/assets/images/2009/04/090407225451_brainspl226dentro.jpg" alt="Imagem de cérebro" height="170" width="226" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="g-group"&gt;&lt;div class="g-w16 g-first"&gt;&lt;div class="g-container story-body"&gt;&lt;div class="bodytext"&gt;&lt;div class="module"&gt;&lt;div class="image img-w226"&gt;&lt;p class="caption"&gt;Cientistas usaram ressonância para comprovar comandos ao 'braço'&lt;/p&gt;                         &lt;/div&gt;                      &lt;/div&gt;                      &lt;p class="ingress"&gt; Médicos da Suíça conseguiram comprovar a existência de um terceiro "braço fantasma" em uma mulher que sofreu um derrame.&lt;/p&gt;                      &lt;p&gt;A paciente de 64 anos havia perdido as funções de seu braço esquerdo após o acidente cerebral.&lt;/p&gt;                      &lt;p&gt;Mas poucos dias depois, ela desenvolveu um "terceiro membro", que ela dizia enxergar e usar para tocar objetos e até coçar o braço direito.&lt;/p&gt;                      &lt;p&gt;Usando exames de ressonância magnética, especialistas do Hospital Universitário de Genebra confirmaram que o cérebro da mulher emitia comandos ao "braço fantasma" e reconhecia suas ações.&lt;/p&gt;                      &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Raro &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;                      &lt;p&gt;A paciente diz que seu novo membro fica à sua esquerda e tem uma cor de leite, "quase transparente".&lt;/p&gt;                      &lt;p&gt;Segundo o neurologista Asaid Khateb, chefe da equipe que analisou as imagens cerebrais, trata-se de um caso extremamente raro em que o paciente não somente sente o membro imaginário, como também o enxerga e o movimenta voluntariamente.&lt;/p&gt;                      &lt;p&gt;O médico disse ainda que esta é a primeira vez que se mede a atividade cerebral a partir do contato com um membro fantasma.&lt;/p&gt;                      &lt;p&gt;O fenômeno do membro fantasma está normalmente associado com pessoas que sofreram amputação. Segundo cientistas, entre 50% e 80% delas descrevem sensações de tato e dor na parte retirada. &lt;/p&gt;                      &lt;p&gt;As descobertas da equipe foram divulgadas na revista especializada &lt;em&gt;Anais da Neurologia&lt;/em&gt;.                       &lt;/p&gt;                   &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-1947235761274900301?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/1947235761274900301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=1947235761274900301' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/1947235761274900301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/1947235761274900301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2009/04/medicos-suicos-confirmam-terceiro-braco.html' title='Médicos suíços confirmam &apos;terceiro braço fantasma&apos; em paciente'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685217834959841968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_mAuW3aM0BYw/SceXbb6DywI/AAAAAAAABuo/RtWbi19gcyk/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-5910806992291985931</id><published>2009-03-29T12:16:00.001-07:00</published><updated>2009-03-29T12:16:50.223-07:00</updated><title type='text'>Maus-tratos na infância alteram até os genes ativos no cérebro</title><content type='html'>&lt;div class="materia-titulo"&gt;    &lt;h1 class="entry-title"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px; font-weight: normal; "&gt;Pesquisadores canadenses estudaram neurônios de suicidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h1&gt;&lt;p&gt;Alterações genéticas estão ligadas a resposta ao estresse.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="materia-assinatura-letra"&gt;    &lt;div class="materia-assinatura"&gt;       &lt;p class="vcard author"&gt;          &lt;strong class="fn"&gt;Benedict Carey&lt;/strong&gt;          &lt;span class="adr"&gt;             &lt;span class="locality"&gt;Do 'New York Times'&lt;/span&gt;          &lt;/span&gt;       &lt;/p&gt;    &lt;/div&gt;    &lt;div class="materia-letra" id="box-letra"&gt;       &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="materia-letra" class="materia-conteudo entry-content"&gt;&lt;div class="materia-mascara largura-291"&gt;    &lt;/div&gt;     &lt;p&gt;Durante anos, psiquiatras sabiam que crianças que sofrem abuso ou         são negligenciadas correm um alto risco de desenvolver problemas         mentais no decorrer da vida, de ansiedade e depressão a abuso de         drogas e suicídio. A ligação não é surpreendente, mas levanta         uma questão científica crucial: o abuso causaria mudanças         biológicas que podem aumentar o risco desses problemas?&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        Durante as últimas décadas, pesquisadores da         Universidade McGill, em Montreal, comandados por Michael Meaney,         mostraram que o amor materno altera a expressão de genes em         animais, permitindo a diminuição em sua reação fisiológica ao         estresse. Esses locais de armazenamento biológico são então         passados à próxima geração: roedores e primatas não-humanos         biologicamente preparados para lidar com estresse tendem a ser         mais cuidadosos com sua própria cria, conforme descobriram         Meaney e outros pesquisadores.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        Agora, pela primeira vez, eles têm uma prova         direta de que o mesmo sistema funciona nos seres humanos. Num         estudo sobre pessoas que cometeram suicídio, publicado         na revista científica "Nature Neuroscience",         pesquisadores de Montreal relatam que pessoas severamente         abusadas ou negligenciadas na infância mostraram alterações         genéticas que provavelmente as tornaram mais biologicamente         sensíveis ao estresse. As descobertas ajudam a iluminar a         biologia por trás das feridas de uma infância difícil e sugerem         algo que constitui flexibilidade naqueles capazes de vencer         essas feridas.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        O estudo “estende o trabalho animal no ajuste do         estress a humanos de maneira dramática,” escreveu num e-mail         Jaak Panksepp, professor adjunto da Universidade Estadual de         Washington que não estava envolvido na pesquisa. Ele         acrescentou: “Trata-se de um ótimo exemplo de como o estudo de         modelos animais de flexibilidade emocional podem facilitar a         forma de compreender as vicissitudes humanas.” &lt;/p&gt;     &lt;p class="materia-intertitulo"&gt;       &lt;strong&gt;Duas dúzias de cérebros&lt;/strong&gt;    &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;No estudo, cientistas da McGill e do Instituto de Ciências         Clínicas de Cingapura compararam os cérebros de 12 pessoas que         haviam cometido suicídio e tiveram infâncias difíceis com 12         pessoas que haviam cometido suicídio e que não haviam sofrido         abusos ou negligência enquanto crianças.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        Os cientistas determinaram a natureza da criação         dos objetos de estudo realizando extensas entrevistas com         parentes próximos, assim como investigando registros médicos. Os         cérebros estão preservados no Hospital Douglas, em Montreal,         como parte do Banco de Cérebros de Suicidas em Quebec, um         programa fundado por pesquisadores da McGill para promover         estudos sobre o suicídio que recebe doações de cérebros de toda         a província.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        Quando as pessoas estão sob estresse, o hormônio         cortisol circula largamente, colocando o corpo em alerta máximo.         Uma forma pela qual o cérebro reduz essa ansiedade física é         criando receptores em células do cérebro que ajudam a limpar o         cortisol, inibindo a agonia e protegendo neurônios da exposição         prolongada ao hormônio, que pode ser danosa.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        Os pesquisadores descobriram que os genes que         regulam esses receptores eram cerca de 40% menos ativos em         pessoas que haviam sofrido abusos na infância. As mesmas         impressionantes diferenças foram encontradas entre o grupo do         abuso e os cérebros das 12 pessoas de um terceiro grupo, o de         controle, que não haviam sofrido abuso e que morreram de outras         causas que não o suicídio. “Isso é uma boa evidência de que os         mesmos sistemas funcionam em humanos e em outros animais”, diz         Patrick McGowan, pós-doutorando no laboratório de Meaney na         McGill e autor-chefe do estudo. Seus co-autores, juntamente com         Meaney, foram Aya Sasaki, Ana C. D'Alessio, Sergiy Dymov,         Benoît Labonté e Moshe Szyf, todos da McGill, e o Dr. Gustavo         Turecki, um pesquisador da McGill que dirige o Banco de         Cérebros.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        Graças a diferenças individuais no maquinário         genético que regula a resposta ao estress, explicam os         especialistas, muitas pessoas administram seu sofrimento a         despeito de infâncias terríveis. Outros podem encontrar conforto         em outras pessoas, o que os ajuda a normalizar a inevitável dor         de viver uma vida inteira.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        “A conclusão é que esta é uma linha de trabalho         incrível, mas ainda há um longo caminho a se percorrer – seja         para compreender os efeitos da experiência prematura ou as         causas das doenças mentais”, disse por e-mail Steven Hyman, um         neurobiólogo da Universidade Harvard.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-5910806992291985931?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/5910806992291985931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=5910806992291985931' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/5910806992291985931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/5910806992291985931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2009/03/maus-tratos-na-infancia-alteram-ate-os.html' title='Maus-tratos na infância alteram até os genes ativos no cérebro'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685217834959841968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_mAuW3aM0BYw/SceXbb6DywI/AAAAAAAABuo/RtWbi19gcyk/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-7170188678084005233</id><published>2009-03-29T12:05:00.001-07:00</published><updated>2009-03-29T12:06:28.056-07:00</updated><title type='text'>Ver alguém que você inveja levar a pior dá prazer ao seu cérebro</title><content type='html'>&lt;div class="materia-titulo"&gt;    &lt;h1 class="entry-title"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" font-weight: normal; font-size:16px;"&gt;Conclusão é de análise feita com ressonância magnética por japoneses.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h1&gt;&lt;p&gt;Cientistas dizem que sentimentos invejosos são produto de vida social.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="materia-assinatura-letra"&gt;    &lt;div class="materia-assinatura"&gt;       &lt;p class="vcard author"&gt;          &lt;strong class="fn"&gt;Natalie Angier&lt;/strong&gt;          &lt;span class="adr"&gt;             &lt;span class="locality"&gt;Do 'New York Times'&lt;/span&gt;          &lt;/span&gt;       &lt;/p&gt;    &lt;/div&gt;    &lt;div class="materia-letra" id="box-letra"&gt;       &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;       &lt;/ul&gt;    &lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div id="materia-letra" class="materia-conteudo entry-content"&gt;      &lt;p&gt;A maioria dos vícios humanos tem sentido suficiente para ser         muito, muito tentadora. Luxúria, gula, preguiça, lançar fortes         expletivos a um membro da oposição política, comprar um par de         sapatos de pele de cobra com 25% de desconto mesmo que tenha         acabado de comprar um par de sandálias vermelho-cereja na semana         passada – todas essas coisas são deliciosas, e é por isso que as         pessoas precisam ser repetidamente lembradas de não fazer isso.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;div class="materia-mascara midia-largura-595"&gt;       &lt;div class="materia-foto"&gt;          &lt;div class="foto"&gt;             &lt;img src="http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/foto/0,,18466108-FMM,00.jpg" alt="Foto: Serge Bloch/NYT" width="595" height="424" /&gt;          &lt;/div&gt;          &lt;h4&gt;As desgraças dos outros podem ter gosto de mel, diz                 ditado japonês (Foto: Serge Bloch/NYT)&lt;/h4&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="materia-mascara largura-291"&gt;    &lt;/div&gt;     &lt;p&gt;Um vício, entretanto, dispensa quaisquer enfeites hedônicos e         gera tanta dor que você pensaria ser uma virtude, embora não         haja nenhum ganho final em massa muscular: a inveja.         Escondendo-se em sexto lugar nas listas tradicionais dos sete         pecados capitais, entre a ira e a vaidade, a inveja é o profundo         e muitas vezes hostil ressentimento que se sente em relação a         alguém que tem algo que você quer, como dinheiro, beleza, uma         promoção ou a admiração de um colega. É um vício que poucos         podem evitar, mas que ninguém anseia, pois experimentar a inveja         é se sentir menor e inferior, um perdedor embrulhado em maldade.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;      "A inveja é corrosiva, feia, e pode arruinar         sua vida", diz Richard H. Smith, professor de psicologia da         Universidade do Kentucky, que escreveu sobre a inveja. "Se         você é uma pessoa invejosa, é difícil apreciar muitas das coisas         boas que estão por aí, pois você está ocupado demais se         preocupando sobre como elas se refletem em si próprias."&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;      Agora, pesquisadores estão colhendo percepções         sobre os interiores neurais e evolutivos da inveja, e por que         ela pode parecer uma doença física ou um golpe real. Eles também         estão traçando o caminho da igualmente pequena embalagem da         inveja, a sensação de "schadenfreude" – sentir prazer         quando aqueles que você inveja são levados à lona.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;      Numa edição recente da revista especializada         "Science", pesquisadores do Instituto Nacional de         Ciências Radiológicas, no Japão, e seus colegas descreveram         exames cerebrais com participantes que tiveram de imaginar a si         mesmos como protagonistas de dramas sociais envolvendo         personagens com maiores ou menores status de realização. Ao         confrontar personagens que os participantes admitiam invejar, as         regiões cerebrais envolvidas em registrar a dor física eram         estimuladas: quanto mais alto os participantes classificavam sua         inveja, mais vigorosamente respondiam as saliências da dor no         córtex dorsal anterior e áreas relacionadas. &lt;/p&gt;     &lt;p class="materia-intertitulo"&gt;       &lt;strong&gt;Bem feito&lt;/strong&gt;    &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;Ao mesmo tempo, dizem os pesquisadores, quando os participantes         receberam a oportunidade de imaginar a queda do sortudo, os         circuitos de recompensa do cérebro foram ativados, novamente em         proporção à força da ferroada da inveja: os participantes que         sentiram a maior inveja reagiram à desgraça do outro com uma         reação mais vigorosa nos centros de prazer de dopamina como, por         exemplo, o estriado ventral. "Temos um ditado em japonês:         'As desgraças dos outros têm gosto de mel'" diz         Hidehiko Takahashi, o primeiro autor do estudo. "O estriado         ventral está processando esse mel."&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;      Matthew D. Lieberman, do departamento de         psicologia na Universidade da Califórnia, em Los Angeles,         co-autor de um comentário que acompanha o relato, diz ter se         impressionado por como os combinados neurais de inveja e         schadenfreude eram amarrados conjuntamente, com a magnitude de         um prevendo a força do outro. "É assim que funcionam outros         sistemas de processamento de necessidades, como a fome e         a sede", diz ele. "Quanto mais fome ou sede você         sente, o mais prazeroso será quando você finalmente beber ou         comer."&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;      As novas descobertas são preliminares, mas alguns         cientistas expressaram reservas sobre o que elas ou outros         resultados de exames do dinâmico campo de neurociência         comportamental realmente significam. Todavia, a pesquisa lança         uma luz sobre uma poderosa emoção que nós negamos ou         ridicularizamos, mas ignoramos por nossa conta e risco. Grande         parte da recente crise econômica, sugere Smith, pode muito bem         ter sido abastecida por inveja fugitiva, à medida que         financistas competiam para evitar a vergonha de ser um         "mero" milionário. &lt;/p&gt;     &lt;p class="materia-intertitulo"&gt;       &lt;strong&gt;Correlatos animais&lt;/strong&gt;    &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;A inveja pode ser vista em outros animais sociais com reputações         pessoais a defender. Frans de Waal, do Yerkes National Primate         Research Center em Atlanta, apontou que os macacos eram felizes         em trabalhar por fatias de pepino, até que uma pessoa passou a         dar recompensas melhores, como uvas, a um dos macacos. Então os         outros pararam de trabalhar por pepino e começaram a criar um         rancor. "A emoção primária é provavelmente a inveja ou o         ressentimento", diz de Waal.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;      Quando as crianças percebem que têm irmãos, suas         vidas se tornam dominadas pela inveja. Por que ela sempre se         senta na janela? O pedaço de bolo dele é maior! Sem irmãos? Tudo         bem: você pode invejar o gato.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;      Pesquisadores muitas vezes distinguem entre a         inveja e o ciúme que você sente, digamos, ao ver seu amado         flertar com outra pessoa numa festa. O ciúme é um triângulo, diz         Smith, no qual você teme perder um ser amado para outra pessoa.         A inveja é um assunto entre duas pessoas, uma flecha indo de seu         seio invejoso ao coração do outro mais favorecido. Embora a         inveja seja incansável e gregária, podendo abraçar facções         populares, a honra gira e completa Estados-nações. "É um         fato da vida que prestemos muita atenção ao status, a quem está         indo bem e quem não está, e como parecemos em comparação a         outros", diz Colin W. Leach, professor associado de         psicologia na Universidade de Connecticut, em Storrs, que estuda         a inveja.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;      Como regra, invejamos aqueles que são como nós em         muitas maneiras – sexo, idade, classe e currículo. Ceramistas         invejam ceramistas, observou Aristóteles. Paradoxalmente, essa         indução de emoções principalmente social tem sua confissão entre         as menos socialmente aceitáveis. Hostilidade ciumenta a um rival         romântico é um tópico aceitável para conversação. Hostilidade         invejosa a um rival profissional é mais como uma função corporal         constrangedora: por favor, não compartilhe. Quando questionados         por pesquisadores sobre sua inveja, participantes de estudos         disseram: "Estou secretamente envergonhado de mim         mesmo."&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;      Da forma como os cientistas evoluciotivos a veem,         as características importantes da inveja – a persistência e         universalidade, sua fixação com o status social e o fato de         coexistir com a vergonha – sugerem o desempenho de um profundo         papel social. Elas propõem que nossos impulsos individuais podem         ajudar a explicar por que os humanos são comparativamente menos         hierárquicos que muitas espécies primatas, mais inclinados a um         igualitarismo bruto e a se rebelar contra reis e magnatas que         conseguem mais do que sua parte justa.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;      A inveja também pode nos ajudar a manter a linha,         nos tornando tão desesperados para parecermos bem que tomamos a         estrada correta e começamos a agir bem. Lutamos com nossa inveja         particular, nossos anseios por mais estima, e a luta só aguça o         doloroso contraste entre a suposta perfeição do adversário, que         santificamos num trono imaginário e a mercadoria defeituosa que         somos nós mesmos.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;      "Se você deseja a glória, pode invejar         Napoleão", disse Bertrand Russell. "Mas Napoleão         invejava César, César invejava Alexandre, e Alexandre, ouso         dizer, invejava Hércules, que nunca existiu." Se a inveja é         um imposto cobrado pela civilização, todos precisam pagar.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-7170188678084005233?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/7170188678084005233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=7170188678084005233' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/7170188678084005233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/7170188678084005233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2009/03/ver-alguem-que-voce-inveja-levar-pior.html' title='Ver alguém que você inveja levar a pior dá prazer ao seu cérebro'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685217834959841968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_mAuW3aM0BYw/SceXbb6DywI/AAAAAAAABuo/RtWbi19gcyk/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-7607047490387527642</id><published>2009-03-29T11:58:00.000-07:00</published><updated>2009-03-29T12:00:27.428-07:00</updated><title type='text'>Genética influencia modo de funcionamento do cérebro, diz estudo</title><content type='html'>&lt;div class="materia-titulo"&gt;    &lt;h1 class="entry-title"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;Pesquisa envolveu a comparação de gêmeos idênticos e irmãos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;Resultado sugere que genes influenciam desempenho cognitivo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="materia-assinatura-letra"&gt;    &lt;div class="materia-assinatura"&gt;       &lt;p class="vcard author"&gt;          &lt;strong class="fn"&gt;Salvador Nogueira&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div id="materia-letra" class="materia-conteudo entry-content"&gt;      &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;div class="materia-mascara midia-largura-270"&gt;       &lt;div class="materia-foto"&gt;          &lt;div class="foto"&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/foto/0,,19797537-EX,00.jpg" title="Ativação média de um cérebro no estudo (Foto: Divulgação)" class="foto-zoom-ef"&gt; &lt;img src="http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/foto/0,,19797536-FMMP,00.jpg" alt="Foto: Divulgação" width="270" height="169" /&gt; &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;          &lt;h4&gt;Ativação média de um cérebro no estudo&lt;/h4&gt;       &lt;/div&gt;    &lt;/div&gt;     &lt;p&gt;Características como inteligência e personalidade podem ser         herdadas geneticamente? O que faz uma pessoa agir de um         determinado modo, a natureza ou a criação? Essas São algumas das         questões mais intrigantes e controversas da ciência, e as         respostas para elas só podem estar em um lugar: o cérebro.         Agora, um novo estudo joga luz sobre a polêmica.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        A pesquisa, encabeçada por Jan Willem Koten Jr.,         da Universidade Aachen, na Alemanha, usou as tradicionais         imagens de ressonância magnética funcional para identificar         potenciais mudanças em ativação de circuitos cerebrais pautadas         pela genética.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        Para fazer a constatação, ele comparou membros de         dez trios de irmãos, dos quais dois eram gêmeos idênticos --         portanto, possuíam a mesma constituição genética.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        Durante as observações do cérebro, os         participantes tinha de realizar tarefas cognitivas ligadas à         memória. Mais especificamente, tinham de memorizar a presença de         um dígito específico num quadro de números enquanto eram         distraídas pela realização de operações aritméticas ou         categorização de objetos diferentes.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        Estudos anteriores com gêmeos já tinham tentado         encontrar potenciais diferenças no cérebro com base na genética,         mas sem sucesso. Isso porque eles tentaram focar em partes         específicas do órgão.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        "Influências genéticas em ativação cerebral         de áreas que tipicamente servem a uma função cognitiva devem ser         modestas, porque essas áreas serão ativadas de forma similar em         todos os humanos", explicam Koten Jr. e seus colegas, em         artigo publicado na edição desta semana do periódico científico         americano "Science". &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; Para o novo estudo, os pesquisadores decidiram olhar o cérebro         como um todo. E aí sim conseguiram notar algumas diferenças         entre os cérebros dos gêmeos e o de seu irmão não-idêntico --         focadas mais no hemisfério esquerdo do órgão. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;        &lt;br /&gt;        "Nossos achados demonstram que existem         diferenças influenciadas geneticamente em padrões de ativação do         cérebro, causando diferenças qualitativas em rotas de         processamento neurocognitivo", concluem os cientistas.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        Na prática, isso quer dizer que pelo menos algumas         das características envolvidas com a cognição no cérebro sofrem         influência genética. Quais e em que medida, ainda é um mistério         a ser esclarecido.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-7607047490387527642?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/7607047490387527642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=7607047490387527642' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/7607047490387527642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/7607047490387527642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2009/03/genetica-influencia-modo-de.html' title='Genética influencia modo de funcionamento do cérebro, diz estudo'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685217834959841968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_mAuW3aM0BYw/SceXbb6DywI/AAAAAAAABuo/RtWbi19gcyk/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-3930214954456272901</id><published>2009-03-24T10:40:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T10:56:40.302-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='- Sidarta Ribeiro'/><title type='text'>O que você sonhou hoje?</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;h1 style="-webkit-box-sizing: border-box; color: black; font-family: Arial; font-size: 28px; font-weight: bold; letter-spacing: -0.5px; line-height: 28px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 10px; outline-style: none; outline-width: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-size: 14px; font-weight: normal; line-height: 20px;"&gt;Pesquisa mostra que sonhar pode ser muito mais útil que prever qual será o próximo jogo da Mega Sena.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div class="box-news-barra" style="-webkit-box-sizing: border-box; border-bottom-color: rgb(206, 219, 224); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-top-color: rgb(206, 219, 224); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; font-family: Arial; font-size: 11px; margin-bottom: 20px; margin-top: 20px; outline-style: none; outline-width: 0px; padding-bottom: 3px; padding-top: 3px;"&gt;&lt;div style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; height: 22px; outline-style: none; outline-width: 0px;"&gt;&lt;div style="-webkit-box-sizing: border-box; float: left; font-family: Arial; line-height: 11px; outline-style: none; outline-width: 0px; padding-top: 4px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;Por&amp;nbsp;&lt;strong style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; outline-style: none; outline-width: 0px;"&gt;Luana Ferreira&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #004a8f; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator-news-barra" style="-webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; -webkit-box-sizing: border-box; background-attachment: initial; background-color: #cedbe0; background-image: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial; float: right; font-family: Arial; height: 22px; outline-style: none; outline-width: 0px; width: 1px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #004a8f; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator-news-barra" style="-webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; -webkit-box-sizing: border-box; background-attachment: initial; background-color: #cedbe0; background-image: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial; float: right; font-family: Arial; height: 22px; outline-style: none; outline-width: 0px; width: 1px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="content-description" id="news-description" style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; font-size: 12px; line-height: 20px; outline-style: none; outline-width: 0px;"&gt;&lt;div class="box-detail-right" style="-webkit-box-sizing: border-box; float: right; font-family: Arial; outline-style: none; outline-width: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 10px; width: 230px;"&gt;&lt;div style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; outline-style: none; outline-width: 0px; padding-bottom: 20px;"&gt;&lt;div class="box-detail-image-credit" style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; font-size: 11px; line-height: normal; outline-style: none; outline-width: 0px; padding-bottom: 5px; text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;Luana Ferreira&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="box-detail-image" style="-webkit-box-sizing: border-box; border-bottom-color: rgb(206, 219, 224); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-left-color: rgb(206, 219, 224); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(206, 219, 224); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(206, 219, 224); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; font-family: Arial; outline-style: none; outline-width: 0px; padding-bottom: 9px; padding-left: 9px; padding-right: 9px; padding-top: 9px;"&gt;&lt;div class="content-image" style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; font-size: 0px; line-height: 0px; outline-style: none; outline-width: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;a class="photoViewer" href="javascript:;" id="lay-all-thumb_0" style="-webkit-box-sizing: border-box; color: #004a8f; font-family: Arial; font-weight: bold; outline-style: none; outline-width: 0px; text-decoration: none;" title="O aluno Ronkaly, de Iniciação Científica, simula o experimento. "&gt;&lt;img alt="" height="155" src="http://www.nominuto.com/_resources/files/_modules/news/news_24978_20090129203427f10f.jpg" style="-webkit-box-sizing: border-box; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font-family: Arial; outline-style: none; outline-width: 0px;" title="" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;a class="image-zoom photoViewer" href="javascript:;" id="lay-all-thumb_1" style="-webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; -webkit-box-sizing: border-box; background-attachment: initial; background-color: #004a8f; background-image: url(http://www.nominuto.com/_resources/media/img/default/icon_link_zoom.gif); background-position: initial initial; background-repeat: no-repeat; color: #004a8f; font-family: Arial; font-size: 14px; font-weight: bold; height: 25px; margin-left: 175px; margin-top: -25px; outline-style: none; outline-width: 0px; padding-top: 2px; position: absolute; text-align: center; text-decoration: none; width: 25px;" title="O aluno Ronkaly, de Iniciação Científica, simula o experimento. "&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="box-detail-image-subtitle" style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; font-size: 11px; line-height: normal; outline-style: none; outline-width: 0px; padding-top: 5px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;O aluno Ronkaly, de Iniciação Científica, simula o experimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;O Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra acaba de lançar uma ponte entre as pouco comunicáveis neurociências e a psicanálise. Estudando a relação entre sonho, aprendizado e memória, o pesquisador André Pantoja tem encontrado fortes indícios científicos de que muitos dos pensamentos que Sigmund Freud formulou no final do século 19 não só estão corretos, como podem ser usados para melhorar a vida das pessoas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Não é pouca coisa. Até agora, a maioria dos neurocientistas considera o sonho uma atividade cortical aleatória, provocada pela descarga difusa e não coordenada de vários neurônios, sem qualquer função.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Mesmo o sono era considerado apenas um descanso para o corpo até bem pouco tempo. Influenciadas por essa idéia e pelas promessas de lucro e produtividade do capitalismo, as pessoas associaram sono à perda de tempo e começaram a dormir cada vez menos. O sonho foi esquecido. "Então, o índice de doenças como depressão e os transtornos da ansiedade, que tinham como causa a privação de sono, aumentaram", conta Pantoja.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;A importância do sono para o bom funcionamento cerebral hoje está bem estabelecida, mas pouco se sabe ainda sobre a influência do sonho sobre essas funções. As pesquisas ainda são parcas e inconsistentes, já que muitas vezes dependem apenas do relato de voluntários.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Pantoja fez algo diferente. Ele usou um laboratório do sono para comparar o que acontece no cérebro das pessoas quando elas executam uma tarefa e quando repetem essa tarefa depois de dormir. E encontrou relação entre o conteúdo do sonho (onírico) e o desempenho dessas pessoas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Com a ajuda dos alunos de iniciação científica Dayara, Luciana e Ronkaly, todos da UFRN, Pantoja mapeou o traçado eletroencefalográfico de 22 sujeitos que dormiram no laboratório do sono com a cabeça repleta de eletrodos por duas noites. Na segunda noite, antes e depois de dormir, eles se divertiram no computador com o Doom, um jogo simples que envolve perseguição, mortes, monstros e labirintos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Antes, porém, a equipe fazia uma lista com tudo o que a pessoa havia feito durante o dia. As impressões sobre o jogo e o ambiente - um quarto climatizado com uma confortável cama de casal, um computador e um quadro com um navio pendurado na parede - também foram quantificadas. Elas eram filmadas enquanto jogavam, para análise do desempenho motor, e enquanto dormiam, por uma câmera infra-vermelha.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Para aumentar a probabilidade de lembrança do sonho, Pantoja despertava os sujeitos minutos antes do horário habitual, coincidindo com último ciclo do sono REM (Movimento Rápido dos Olhos, em inglês), aquele em que acontecem os sonhos mais complexos, e fazia sempre a mesma pergunta: "O que está passando pela sua mente?"&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Vinte dos 22 sujeitos relataram sonhos quando foram acordados e 18 destes sonharam com elementos do jogo. Com isso, o pesquisador já respondia a duas perguntas importantes e ainda não esclarecidas: "As pessoas sonham todas as noites? e "esses sonhos têm a ver com o que fez durante o dia?". A resposta para as duas é: provavelmente, sim.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Mas o que animou o grupo do Instituto foi a resposta da terceira pergunta: "Os sonhos são aleatórios?". De maneira inédita, na ciência mundial, Pantoja conseguiu não apenas estabelecer correlação entre o conteúdo do sonho e o desempenho, mas construir uma curva de aprendizagem, em que a quantidade do sonho se relaciona ponto a ponto com o desempenho até começar a cair, sugerindo que uma "overdose" de sonho também pode ser prejudicial para a aprendizagem.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;O achado é tão novo e surpreendente que a equipe pretende submetê-lo a uma das revistas científicas mais importantes do mundo, que Pantoja prefere não revelar. Caso seja aceito, será a primeira vez que uma pesquisa feita no Rio Grande do Norte aparecerá em um catálogo mundial das grandes descobertas. Bingo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Mas Pantoja vai além. Ele acredita que, se as pessoas prestarem mais atenção aos seus sonhos, poderão perceber "conselhos" que as ajudarão a viver melhor. Não se trata de relacionar perda de dinheiro com dente caído, por exemplo, mas entender as soluções (ou insights) que apenas em estado de inconsciência um cérebro pode chegar. "No sonho, você não vai achar a chave de todos os mistérios, mas do seu mistério", explica.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Para isso, o neurocientista defende que cada pessoa mantenha um sonhário - ou diário dos sonhos, e registre o que se passou em suas mentes enquanto dormia. Com o treino, lembrar dos sonhos se tornaria algo espontâneo. O próximo passo seria aprender a interpretar o conteúdo dos sonhos, usando-os em seu benefício, e mais: conseguir interferir no seu enredo, através do sonho lúcido (aquele em que a pessoa está semi-inconscicente), cujo estudo vem sendo comandado por outro cientista do Intituto, Sérgio Rolim. "Você, cineasta do sonho. Ninguém mais vai querer ficar acordado", brinca Pantoja.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Pode parecer estranho ouvir um neurocientista falar tão à vontade sobre teorias que até agora estão afastadas do rigor científico das ciências naturais. Pantoja faz parte do grupo de neuropsicanálise de Sidarta Ribeiro, que procura diminuir a distância entre as ciências da alma e do corpo, separadas pela ciência ocidental há quase cinco séculos. Com sua descoberta, o conhecimento humano dá um passo à frente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-3930214954456272901?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/3930214954456272901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=3930214954456272901' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/3930214954456272901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/3930214954456272901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2009/03/o-que-voce-sonhou-hoje.html' title='O que você sonhou hoje?'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685217834959841968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_mAuW3aM0BYw/SceXbb6DywI/AAAAAAAABuo/RtWbi19gcyk/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-34437367871891491</id><published>2009-03-24T10:29:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T10:32:32.561-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='- Miguel Nicolelis'/><title type='text'>Nicolelis: “O Brasil precisa de um Programa de Aceleração do Crescimento Humano"</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="content-date" style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; font-size: 11px; line-height: normal; outline-style: none; outline-width: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;15/06/2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;Neurocientista que irá participar da próxima sabatina Nominuto.com concedeu entrevista recentemente ao portal. Confira na íntegra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="box-news-barra" style="-webkit-box-sizing: border-box; border-bottom-color: rgb(206, 219, 224); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-top-color: rgb(206, 219, 224); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; font-family: Arial; font-size: 11px; margin-bottom: 20px; margin-top: 20px; outline-style: none; outline-width: 0px; padding-bottom: 3px; padding-top: 3px;"&gt;&lt;div style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; height: 22px; outline-style: none; outline-width: 0px;"&gt;&lt;div style="-webkit-box-sizing: border-box; float: left; font-family: Arial; line-height: 11px; outline-style: none; outline-width: 0px; padding-top: 4px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;Por&amp;nbsp;&lt;strong style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; outline-style: none; outline-width: 0px;"&gt;Karla Larissa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #004a8f; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator-news-barra" style="-webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; -webkit-box-sizing: border-box; background-attachment: initial; background-color: #cedbe0; background-image: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial; float: right; font-family: Arial; height: 22px; outline-style: none; outline-width: 0px; width: 1px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #004a8f; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator-news-barra" style="-webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; -webkit-box-sizing: border-box; background-attachment: initial; background-color: #cedbe0; background-image: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial; float: right; font-family: Arial; height: 22px; outline-style: none; outline-width: 0px; width: 1px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="content-description" id="news-description" style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; font-size: 12px; line-height: 20px; outline-style: none; outline-width: 0px;"&gt;&lt;div class="box-detail-right" style="-webkit-box-sizing: border-box; float: right; font-family: Arial; outline-style: none; outline-width: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 10px; width: 230px;"&gt;&lt;div style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; outline-style: none; outline-width: 0px; padding-bottom: 20px;"&gt;&lt;div class="box-detail-image-credit" style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; font-size: 11px; line-height: normal; outline-style: none; outline-width: 0px; padding-bottom: 5px; text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;Vlademir Alexandre&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="box-detail-image" style="-webkit-box-sizing: border-box; border-bottom-color: rgb(206, 219, 224); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-left-color: rgb(206, 219, 224); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(206, 219, 224); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(206, 219, 224); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; font-family: Arial; outline-style: none; outline-width: 0px; padding-bottom: 9px; padding-left: 9px; padding-right: 9px; padding-top: 9px;"&gt;&lt;div class="content-image" style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; font-size: 0px; line-height: 0px; outline-style: none; outline-width: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;img alt="" height="292" src="http://www.nominuto.com/_resources/files/_modules/news/news_17314_20090129203427caea.jpg" style="-webkit-box-sizing: border-box; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font-family: Arial; outline-style: none; outline-width: 0px;" title="" width="200" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="box-detail-image-subtitle" style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; font-size: 11px; line-height: normal; outline-style: none; outline-width: 0px; padding-top: 5px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;Nicolelis: "Eu acredito que o maior investimento que o Brasil precisa fazer é na formação de gente"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; outline-style: none; outline-width: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;O neurocientista Miguel Nicolelis, que irá participar da próxima Sabatina&amp;nbsp;&lt;span style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; font-style: italic; font-weight: bold; outline-style: none; outline-width: 0px;"&gt;Nominuto.com&lt;/span&gt;, na quarta-feira (18), às 19h, no auditório da Casa da Indústria, concedeu entrevista ao portal recentemente. Na entrevista, publicada no dia 5 de janeiro, Nicolelis fala sobre o trabalho no Instituto Internacional de Neurociências de Natal e os impactos econômicos no Estado; comenta sobre as pesquisas com neuropróteses, que desenvolve na Universidade de Duke; dá sua opinião sobre o governo Lula e sobre a possibilidade de ganhar o prêmio Nobel.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; font-weight: bold; outline-style: none; outline-width: 0px;"&gt;Confira a entrevista na íntegra:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;Nicolelis: “O Brasil precisa de um Programa de Aceleração do Crescimento Humano"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; font-style: italic; outline-style: none; outline-width: 0px;"&gt;Cientista considera que mais importante do que qualquer porto ou rodovia, o país precisa formar gente, pessoas que queiram transformar o Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; outline-style: none; outline-width: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; font-style: italic; outline-style: none; outline-width: 0px;"&gt;Miguel Angelo Laporta Nicolelis, 46 anos, é responsável por uma das mais importantes descobertas da ciência recente, que pode ser a esperança de pessoas com deficiência física ou que sofrem de doenças degenerativas: um sistema que possibilita a criação de próteses controladas por sinais cerebrais. Apontado pela “Scientific American”, como um dos 50 principais líderes da ciência do mundo, ele se considera apenas um cientista que acredita que a ciência tem um papel transformador.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; font-style: italic; outline-style: none; outline-width: 0px;"&gt;Filho da escritora infanto-juvenil, Giselda Laporta Nicolelis, com quem deve ter aprendido a sonhar, ele tem permitido hoje que cerca de mil crianças possam fazer o mesmo, a partir do projeto do Instituto Internacional de Neurociência de Natal, que, além disso, tem tornado a cidade pólo de referência nas pesquisas em biotecnologia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; font-style: italic; outline-style: none; outline-width: 0px;"&gt;Nicolelis recebeu a equipe do Nominuto.com, no final do expediente de sexta-feira (4), no Centro de Estudos e Pesquisa Prof. Cesar Timo-Iaria – IINN-ELS. Na entrevista, em determinado tempo interrompida por uma editora do The New York Times, que buscava informações sobre um experimento feito pelo cientista e que será divulgado só no próximo dia 15. O cientista falou sobre ciência, política, economia e até futebol.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; font-style: italic; outline-style: none; outline-width: 0px;"&gt;Ele revelou sua preocupação pelo fato de o país não ter uma visão estratégica de desenvolvimento e disse que, na verdade o Brasil precisa de um “PAC Humano”. Elogiou o Plano Nacional de Desenvolvimento da Educação e divulgou um projeto, que pretende implantar no Rio Grande do Norte, o qual consiste em construir escolas, ao lado de maternidades, para que toda criança possa ter um acompanhamento desde a gestação até o final do ensino médio. Com isso, ele acredita que o Estado poderá sair do último lugar no sistema educacional brasileiro para disputar com os melhores centros educacionais do país.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; font-weight: bold; outline-style: none; outline-width: 0px;"&gt;&lt;img alt="" class="imgLeft" height="289" src="http://www.nominuto.com/_resources/files/_modules/files/files_5963_20090129203427e4ae.jpg" style="-webkit-box-sizing: border-box; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; float: left; font-family: Arial; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; margin-top: 10px; outline-style: none; outline-width: 0px;" width="200" /&gt;Nominuto.com- O senhor está na lista dos 100 cientistas brasileiros mais influentes, publicada, recentemente, pela revista Época, só que na categoria benfeitor. O senhor se considera um benfeitor?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;MIguel Nicolelis - Não, eu sou e sempre fui um cientista. Eu não sabia dessa lista da Época, descobri agora, quando cheguei aqui. O que eu faço é tentar trazer a ciência para outra esfera, que além da ciência feita em laboratório, que eu faço também. Uma ciência que pode trazer um benefício mais amplo para a sociedade, como no caso do nosso projeto, para crianças e mães. A ciência tem um papel transformador muito grande e esse tipo de trabalho é importante também para mostrar o potencial dela como agente transformador.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; font-weight: bold; outline-style: none; outline-width: 0px;"&gt;NM- O senhor também já foi indicado como um dos 50 líderes mundiais da ciência pela revista “Scientific American” e preferiu utilizar essa influência para tornar realidade o sonho do Instituto Internacional de Neurociência de Natal, o primeiro dos 12 pólos científicos que o senhor pretende criar. Por que Natal? Quais as transformações que o senhor acredita que o IINN pode trazer para a cidade?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;MN- A escolha foi para demonstrar a possibilidade de se construir um projeto desse porte fora do eixo Rio-São Paulo, do Sudeste, e demonstrar a potencilidade da região Nordeste para produzir ciência de alto nível e ciência que pode trazer transformação. E a escolha de Natal, que é uma cidade de médio porte, com uma estrutura estabelecida, uma Universidade Federal, a idéia é que poderíamos criar um projeto dessa envergadura. Nós já estamos investindo R$ 80 milhões, provavelmente um dos maiores projetos do Nordeste, se não for um dos maiores do Brasil, e demonstrar que ele pode ter um impacto, tanto científico, mas também social e econômico. O científico nós já começamos, já estamos com trabalho pelo mundo afora, o social, nós já temos mil crianças sendo educadas. Educação científica, que é um dos maiores projetos do Brasil, se não for o maior. E o econômico é o próximo passo. Nós vamos criar um Parque Tecnológico aqui do lado do projeto, que permita que as idéias dos cientistas e toda essa comunidade que nós trouxemos para cá possam trazer retornos econômicos para o Estado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; font-weight: bold; outline-style: none; outline-width: 0px;"&gt;NM- Que tipo de retorno econômico esse projeto pode trazer para Natal?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;MN- Se, de repente, Natal se transforma no pólo de referência mundial de neurotecnologia, várias empresas vão querer se localizar aqui, próximo ao Instituto. Elas vão empregar pessoas e pagar impostos, e essa arrecadação vai ser toda em benefício do Estado. A idéia é transformar o Estado, no futuro, em um arrecadador de divisas da indústria do conhecimento. E não só basear a economia em matérias-primas, frutas, camarão ou turismo, desse tipo que só chega no hotel e vai embora. Nós queremos agregar um valor às atividades econômicas, muito maior e de penetração no mercado mundial de biotecnologia, de uma forma concreta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; font-weight: bold; outline-style: none; outline-width: 0px;"&gt;&lt;img alt="" class="imgRight" height="221" src="http://www.nominuto.com/_resources/files/_modules/files/files_5962_20090129203427b326.jpg" style="-webkit-box-sizing: border-box; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; float: right; font-family: Arial; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 0px; margin-top: 10px; outline-style: none; outline-width: 0px;" width="200" /&gt;NM- A Zona de Processamento de Exportações (ZPE), especializada em produtos de tecnologia e biotecnologia, no aeroporto de São Gonçalo do Amarante, será importante para isso?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;MN- Nós propusemos ao Governo do Estado uma parceria, para o Instituto fazer o desenho desse Parque Tecnológico, dentro dessa ZPE. Estamos esperando resposta para a gente ser o agente, fazer o desenho, essa arquitetura do que poderia ser feito dentro da Zona de Processamento e como a biotecnologia pode ser um componente tornar fundamental. E o curioso é que essa Zona é em Macaíba.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; font-weight: bold; outline-style: none; outline-width: 0px;"&gt;NM- Eles estão querendo transferi-la para São Gonçalo, em função do aeroporto.... mas que seria para biotecnologia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;MN- Essa foi a sugestão que a gente deu, não a transferência. Biotecnologia e basicamente tecnologia biomédica. Ter a ciência como foco. Mas, ainda assim, será fundamental.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; font-weight: bold; outline-style: none; outline-width: 0px;"&gt;NM- O IINN já atraiu a atenção do ministro da Educação Fernando Haddad e agora do governador da Bahia Jacquies Wagner. Os dois anunciaram pque retendem criar projetos semelhantes. O senhor acha que o caminho do desenvolvimento da ciência é este? Que outras ações o senhor acredita que cabem aos governos fazerem?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;MN- Eu acho que a primeira coisa que os governantes, os políticos brasileiros precisam é começarem ter uma visão estratégica do país. O problema nosso é que dado nossa história e toda nossa tradição cultural e econômica, pensa-se muito só no dia a dia, nos pequenos embates políticos do dia-a-dia e não se define uma visão estratégica de país. Eu acho que a ciência, o investimento científico e principalmente em educação científica, ele se insere na visão estratégica do que a gente quer fazer do Brasil e, em especial, do Nordeste. Eu acho que o Nordeste tem todas as condições de sediar o gérmens da indústria do conhecimento brasileiro. Nós já temos o Porto Digital, em Recife, o desenvolvimento pólo digital da universidade de Campina Grande, na Paraíba. Mas, o que eu acho é que essas atividades podem se multiplicar muito rapidamente, e o Instituto é um exemplo disso. Isso aqui foi feito com uma equipe minúscula. A arrecadação desses recursos, que são, na maioria, privados, foi feita com o exercícito de um. Ou seja, se nós tivéssemos comprometimento dos governos dos estados da região e um alinhamento com o governo federal, além de uma visão estratégica, que fosse superior a um mandato político, o Brasil tinha a chance de deslanchar. Essa é uma evolução difícil de acontecer rapidamente porque todo mundo quer tudo para ontem e o Brasil ainda não tem uma visão estratégica.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; font-weight: bold; outline-style: none; outline-width: 0px;"&gt;NM- O governo do RN anunciou para 2008 a construção da Cidade da Ciência, com estrutura de planetário, observatório, terraço astronômico, laboratórios, memorial, auditório e centro de convivência. O senhor aprova projetos como este?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;MN- Eu não tenho o mínimo conhecimento de um projeto como esse. Ouvi pela imprensa, mas, eu nunca fui consultado. E acho até estranho porque essa não é uma Cidade da Ciência, é uma estrutura muito pequena, um investimento pequeno de cerca de R$ 5 milhões ou R$ 6 milhões. Nós temos uma verdadeira Cidade da Ciência, que se não formos fazê-la no Rio Grande do Norte, faremos em outro estado. Mas, como não conheço esse projeto, é até difícil comentar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; font-weight: bold; outline-style: none; outline-width: 0px;"&gt;&lt;img alt="" class="imgLeft" height="133" src="http://www.nominuto.com/_resources/files/_modules/files/files_5960_200901292034275f74.jpg" style="-webkit-box-sizing: border-box; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; float: left; font-family: Arial; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; margin-top: 10px; outline-style: none; outline-width: 0px;" width="200" /&gt;NM- Por falar em governo, o senhor tocou nessa questão de que o Brasil não tem uma visão estratégica. Como o senhor avalia o governo Lula, principalmente, para área da ciência?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;MN- Eu acho que tem havido avanços muito importantes. Particularmente, o Ministério da Educação tem uma visão muito progressista, avança. O Plano de Desenvolvimento da Educação é uma grande mudança, eu espero que ele seja levado a termo, como o ministro Fernando Haddad planeja, porque eu li o projeto inteiro. Eu acredito que o maior investimento estratégico que o Brasil precisa fazer é na formação de gente. Nós precisamos de um grande PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Humano. Acho que esse é o primeiro, mais importante do que qualquer porto ou rodovia. Nós precisamos formar gente, pensadores críticos; nós precisamos educar pessoas que queiram transformar o Brasil, para serem líderes do país que a gente quer construir e não para serem passivos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;O nosso sistema educacional educa as pessoas a decorar e responder o que o professor quer ouvir, não educa para desafiarem o paradigma, o dogma, o poder constituído. Nós precisamos de sonhadores, um exército de milhões de crianças que queiram um país diferente, porque do jeito que está, não tem como ir. Precisa de mudanças estruturais fundamentais, mas precisa apostar nos jovens, naqueles que nem nasceram. Eu sempre falo isso. E a educação de alta qualidade para todas as crianças do Brasil, em busca de talento, incentivo ao trabalho criativo, ao trabalho que revoluciona, em qualquer área. É essa que tem que ser a nossa meta. Desafiar todos os tabus, os pensamentos coorporativos, e estimular o talento. Essas mil crianças que estamos estimulando. Muito poucas pessoas acreditariam na Cidade da Esperança e,em Macaíba, em uma das piores escolas do país, conseguimos encontrar talento, porque só precisa mostrar que elas são amadas, estimulá-las e mostrar que a escola não é um lugar que você vai passar quatro horas e ficar absolutamente desesperado para sair de lá. A escola tem que ser o lugar onde você quer estar o tempo inteiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; font-weight: bold; outline-style: none; outline-width: 0px;"&gt;NM- Agora, vamos às suas pesquisas. As pessoas não entendem muito bem como funciona o Instituto. Tem uma participação da Universidade? Como a sociedade participa?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;MN- Nós temos um grande convênio com a Universidade Federal, mas, aqui não é a Universidade. No mundo inteiro, pesquisa não se faz só na Universidade. O Brasil é um dos poucos países do mundo em que as pessoas ficam assustadas quando ouvem que a pesquisa pode ser feita fora da Universidade, mas ela pode ser feita em colaboração. Então, nós temos uma colaboração. Os pesquisadores que nós temos são da Associação Alberto Santos Dumont para apoio à Pesquisa (AASDAP), que trabalham no Instituto de Neurociência. Nós temos estudantes que são da Universidade Federal, bolsistas do CNPq, que têm bolsa, mas que fazem pesquisa aqui. Porém, essa é uma entidade eminentemente privada, sem fins lucrativos, que tem uma parceria com a Universidade para construir uma infra-estrutura de pesquisa, onde, evidentemente, os pesquisadores da UFRN são muito bem-vindos. A população tem acesso via escolas, via nossa clínica materno infantil, que vai abrir no final de fevereiro, e também nós vamos ter escola regular de tempo integral, que espero começar com cerca de mil crianças (ela vai ter um total de cinco mil). Essa escola já tem recursos garantidos pelo Ministério da Educação, no valor de R$ 42 milhões, que prevê a construção em 22 meses. Nós vamos começar e, espero que no final de 2009 ela possa estar funcionando.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;Mas, eu também tenho uma vontade muito grande, e vou atrás de apoio para construir uma maternidade, porque aqui em Natal as mulheres não têm onde dar a luz por falta de leitos de maternidade. Então, o que eu quero é que a clínica acompanhe essas mães durante a gestação, que elas tenham a maternidade onde possam dar a luz e, naquele momento, aquelas crianças serão matriculadas na nossa escola regular. Ter uma bolsa para todas elas, estudo garantido, se passarem de ano, até o final do Ensino Médio. A nossa idéia é criar estruturas como esta por todo o Estado, se nós tivermos, evidentemente, o apoio do poder público porque sozinho não dá para resolver o problema do País inteiro. Mas, é um projeto que tem condições de tirar o Rio Grande do Norte do último lugar no sistema educacional brasileiro, para disputar com os melhores centros educacionais do país.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; font-weight: bold; outline-style: none; outline-width: 0px;"&gt;NM- O senhor é responsável pela descoberta de um sistema que possibilita controlar neuropróteses por meio de sinais cerebrais, o que é a esperança para pessoas que sofrem de deficiências físicas e doenças degenerativas. Como estão essas pesquisas? Elas já têm tido bons resultados com primatas? E quais as chances de funcionar com seres humanos?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;MN- Estou muito otimista porque os últimos estudos nossos mostram bons resultados. Nós já temos, lá nos Estados Unidos, preliminares com 28 pacientes que nós não publicamos ainda, mas, a análise está revelando uma perspectiva muito boa. Nós firmamos uma parceria com a minha Universidade, de Duke, com o hospital Sírio Libanês, em São Paulo, e nós queremos agora, no final de 2008 e início de 2009, trazer os primeiros estudos em comparação com adultos. Nós já tivemos neurocirurgiões americanos que vieram paro o Sírio e neurocirurgiões brasileiros que passaram um dias em Duke, vendo as cirurgias. E nós já temos uma equipe que vai estudar esse projeto clínico no final de 2008. A minha esperança é que o primeiro ser humano a ser beneficiado com essa tecnologia seja um brasileiro.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; font-weight: bold; outline-style: none; outline-width: 0px;"&gt;NM- O senhor é um dos brasileiros mais cotados para ganhar o prêmio Nobel, mas já disse algumas vezes não se importar com isso. Qual seria o Nobel para você?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;MN- Para mim, pessoalmente, seria ver essa rede de institutos funcionando no Brasil e um milhão de crianças participando dessa experiência educacional. Ver o Brasil finalmente encontrar o seu destino e ser o país que a gente sempre sonhou. E se eu puder, de alguma maneira, participar disso, não há prêmio Nobel que pague.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;span style="-webkit-box-sizing: border-box; font-family: Arial; font-weight: bold; outline-style: none; outline-width: 0px;"&gt;&lt;img alt="" class="imgRight" height="133" src="http://www.nominuto.com/_resources/files/_modules/files/files_5964_200901292034275582.jpg" style="-webkit-box-sizing: border-box; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; float: right; font-family: Arial; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 0px; margin-top: 10px; outline-style: none; outline-width: 0px;" width="200" /&gt;NM- Agora, vamos encerrar falando sobre uma das suas maiores paixões. O que o senhor está achando do futebol brasileiro? O que achou dos escândalos que envolveram o Corinthians, no ano passado? E, com Luxemburgo, o Palmeiras volta a ganhar um título, finalmente?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;MN- O futebol é uma paixão de todos nós, mas ele é muito mal regido; o lado negro do futebol brasileiro é muito triste. Mas, isso não quer dizer que eu não tenha ficado absolutamente satisfeito, pois vou poder assistir ABC e Corinthians aqui, ou América/RN e Corinthians. Todos os corinthianos da AASDAP vão receber tickets grátis, lá em São Paulo, para vir assistir o jogo aqui porque vai ser um grande clássico. Eu espero estar presente, torcendo para o ABC, apesar de meu time, aqui, ser o Alecrim. E o Palmeiras, é esse ano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-34437367871891491?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/34437367871891491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=34437367871891491' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/34437367871891491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/34437367871891491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2009/03/nicolelis-o-brasil-precisa-de-um.html' title='Nicolelis: “O Brasil precisa de um Programa de Aceleração do Crescimento Humano&quot;'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685217834959841968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_mAuW3aM0BYw/SceXbb6DywI/AAAAAAAABuo/RtWbi19gcyk/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-1557222391605264243</id><published>2009-03-24T10:22:00.001-07:00</published><updated>2010-11-04T10:44:32.731-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='- Reinaldo José Lopes'/><title type='text'>Cientistas identificam áreas do cérebro ligadas à fé religiosa</title><content type='html'>&lt;h2 class="date-header"&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="post hentry"&gt;&lt;a href="" name="4388310417695376519"&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 21px; font-weight: normal;"&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL1035585-9982,00-CIENTISTAS+IDENTIFICAM+AREAS+DO+CEREBRO+LIGADAS+A+FE+RELIGIOSA.html" style="font-weight: bold;"&gt;ciência da fé&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="post-body entry-content"&gt;&lt;div class="materia-conteudo entry-content" id="materia-letra"&gt;&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;&lt;strong class="fn"&gt;Reinaldo José Lopes&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A ciência provavelmente não é capaz de provar se Deus existe ou não existe, mas a fé religiosa, pelo visto, é bem real -- ao menos em seus efeitos sobre o cérebro. Pesquisadores americanos estudaram o órgão em ação e conseguiram mapear as regiões cerebrais que entram em atividade quando alguém pensa em Deus, no conteúdo de uma determinada doutrina religiosa ou nas cerimônias ligadas à sua fé.&lt;br /&gt;&lt;div class="materia-mascara midia-largura-595"&gt;&lt;div class="materia-foto"&gt;&lt;div class="foto"&gt;&lt;img alt="Foto: David Brunner e Klaas Pruessmann/Divulgação" src="http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/foto/0,,18141161-FMM,00.jpg" style="height: 277px; width: 389px;" /&gt;          &lt;/div&gt;&lt;h4&gt;Imagem de ressonância obtida de cabeça e torso&lt;br /&gt;&lt;/h4&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;A pesquisa, coordenada por Jordan Grafman, dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, está na edição desta semana da revista científica "PNAS". A primeira conclusão da equipe é que não existe nenhum "órgão divino" especializado no cérebro. Para processar informações, sensações e emoções ligadas à religião e à crença em Deus, as pessoas utilizam regiões do cérebro que também servem para outras funções do dia-a-dia mental.&lt;br /&gt;Isso vale, por exemplo, para quando os voluntários tinham de imaginar Deus relativamente distante do mundo e das pessoas, sem se envolver com os assuntos terrenos; Deus enraivecido e Deus amoroso. Em todas essas situações, as áreas do cérebro que ficaram ativas, de acordo com exames de ressonância magnética, tinham a ver com a chamada Teoria da Mente. A Teoria da Mente é uma propriedade mental humana que tem a ver com a detecção de emoções e intenções em outras pessoas ou seres. É a capacidade que você usa para imaginar por que um amigo ou um parente ficou bravo com você por algum motivo, por exemplo. Nesse caso, os voluntários estão pensando num agente sobrenatural (Deus) como se ele tivesse uma mente como a de outros seres humanos.&lt;br /&gt;Da mesma forma, áreas cerebrais tipicamente associadas com o raciocínio abstrato, a memória e a fala "acenderam" quando as pessoas tinham de pensar em dogmas de sua religião, enquanto regiões associadas com o processamento sensorial ficavam ativas quando a pessoa tinha de pensar em rituais religiosos. Assim, para o cérebro, decorar informações sobre a Santíssima Trindade não seria muito diferente de aprender uma equação matemática, e assistir a uma missa seria parecido com ir ao teatro, por exemplo.&lt;br /&gt;Os pesquisadores ressaltam que a pesquisa foi feita exclusivamente com cristãos ocidentais. A religiosidade de pessoas de outras partes do mundo pode envolver aspectos cognitivos diferentes.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-1557222391605264243?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/1557222391605264243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=1557222391605264243' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/1557222391605264243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/1557222391605264243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2009/03/cientistas-identificam-areas-do-cerebro.html' title='Cientistas identificam áreas do cérebro ligadas à fé religiosa'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685217834959841968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_mAuW3aM0BYw/SceXbb6DywI/AAAAAAAABuo/RtWbi19gcyk/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-824943050167198519</id><published>2009-03-23T10:29:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T10:36:07.986-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='- Jill Bolte Taylor'/><title type='text'>Jill Bolte Taylor</title><content type='html'>&lt;object height="343" width="425"&gt;&lt;param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie"&gt;&lt;param value="high" name="quality"&gt;&lt;param value="midiaId=979581&amp;amp;autoStart=false&amp;amp;width=425&amp;amp;height=343" name="FlashVars"&gt;&lt;embed width="425" height="343" flashvars="midiaId=979581&amp;amp;autoStart=false&amp;amp;width=425&amp;amp;height=343" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-824943050167198519?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/824943050167198519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=824943050167198519' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/824943050167198519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/824943050167198519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2009/03/jill-bolte-taylor.html' title='Jill Bolte Taylor'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685217834959841968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_mAuW3aM0BYw/SceXbb6DywI/AAAAAAAABuo/RtWbi19gcyk/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-7147317690375006676</id><published>2009-03-09T09:37:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T09:44:32.063-07:00</updated><title type='text'>O espetáculo do eu</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate; color: rgb(0, 0, 0); font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;font-family:arial;font-size:13;"  &gt;&lt;table  border="0" cellpadding="4" cellspacing="0" width="100%" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;A intimidade está à vista de todos: do Orkut aos reality shows, do You Tube aos fotologs, e é cada vez mais habitual que pessoas do mundo inteiro exponham sua vida privada por meio de fotografias, relatos e vídeos. Qual o sentido destas práticas contemporâneas?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td height="45"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;por Paula Sibilia&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;table align="right" border="0" cellpadding="1" cellspacing="0" width="247"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td rowspan="3" align="right" width="10"&gt;&lt;img src="http://www2.uol.com.br/vivermente/img/px_branco.gif" height="1" width="1" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="right"&gt;OLHO DE JOVEM MULHER, 1844, ÓLEO SOBRE TELA DE JOSEPH SACCO/THE MANIL FOUNDATION, TEXAS&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="center"&gt;&lt;img src="http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/img/espetaculo1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td colspan="2" align="right" height="10"&gt;&lt;img src="http://www2.uol.com.br/vivermente/img/px_branco.gif" height="1" width="1" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Ao longo da última década, a internet passou a hospedar um conjunto de práticas “confessionais”. Milhões de usuários do mundo inteiro se apropriam de diversas ferramentas disponíveis on-line e as utilizam para exibir sua intimidade. Dia após dia, com a velocidade do tempo real, tanto os detalhes mais saborosos como os mais inócuos de sua vida são expostos nas telas interconectadas da rede global de computadores. Assim, os assuntos mais íntimos de qualquer um se derramam em blogs e fotologs, por meio de webcams sempre ligadas ou em sites como YouTube, Orkut, MySpace, Twitter e Facebook.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um verdadeiro festival da vida privada: imagens e relatos que se oferecem sem pudor algum diante dos olhares sedentos de todos aqueles que desejarem dar “uma olhada”. A tendência é bem atual e, de fato, excede as margens da web para inundar todos os meios de comunicação. Basta pensar no sucesso dos reality shows e dos programas de TV que ventilam toda sorte de dramas pessoais, ou no sucesso de vendas das revistas de celebridades e mesmo das biografias, tanto no mercado editorial como no cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que tudo isto, que parece tão fútil, é digno de atenção? O fato é que essa súbita insistência em exibir retalhos de intimidades próprias e alheias é inédita: nestas novas práticas, o espaço público e a esfera privada se misturam de uma forma jamais vista. Cabe lembrar que, até pouco tempo atrás, esses dois âmbitos da existência eram opostos e irreconciliáveis, considerados mutuamente excludentes. Mas agora vemos como as telas eletrônicas revelam, sem recato algum, todos os detalhes de qualquer vida. E não se trata apenas de um intenso desejo de se mostrar; há também cada vez mais pessoas dispostas a consumir avidamente esses relatos, fotografias e vídeos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;table  border="0" cellpadding="4" cellspacing="0" width="100%" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;table align="right" border="0" cellpadding="1" cellspacing="0" width="350"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td rowspan="3" align="right" width="10"&gt;&lt;img src="http://www2.uol.com.br/vivermente/img/px_branco.gif" height="1" width="1" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="right"&gt;© FABRÍCIO MOTA/TV GLOBO&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="center"&gt;&lt;img style="width: 390px; height: 259px;" src="http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/img/espetaculo2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Participantes do Big Brother Brasil 9, exibido pela Rede Globo: campeão de audiência&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td colspan="2" align="right" height="10"&gt;&lt;img src="http://www2.uol.com.br/vivermente/img/px_branco.gif" height="1" width="1" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, parece haver uma contradição neste fenômeno. Como é possível que os novos diários íntimos – pois é assim que são definidos habitualmente os blogs, por exemplo – se exponham diante dos milhões de olhos que têm acesso à internet? Seria essa exibição pública da intimidade um detalhe sem importância, que não altera a essência do velho diário íntimo em sua atualização cibernética? Ou se trata de algo radicalmente novo?&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rigor, todo esse murmúrio de confidências que emana dessas palavras e imagens parece ser mais “éxtimo” do que íntimo, para recorrer a um neologismo que procura dar conta da novidade. Porque embora existam muitas semelhanças entre os blogs atuais e os diários tradicionais – aqueles que proliferaram nos séculos XIX e XX –, também são enormes as diferenças entre os dois gêneros autobiográficos. Aqueles caderninhos rascunhados no silêncio e na solidão dos ambientes privados de antigamente, muitas vezes sob a luz das velas e envolvidos no mais respeitável dos segredos, tinham uma missão: resguardar todas as dobras daquela sensibilidade típica da modernidade industrial. Eram ferramentas que serviam para que esses sujeitos históricos tentassem se compreender: ajudavam-nos a criar seu próprio eu no papel. Já os blogs, os fotologs e as webcams de hoje, bem como certos usos do YouTube, do Orkut ou do Facebook respondem a outros estímulos e têm metas bastante diversas. Expressam características subjetivas bem atuais e servem a propósitos igualmente contemporâneos. Mas quais seriam essas peculiaridades e esses objetivos específicos? Trata-se de uma pergunta que vale a pena formular, porque a busca de respostas também pode nos orientar rumo à compreensão dos sentidos desses novos hábitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PARA SER ALGUÉM&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Os antigos diários íntimos eram, para seus autores, cartas remetidas a si próprios. Eram textos extremamente privados, introspectivos e secretos, pois permitiam mergulhar na própria interioridade. Possibilitavam um afundamento em toda a riqueza e na misteriosa densidade da vida interior de cada um, a fim de decifrar tudo aquilo que se hospedava em suas recônditas profundezas. Já os novos diários éxtimos da internet são verdadeiras cartas abertas. Por isso, parece evidente que tanto seus propósitos como seus sentidos são outros. A própria definição muda, pois em vez de apontar para “dentro” de cada um, os novos meios de expressão e comunicação se voltam para “fora”, buscando conquistar a visibilidade e a celebridade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;table  border="0" cellpadding="4" cellspacing="0" width="100%" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;table align="right" border="0" cellpadding="1" cellspacing="0" width="239"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td rowspan="2" style="vertical-align: top;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="center"&gt;&lt;img src="http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/img/espetaculo3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;O grande irmão, de Orwell: exemplo de vigilância constante&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td colspan="2" align="right" height="10"&gt;&lt;img src="http://www2.uol.com.br/vivermente/img/px_branco.gif" height="1" width="1" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Centrando o foco da análise nessa pequena grande diferença, cabe deduzir que nos exercícios cotidianos de autoconstrução via web se desenvolvem subjetividades afinadas com uma cultura bem diferente daquela que imperava nos séculos XIX e XX. Em mais de um sentido, estamos nos afastando daqueles tempos modernos de outrora, que já estão ficando envelhecidos. Pois agora, contrariamente ao que acontecia naquelas épocas já longínquas, novas forças incitam a fazer do próprio eu um show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como resultado dessas convulsões, a nossa idéia de intimidade também está mudando. Esse termo costumava aludir àqueles âmbitos da existência que se conheciam, de maneira inequívoca, como “privados”. Uma definição que, até bem pouco tempo, parecia tão óbvia e sem fissuras. No entanto, é cada vez mais evidente que alguma coisa mudou, e que são inúmeras as repercussões dessa transformação. Essas mudanças não são fruto exclusivo dos avanços tecnológicos que hoje nos permitem realizar façanhas antes impensáveis, mas resultam também – e, talvez, sobretudo – de certas redefinições no que tange aos nossos valores e crenças, além de contemplar múltiplos fatores de ordem sociocultural, política e econômica.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em virtude de todos esses abalos, cujos efeitos foram se consolidando por toda parte nos últimos anos, em vez de se apresentar como o reino do segredo e do pudor, hoje o espaço íntimo se converte numa espécie de cenário onde cada um deve montar o espetáculo de sua própria personalidade. Junto com essas redefinições, alargam-se compulsivamente os limites do que se pode dizer e mostrar. Seja com receio ou com prazer, mas quase sempre com certo espanto, hoje vemos como a velha esfera da privacidade se exacerba sob a luz de uma visibilidade que se deseja total.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;table  border="0" cellpadding="4" cellspacing="0" width="100%" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;Entre outros motivos, isso se dá porque essa visibilidade promete nos conceder a tão prezada celebridade. E, por si mesmas, essas condições parecem capazes de legitimar a existência daqueles que conseguem conquistá-las: ser visto e ser famoso equivale, cada vez mais, a ser alguém. Mesmo que não exista motivo algum para estar à vista de todos, e embora essa celebridade não tenha nenhum sentido exterior a ela própria. Assim, em virtude dessas transmutações, em anos recentes, a espetacularização da vida privada mais banal tem se tornado habitual – e desejável. E, como diria Guy Debord – autor do “profético” manifesto&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;i&gt;A sociedade do espetáculo&lt;/i&gt;, publicado há mais de quatro décadas -–, segundo esta nova lógica, o espetáculo se torna tautológico. Se algo aparece nos meios de comunicação é porque é bom. Mas por que é bom? Porque aparece nas telas midiáticas. E vice-versa, e só isso.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois já não é mais necessário ter feito algo extraordinário para ter acesso ao cobiçado pódio da fama, nem sequer dispor de alguma qualidade peculiar ou algum conhecimento valioso. Hoje, praticamente todos temos à nossa disposição um arsenal de técnicas para estilizar a personalidade e as experiências vitais. Além de aplicar esses recursos cotidianamente, para aprimorar a própria imagem, é preciso projetar de forma adequada os resultados dessa auto-estetização, a fim de nos posicionarmos do melhor modo possível no competitivo mercado das aparências e atrair os olhares alheios. As receitas mais eficazes para obter sucesso nessa espetacularização de si provêm dos moldes narrativos e estéticos que aprendemos ao longo das últimas décadas, tanto no cinema como assistindo televisão e consumindo publicidade, e que agora se recriam e desdobram nos novos gêneros interativos da web.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noção de intimidade não é a única que se esvanece nesse turbilhão de mudanças. Perdem nitidez, também, as fronteiras que costumavam dividir aqueles dois tipos de espaços onde transcorria a existência moderna: a esfera pública e o âmbito privado. As paredes que os separavam, e que eram sólidas e opacas, desempenhavam papel fundamental na elaboração do&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;i&gt;eu&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;moderno. Nesse processo cotidiano de autoconstrução, os diários íntimos podiam servir como uma útil ferramenta. Agora, porém, quando esses muros apresentam frestas que deixam infiltrar os olhares alheios, esse tipo de instrumento perdeu a sua utilidade. Porque hoje são outros os modelos subjetivos que se criam e se expõem incansavelmente nos monitores interconectados pelas redes globais; e, portanto, deverão ser outras as ferramentas adequadas para atingi-los.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso aumentou tanto a quantidade de pessoas que recorrem à internet para experimentar, ensaiar e brincar, testando novas formas de ser alguém – e se relacionar. Nos jogos que se desenvolvem nesses reluzentes cenários virtuais surgem estilos cada vez mais distantes do paradigma moderno do “homem sentimental”, por exemplo. Ou seja, aquele sujeito tipicamente oitocentista, que cultivava seus segredos íntimos para construir seu eu em torno de um eixo situado “dentro” de si mesmo, uma essência afincada na própria interioridade, nesse âmago cuja obscura solidez era capaz de defini-lo por inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contraste com essas vertentes mais antigas, os novos gêneros autobiográficos anunciam outros modos de ser. Formas subjetivas que resultam mais adequadas ao mundo contemporâneo, um ambiente que já não é mais aquele universo da modernidade industrial. Em lugar daquela subjetividade interiorizada, que se engendrava no silêncio e na solidão dos velhos ambientes privados, agora se desenvolvem formas de ser mais “exteriorizadas” e compatíveis com nosso meio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;Tudo ocorre como se estivesse se deslocando, paulatinamente, o eixo em torno do qual cada sujeito elabora seu eu. Nascem, assim, entre nós, subjetividades bem menos concentradas na “vida interior” e mais voltadas para o campo do visível. Esses novos sujeitos, tão contemporâneos, crêem que devem ser capazes de mostrar o que eles são na própria pele e na luz das telas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;SUJEITOS HISTÓRICOS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de meras futilidades sem importância, pois tais habilidades são cada vez mais imprescindíveis para poder lidar adequadamente com os demais e para obter sucesso nos diversos mercados da atualidade. Esses novos “modos de ser” que hoje se configuram, assim treinados no dia-a-dia das telas e dos teclados, são mais úteis e produtivos na hora de saciar as demandas da nossa sociedade.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é fácil adivinhar para onde apontam estas tendências, pois se trata de uma transição que está em pleno andamento. Um fenômeno cujo desenvolvimento é extremamente veloz, e seu caminho não só está repleto de metamorfoses constantes, mas também de contradições e surpresas. Embora ainda persistam várias características daqueles modelos tipicamente modernos, são muitos os indícios que sugerem esse deslocamento do núcleo em torno do qual as subjetividades se constroem. Um deslocamento nos próprios eixos do eu. Assim, cada vez mais, a verdade sobre cada um de nós abandona aquele núcleo secreto e íntimo – onde se refugiavam as subjetividades interiorizadas dos séculos XIX e XX .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, em vez daquele olhar introspectivo dos velhos diários íntimos e todo o universo da cultura letrada em geral, agora se estimula o espetáculo do eu. E, para responder com eficácia a essas demandas é necessário colocar em ação uma série de habilidades vinculadas com as linguagens midiáticas. Em vez de nos buscarmos apontando para “dentro”, agora somos intimados a ir para “fora”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças aos recursos oferecidos pela web e outros meios de comunicação que se tornam cada vez mais audiovisuais e interativos, as novas construções pessoais podem ser exibidas nas telas globais. E é desse modo que este novo tipo de eu se realiza. Porque em nossa sociedade do espetáculo só é aquilo que se vê, e por isso é necessário aparecer para que os olhares alheios confirmem a própria existência. Trata-se daquilo que se espera de nós: é o nosso modo de ser contemporâneo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;table  border="0" cellpadding="4" cellspacing="0" width="100%" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td height="45"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;CONCEITOS-CHAVE&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;- Os antigos diários íntimos eram cartas remetidas pelos autores a si próprios; Já os blogs são verdadeiras “cartas abertas”.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O deslocamento dos eixos do eu faz com que o núcleo secreto e íntimo onde se refugiavam as subjetividades passe a priorizar a exibição de si e do outro.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Atualmente, a esfera da privacidade se torna extremamente visível, como se a visibilidade garantisse a tão prezada celebridade, legitimando existências. Ser visto e ser famoso equivale, cada vez mais, a ser alguém.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="right"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;--&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-7147317690375006676?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/7147317690375006676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=7147317690375006676' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/7147317690375006676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/7147317690375006676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2009/03/o-espetaculo-do-eu-intimidade-esta.html' title='O espetáculo do eu'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685217834959841968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_mAuW3aM0BYw/SceXbb6DywI/AAAAAAAABuo/RtWbi19gcyk/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-866937648662052354</id><published>2009-03-09T09:21:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T10:01:31.636-07:00</updated><title type='text'>O silêncio dos Astros</title><content type='html'>Quando analisados por métodos científicos, horóscopos e mapas astrais parecem fórmulas genéricas, aplicáveis a qualquer pessoa. A longevidade e a popularidade da astrologia se devem a mecanismos psicológicos que a tornam atraente e verossímil para um grande número de pessoas     &lt;i&gt;por &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Edgar Wunder&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;    &lt;span class="interna-txt"&gt;     &lt;table align="right" border="0" cellpadding="1" cellspacing="0" width="333"&gt;                 &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;                   &lt;td rowspan="3" class="img-credito" align="right" width="10"&gt;&lt;img src="http://www2.uol.com.br/vivermente/img/px_branco.gif" height="1" width="1" /&gt;&lt;/td&gt;                   &lt;td class="img-credito" align="right"&gt;REZA ESTAKHRIAN/STONE/GETTY IMAGES&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td align="center"&gt;&lt;img style="width: 379px; height: 399px;" src="http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/img/astros1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td class="img-legenda"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td colspan="2" class="img-credito" align="right" height="10"&gt;&lt;img src="http://www2.uol.com.br/vivermente/img/px_branco.gif" height="1" width="1" /&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;               &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que os astros realmente influenciam nossa personalidade e nosso destino? Muitas pessoas acreditam que sim. Outras tantas não estão muitas preocupadas com a veracidade das previsões astrológicas, mas tampouco ficam indiferentes ao próprio mapa astral ou deixam de checar o horóscopo nos jornais, na internet. Uma pesquisa feita na Alemanha, em 2001, mostrou que três em cada quatro pessoas fazem isso esporadicamente, e uma em cada três, diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O horóscopo tradicional se baseia numa lógica bastante simples: as pessoas pertencem a um dos doze signos do zodíaco, de acordo com sua data de nascimento. Devido a um erro amplamente difundido, acredita-se que cada signo está associado a uma constelação celeste. Especialistas, no entanto, rejeitam essa idéia; os signos apenas correspondem a períodos determinados do calendário, numa divisão geométrica do céu em 12 setores, totalmente independentes das constelações do firmamento, cuja coincidência de nomes é resultado de acontecimentos históricos, totalmente superados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos astrólogos, de fato, não dão tanta importância a essa divisão do zodíaco em 12 signos, cada qual supostamente ligado a um tipo de personalidade. A maioria prefere trabalhar com mapas astrais e horóscopos individualizados, calculados com base no local e na hora exatos em que a pessoa nasceu. Mesmo assim, para o público leigo, o lado mais atraente da astrologia é essa tipologia comportamental, segundo a qual os escorpianos são vingativos os capricornianos ressentidos e os librianos, indecisos, por exemplo. Para os psicólogos que se dedicam ao assunto, as previsões astrológicas parecem dar sentido à vida de muitas pessoas, causando a espantosa impressão de que são verossímeis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;    &lt;span class="interna-txt"&gt;     &lt;table align="right" border="0" cellpadding="1" cellspacing="0" width="350"&gt;                 &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;                   &lt;td rowspan="3" class="img-credito" align="right" width="10"&gt;&lt;img src="http://www2.uol.com.br/vivermente/img/px_branco.gif" height="1" width="1" /&gt;&lt;/td&gt;                   &lt;td class="img-credito" align="right"&gt;© AKIRA FUJII&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;img style="width: 394px; height: 302px;" src="http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/img/astros2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td class="img-legenda"&gt;CONSTELAÇÃO DE SAGITÁRIO: coincidências entre terminologia astrológica e astronômica têm raízes históricas, hoje completamente superadas&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td colspan="2" class="img-credito" align="right" height="10"&gt;&lt;img src="http://www2.uol.com.br/vivermente/img/px_branco.gif" height="1" width="1" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O papel de cientistas, como eu, não é rejeitar essas idéias, mas avaliá-las criticamente, levando em conta, até mesmo, que elas possam ser verdadeiras. Foi assim que o psicólogo alemão Martin Reuter, da Universidade de Bonn, e seus colegas dinamarqueses Peter Hartmann e Helmuth Nyborg, da Universidade de Arhus,investigaram, em 2005, a relação entre signo zodiacal e personalidade em cerca de 15 mil pessoas. Seus resultados mostraram, tal como outros estudos anteriores, que não havia correlação comprada entre as duas variáveis.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;&lt;br /&gt;Mas por que, então, a astrologia é tão popular? Há 20 anos, a psicóloga alemã Hannelore Seelmann-Holzmann já dizia, em sua tese de doutorado na Universidade de Erlangen-Nuremberg, que a “lógica dos astros” funciona, para muitas pessoas, como um sistema de &lt;i&gt;subsignificação do racionalismo&lt;/i&gt;. Segundo ela, não se trata de ignorar a contradição em relação aos sistemas de significação que regem as ciências naturais; ao contrário: as convicções astrológicas são complementares à visão racional do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por não representar uma doutrina dogmática associada a nenhuma instituição (ligadas a religiões, por exemplo), cada pessoa pode adaptar o conhecimento astrológico conforme suas próprias experiências individuais e visão de mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;     &lt;table align="right" border="0" cellpadding="1" cellspacing="0" width="350"&gt;                 &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;                   &lt;td rowspan="3" class="img-credito" align="right" width="10"&gt;&lt;img src="http://www2.uol.com.br/vivermente/img/px_branco.gif" height="1" width="1" /&gt;&lt;/td&gt;                   &lt;td class="img-credito" align="right"&gt;© VLADM/SHUTTERSTOCK&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td align="center"&gt;&lt;img style="width: 380px; height: 252px;" src="http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/img/astros3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td class="img-legenda"&gt;O PSICÓLOGO AUSTRALIANO Geoffrey Dean descreve mecanismos psíquicos que podem aparecer em estudo de mapas astrais&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td colspan="2" class="img-credito" align="right" height="10"&gt;&lt;img src="http://www2.uol.com.br/vivermente/img/px_branco.gif" height="1" width="1" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;Eu mesmo descobri, numa pesquisa que realizei, em 2002, com 135 astrólogos alemães, que apenas 18% desses profissionais realmente acreditavam na influência dos astros no destino humano. Para minha surpresa, alguns me disseram abertamente que a astrologia funcionaria como uma “ficção útil”. Segundo o astrólogo alemão Christopher Weidner, a ciência contemporânea não permite mais que esses profissionais usem velhas desculpas, como a de que os astros indicam tendências, e não fatos específicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como indicam alguns estudos, aqueles que recorrem a uma aproximação mais elaborada ou “amadurecida” com a astrologia podem ir bem além da simples crença e fazer com que a influência dos astros seja percebida mais como uma experiência subjetiva de coerência. Alguns psicólogos costumam chamá-la de &lt;i&gt;experiência de evidência,&lt;/i&gt; relacionando-a ao horóscopo pessoal ou à caracterização de personalidade. Já as previsões muito específicas são vistas com mais reservas. Nada impede, porém, que com base em padrões de comportamento se trace – independentemente dos astros – algumas hipóteses para o futuro. Uma característica fundamental das experiências de evidência é que elas variam na forma como são percebidas e vividas pela pessoa. Enquanto para algumas elas são comuns ou até rotineiras, para outras podem ser raras e intensas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nós, pesquisadores, explicamos as experiências de evidência? Primeiramente, elas não são expressão de credulidade ou de imaginação. No início dos anos 90, o psicólogo australiano Harvey Irwin, da Universidade de Nova Gales do Sul, em Armidale, publicou uma série de estudos que demonstrou que os simpatizantes da astrologia são tão inteligentes, críticos e psicologicamente saudáveis como qualquer outra pessoa. Entretanto, revelaram-se um pouco mais criativos que a média.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;&lt;table align="right" border="0" cellpadding="1" cellspacing="0" width="350"&gt;                 &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;                   &lt;td rowspan="3" class="img-credito" align="right" width="10"&gt;&lt;img src="http://www2.uol.com.br/vivermente/img/px_branco.gif" height="1" width="1" /&gt;&lt;/td&gt;                   &lt;td class="img-credito" align="right"&gt;BIBLIOTECA BRITÂNICA, LONDRES&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td align="center"&gt;&lt;img style="width: 393px; height: 334px;" src="http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/img/astros4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td class="img-legenda"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td colspan="2" class="img-credito" align="right" height="10"&gt;&lt;img src="http://www2.uol.com.br/vivermente/img/px_branco.gif" height="1" width="1" /&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;               &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;Além disso, pela forma como os horóscopos são redigidos, qualquer um que os leia com relativa imparcialidade pode perceber uma coincidência entre a previsão e algum aspecto da própria vida. Como comprovei em uma pesquisa feita com 1.700 voluntários, publicada em 2002 quase todos que rejeitaram a astrologia tinham em comum o fato de nunca terem se dedicado a estudar o assunto. Em compensação, entre os que se aprofundaram um pouco no tema, praticamente todos já tinham passado por experiências de evidência.&lt;br /&gt;Em um artigo de 1998, o psicólogo australiano Geoffrey Dean descreve pelo menos três dúzias de mecanismos psíquicos cuja efetividade foi comprovada em estudos com horóscopos e mapas astrais. O mais freqüente e o mais discutido é o efeito Barnum. O nome é uma referência ao ator circense americano Phineas T. Barnum (1810-1891) que acreditava que o segredo do sucesso é “agradar todo mundo, pelo menos um pouco”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;EFEITO BARNUM&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O psicólogo americano Bertram R. Forer estudou o efeito Barnum pela primeira vez em 1948. Ele pediu a seus alunos que avaliassem o quão preciso era um texto astrológico que descrevia sua personalidade – o qual, em vez de ser uma análise feita por um profissional, apresentava uma compilação de informações coletadas em horóscopos de jornal. Os alunos atribuíram uma pontuação a esse “relatórios”, seguindo uma escala de 0 (nada preciso) a 5 (extremamente preciso). Espantosamente, a média ficou em 4,2. Mais tarde, Forer e outros pesquisadores repetiram o experimento e chegaram praticamente ao mesmo resultado. Afirmações vagas, genéricas ou ambíguas foram as que tiveram pontuações mais altas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de Forer, outros cientistas também demonstraram que quanto mais as pessoas acreditam em astrologia, mais elas tendem a concordar com afirmações do tipo Barnum. O psicólogo austríaco Andreas Hergovich concluiu, com base em muitos experimentos, que esse efeito pode ser associado a praticamente qualquer característica ou acontecimento, sendo capaz até de harmonizar informações contraditórias. Assim, qualquer previsão astrológica pode soar absolutamente pertinente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;Outro mecanismo capaz de gerar experiências de evidência é a chamada &lt;i&gt;pseudo-individualização&lt;/i&gt;. Em 1973, o psicólogo americano Rick Snyder, da Universidade do Kansas, em Lawrence, deu a três grupos de voluntários textos astrológicos idênticos, que supostamente descreviam a personalidade de cada um. Ao primeiro grupo ele explicou previamente que se tratava de uma descrição genérica da personalidade, que poderia se aplicar a qualquer pessoa. Ao segundo grupo, disse que o texto se baseava em uma interpretação astrológica de seu ano e mês de nascimento. Aos participantes do terceiro grupo, contou que aquele seria um mapa astral feito individualmente a partir da hora e do dia exato de nascimento de cada voluntário. Apesar de todos terem recebido o mesmo material, as interpretações variaram enormemente. Segundo a avaliação média do grupo 1, o conteúdo não cabia avaliação segundo critérios de certo ou errado, uma vez que se tratava de um texto genérico. Para o grupo 2, as informações estavam relativamente corretas. Já o grupo 3 considerou praticamente tudo absolutamente certo. Isso significa que quanto mais (pseudo)individualizada é a apresentação da previsão astrológica, maior é a identificação do receptor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um terceiro fenômeno que faz com que os horóscopos e mapas astrais pareçam convincentes é conhecido como &lt;i&gt;erro de atribuição,&lt;/i&gt; isto é, a tendência de buscar motivos para um certo comportamento em características instáveis de uma pessoa. Isso mostra que, em determinadas situações, todo indivíduo se comporta de forma emotiva, teimosa ou egocêntrica se for do signo de peixes, touro ou câncer, respectivamente. Então se um taurino se mostrar insistente, quem acredita em astrologia costuma justificar tal atitude pelo signo ascendente dele – sem considerar, porém, se o pisciano ou o canceriano teriam agido da mesma forma nas mesmas circunstâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, toda vez que somos expostos a uma afirmação, a tendência natural imediata é concordar com ela. A maioria das pessoas raramente se esforça para refutar uma tese. Quando isso ocorre junto com o erro de atribuição, surge, quase obrigatoriamente, uma experiência de evidência. Assim, se tivermos em mãos uma interpretação astrológica da personalidade, o mais fácil é encontrar comportamentos aplicáveis – e, de fato, acreditamos encontrá-los, ainda que nos esqueçamos de verificar se pessoas de outros signos teriam se comportado da mesma forma em situação similar. Assim, muitas vezes, quando sabemos que um colega é aquariano, por exemplo, buscamos nele as características típicas desse signo, como o idealismo e o amor pela liberdade, em vez de traços típicos de capricórnio, como a preocupação com a opinião alheia e o senso de responsabilidade (algo que provavelmente seria possível encontrar). A isso se soma a tendência de perceber nossas expectativas e convicções de forma seletiva. Assim, quem crê na astrologia está mais propenso a registrar com maior freqüência declarações falsas como verdadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;Em 1997, fui conselheiro científico do programa &lt;i&gt;Quark&amp;amp;Co&lt;/i&gt;, da emissora de televisão alemã WDR. Em um dos episódios, realizamos um experimento com 200 pessoas, recrutadas por meio de anúncios de jornal, para um projeto de “pesquisa astrológica”. Todos os participantes receberam exatamente o mesmo mapa astral, com a informação de que ele teria sido elaborado sob medida para cada um. Os resultados mostraram que três quartos dos indivíduos se sentiram bem descritos. O que ninguém sabia é que o mapa astral havia sido elaborado com as informações de nascimento de Friedrich Haarmann, um criminoso que nascera em 1879! Teste semelhante já havia sido feito nos anos 50 pelo psicólogo e estatístico francês Michel Gauquelin, que usara informações de um serial killer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ALTA PROBABILIDADE&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A probabilidade de que certas afirmações estejam corretas é outro fator subestimado pelos simpatizantes das previsões astrológicas. Lembro-me de quando participei, no início dos anos 90, de um evento em que uma astróloga me disse que “sentia” em meu mapa astral (desconhecido por ela) “um Mercúrio especialmente acentuado”. Então, perguntei como isso se expressaria em meu mapa e ela disse que o sol, o ascendente ou a lua poderiam estar em gêmeos ou virgem, ambos regidos por esse planeta. Ou o próprio Mercúrio estaria nesses signos, no ascendente ou no centro do céu, ou criaria ainda um aspecto importante junto com outro planeta. Provavelmente a astróloga não sabia que a probabilidade de ocorrência de alguma dessas configurações é maior que 80%. O número dos elementos interpretativos é tão grande que, no fim das contas, é possível encontrar qualquer traço de personalidade em praticamente todo mapa astral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas será que realmente toda experiên-cia de evidência pode ser totalmente atribuída a mecanismos psicológicos? Para checar essa hipótese, pesquisadores compararam sistematicamente mapas astrais com datas de nascimento corretas e incorretas. Se ambos levassem ao fenômeno na mesma intensidade e freqüência, então sua ocorrência não teria relação alguma com a data de nascimento e a posição dos astros. Foi exatamente esse o resultado de inúmeros estudos, entre eles, um de 2003, para o qual convidei 26 astrólogos e 1.700 voluntários. Os profissionais não conseguiram descobrir qual, entre duas datas de nascimento, era a correta para uma determinada pessoa, apesar de terem perguntando anteriormente tudo o que queriam aos participantes, exceto o dia em que nasceram. Inversamente, os indivíduos também não conseguiram definir qual das duas interpretações astrológicas oferecidas fora feita especificamente para eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultados como esses foram confirmados por outras investigações, algumas delas concebidas e executadas por astrólogos. O australiano Geoffrey Dean, por exemplo, ficou tão desiludido que abandonou a atividade, e desde então já analisou mais de 50 pesquisas semelhantes. Sua conclusão: o índice de acerto de seus ex-colegas não é maior que o de um gerador aleatório de respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, nada disso impede que muitos astrólogos, em busca de credibilidade, tentem se associar à ciência, invariavelmente sem sucesso. Muitos citam como referência o suíço Carl Gustav Jung, criador da psicologia analítica, que teria dito: “A astrologia moderna se aproxima mais e mais da psicologia e já se pode ouvi-la batendo nos portões das universidades!”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;             &lt;b&gt;CONCEITO-CHAVE&lt;/b&gt;         &lt;span class="interna-txt"&gt;Diversos estudos mostram que não há qualquer associação estatística entre personalidade e o perfil astrológico atribuído a cada um dos 12 signos do zodíaco. O mesmo se aplica aos mapas astrais e horóscopos individualizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente das doutrinas religiosas, a lógica astrológica é perfeitamente adaptável por cada indivíduo, moldando-se a suas outras crenças, muitas vezes harmonizando informações contraditórias e tornando a visão racional do mundo mais aceitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psicólogos já identificaram uma série de mecanismos psíquicos pelos quais as previsões e interpretações astrológicas parecem verdadeiras e confiáveis para muitas pessoas. Alguns exemplos são o efeito Barnum, a pseudo-individualização e o erro de atribuição. Todos eles contribuem para que a astrologia seja vista por muitos&lt;br /&gt;como algo verossímil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;A REFORMA DE GAUQUELIN&lt;/b&gt;         &lt;span class="interna-txt"&gt;     &lt;table align="right" border="0" cellpadding="1" cellspacing="0" width="215"&gt;                 &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;                   &lt;td rowspan="3" class="img-credito" align="right" width="10"&gt;&lt;img src="http://www2.uol.com.br/vivermente/img/px_branco.gif" height="1" width="1" /&gt;&lt;/td&gt;                   &lt;td class="img-credito" align="right"&gt;DIVULGAÇÃO&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td align="center"&gt;&lt;img src="http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/img/astrosbox.jpg" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td class="img-legenda"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td colspan="2" class="img-credito" align="right" height="10"&gt;&lt;img src="http://www2.uol.com.br/vivermente/img/px_branco.gif" height="1" width="1" /&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;               &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;O psicólogo e estatístico francês Michel Gauquelin (1928-1991) é uma referência obrigatória para todos os interessados na validade científica da astrologia. Seu primeiro livro, &lt;i&gt;A influência dos astros&lt;/i&gt;, de 1951, faz uma revisão crítica das pesquisas estatísticas nessa área, sugerindo que a configuração do céu no momento de nascimento não era aleatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus primeiros estudos indicaram posições estatisticamente significativas de alguns planetas em certas áreas: Marte, para atletas; Júpiter, para atores; e Saturno, para cientistas. No entanto, trabalhos posteriores, feitos com maior rigor metodológico, mostraram que essas e outras associações eram bastante duvidosas. Em &lt;i&gt;As bases científicas da astrologia&lt;/i&gt;, de 1970, afirma: “É certo que os signos do céu, que assistiram ao nosso nascimento, não têm poder algum de decidir nosso destino, de afetar nossas características hereditárias, ou de tomar parte, ainda que mínina, nos eventos que definem nossa vida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos anos de vida, Gauquelin propôs uma reforma na astrologia, sugerindo que ela deveria abandonar seus dogmas e suas tradições, adotando um novo modelo que fosse estatisticamente preciso e comprovável, detalhado em seu último livro &lt;i&gt;Neoastrologia&lt;/i&gt;, de 1991. Não obstante, muitos astrólogos ainda o citam como se ele tivesse encontrado evidências a favor da astrologia tradicional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;DEUSES, DEMÔNIOS, PLANETAS E ARQUÉTIPOS&lt;/b&gt;         &lt;span class="interna-txt"&gt;     &lt;table align="right" border="0" cellpadding="1" cellspacing="0" width="350"&gt;                 &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;                   &lt;td rowspan="3" class="img-credito" align="right" width="10"&gt;&lt;img src="http://www2.uol.com.br/vivermente/img/px_branco.gif" height="1" width="1" /&gt;&lt;/td&gt;                   &lt;td class="img-credito" align="right"&gt;MARK GRAVES/SHUTTERSTOCK&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td align="center"&gt;&lt;img style="width: 390px; height: 349px;" src="http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/img/astrosbox2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td class="img-legenda"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td colspan="2" class="img-credito" align="right" height="10"&gt;&lt;img src="http://www2.uol.com.br/vivermente/img/px_branco.gif" height="1" width="1" /&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;               &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que haveria uma relação entre a posição dos planetas e a personalidade ou o destino das pessoas? Não parece haver consenso nem mesmo entre os astrólogos. Deuses ou demônios expressariam assim seus desejos, como consta nos documentos mais antigos. Com o afastamento entre astronomia e astrologia, as explicações baseadas nas órbitas dos planetas foram ficando cada vez mais insustentáveis. Hoje se fala menos em influência dos astros, e mais em analogias simbólicas – como se houvesse uma coincidência entre o que ocorre aqui na Terra e lá no firmamento. Também se comenta muito sobre arquétipos, numa clara referência à psicologia junguiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2002, uma pesquisa com 135 astrólogos alemães avaliou quais eram suas experiências de evidência com mapas astrais e horóscopos. As respostas abaixo incluem várias explicações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;43% Analogias simbólicas&lt;br /&gt;18%  Influência dos astros&lt;br /&gt;12%  Mecanismos psicológicos&lt;br /&gt;11%  Símbolos arquetípicos&lt;br /&gt;10%  Clarividência&lt;br /&gt;3%  Acaso&lt;br /&gt;2%  Influência de deuses e demônios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;PARA CONHECER MAIS&lt;/b&gt;         &lt;span class="interna-txt"&gt;&lt;b&gt;The scientific basis of astrology.&lt;/b&gt; Michel Gauquelin. Stein and Day Publishers, 1969.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Interação entre extroversão e conhecimento astrológico em estudantes brasileiros.&lt;/b&gt; Anna Mathilde Pacheco, Chaves Nagelschmidt e Paulo Roberto Grangeiro Rodrigues. &lt;i&gt;Psicologia – Teoria e Pesquisa&lt;/i&gt;, vol. 23, no 3, págs. 305-312, 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O mundo da astrologia – Estudo antropológico.&lt;/b&gt; Luís Rodolfo Vilhena. Jorge Zahar, 1990.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Efeito Barnum a ilusão do ser. François Filiatrault. &lt;/b&gt;&lt;i&gt;Mente&amp;amp;Cérebro,&lt;/i&gt; no 115, págs. 80-81. Dezembro de 2005.&lt;/span&gt;               &lt;a href="http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/o_silencio_dos_astros_4.html" class="pags"&gt;&lt;/a&gt;               &lt;a href="http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/o_silencio_dos_astros.html" class="pags"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/608245698753871897-866937648662052354?l=cerebromente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cerebromente.blogspot.com/feeds/866937648662052354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=608245698753871897&amp;postID=866937648662052354' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/866937648662052354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/608245698753871897/posts/default/866937648662052354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cerebromente.blogspot.com/2009/03/o-silencio-dos-astros.html' title='O silêncio dos Astros'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685217834959841968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_mAuW3aM0BYw/SceXbb6DywI/AAAAAAAABuo/RtWbi19gcyk/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-608245698753871897.post-6325097085411013712</id><published>2009-02-09T10:56:00.000-08:00</published><updated>2010-11-04T10:37:38.754-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='- Nicholas Wade'/><title type='text'>Nicholas Wade: "A seleção natural moldou a religiosidade"</title><content type='html'>&lt;div class="materiaTitulo" id="materiaTitulo"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="facebookLike" style="display: none;"&gt;&lt;iframe allowtransparency="true" frameborder="0" scrolling="no" src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI109443-15228,00.html&amp;amp;layout=standard&amp;amp;show_faces=false&amp;amp;width=500&amp;amp;action=like&amp;amp;font=arial&amp;amp;colorscheme=light&amp;amp;height=35" style="border: medium none; height: 35px; overflow: hidden; width: 500px;"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="materiaSubtitulo"&gt;Em  entrevista a ÉPOCA, autor do livro "O Instinto da Fé", conta como a  religião se tornou uma vantagem competitiva determinante para o triunfo  da humanidade &lt;/div&gt;&lt;div class="materiaCredito"&gt;José Antonio Lima&lt;/div&gt;&lt;div id="materiaContainer"&gt;&lt;div class="fotoMateria box280"&gt;&lt;img alt="Divulgação" class="foto" height="400" src="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/foto/0,,33373804,00.jpg" width="280" /&gt;        &lt;br /&gt;&lt;div class="descricao"&gt;&lt;strong&gt;WADE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para o autor,&amp;nbsp;a religião forçou o comportamento moral, criando vantagens para determinados grupos&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;A  religiosidade é um comportamento moldado pela seleção natural e fez  alguns grupos de seres humanos terem vantagens competitivas sobre outros  há milhares de anos. O resultado disso é que hoje todos nós temos um  instinto religioso, que nos faz querer acreditar em&amp;nbsp;Deus.&amp;nbsp;A polêmica  tese está no livro &lt;em&gt;The Faith Instinct&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;O Instinto da Fé&lt;/em&gt;  em tradução literal, ainda sem nome oficial no Brasil), do jornalista  britânico Nicholas Wade, repórter especial&amp;nbsp;de Ciências do jornal  americano &lt;em&gt;The New York Times&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Nascido e criado no  pequeno condado inglês de Buckinghamshire, Wade foi criado na Igreja  Anglicana, mas&amp;nbsp;diz que sua religião não influenciou a&amp;nbsp;obra.&amp;nbsp; Wade conta  que escreveu o livro como jornalista e, portanto, tentou evitar a  inclusão de&amp;nbsp;qualquer experiência pessoal. &lt;br /&gt;Como fez no livro de 2006&amp;nbsp;&lt;em&gt;Before the Dawn (Antes do Amanhecer&lt;/em&gt;  em tradução literal),&amp;nbsp;no qual tenta&amp;nbsp;reconstruir a ancestralidade do  homem desde a dispersão pela África, há 50 mil anos,&amp;nbsp;Wade usa  descobertas recentes da arqueologia para tentar provar que o fato de ter  uma religião –&amp;nbsp;seguindo o chamado instinto da fé –&amp;nbsp;está na base do  sucesso dos seres humanos como espécie. &lt;br /&gt;Nesta entrevista a ÉPOCA, Wade conta como chegou a essa conclusão e&amp;nbsp;explica como a religião beneficiou a humanidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="subTitulo"&gt;ÉPOCA – &lt;strong&gt;O  senhor se baseia em evidências arqueológicas que provariam&amp;nbsp;que  o&amp;nbsp;comportamento religioso do ser humano existe há milhares de anos.  Quais são as principais evidências? &lt;br /&gt;Nicholas Wade&lt;/strong&gt; –  Há uma série de evidências descritas no livro, como&amp;nbsp;arenas para danças  religiosas de 7 mil anos, templos de 1,5 mil anos.&amp;nbsp;Essas evidências&amp;nbsp;são  persuasivas e mostram que a religiosidade é universal. Isso sugere que  esse comportamento é muito antigo e já estava presente na população  humana ancestral antes de ela se dispersar na África, 50 mil anos atrás.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="subTitulo"&gt;ÉPOCA – &lt;strong&gt;Quais são as vantagens evolutivas proporcionadas pela religiosidade? &lt;br /&gt;Wade&lt;/strong&gt;  – A religiosidade conferiu uma vantagem muito significativa a alguns  grupos de humanos. Ela permitiu que determinados grupos permanecessem  juntos, criassem uma ligação emocional e buscassem um objetivo comum.  Uma vez que todos estivessem comprometidos com esse objetivo, eles  poderiam chegar a um acordo sobre como se comportar em relação&amp;nbsp;ao outro,  definindo padrões morais, poderiam decidir como se defender contra  inimigos. Era uma vantagem poderosa, e a seleção natural permitiu que os  grupos com comportamento religioso sobrevivessem e florescessem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="subTitulo"&gt;ÉPOCA – &lt;strong&gt;Então a religião e a moralidade evoluíram em conjunto? &lt;br /&gt;Wade&lt;/strong&gt;  – São instintos diferentes. Nós vemos indícios de um comportamento  pré-moral em animais, como por exemplo nos chimpanzés. Dois machos podem  brigar, mas depois fazem as pazes e essa reconciliação traz benefícios  ao grupo. A religião e a religiosidade funcionam de forma diferente. Uma  coisa é saber o que é certo e outra é realmente fazer o que é certo. A  religião força o comportamento moral. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="bannerMateria"&gt;No começo do século XX algumas pessoas diziam que a religião iria acabar,&amp;nbsp;mas elas estavam completamente erradas&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="subTitulo"&gt;ÉPOCA – &lt;strong&gt;A  seleção natural de grupos é contestada por muitos biólogos. Como o  senhor defende essa constatação sobre o comportamento religioso diante  dessas críticas? &lt;br /&gt;Wade&lt;/strong&gt; – Sempre houve uma  dificuldade para a Teoria da Evolução explicar vários comportamentos  sociais humanos, como é a religião. O problema é o seguinte: se você  gastar tempo ajudando as pessoas, terá menos tempos para ajudar seus  filhos a sobreviver. Então, por essa lógica, uma pessoa que ajuda as  outras, um altruísta, deixará menos filhos, e assim os genes do  altruísmo desapareceriam rapidamente da população. Mas o que vemos é uma  sociedade com muitos altruístas. Então, como explicar isso? O próprio  Darwin pensou nesta questão e sugeriu que a seleção natural atua nos  grupos. Segundo ele, se um grupo tiver mais altruístas, esse grupo vai  prevalecer sobre um grupo com menos altruístas. Desde Darwin, muitos  biólogos questionaram isso e defendem que a seleção natural agiria muito  mais rapidamente sobre indivíduos, contra o altruísmo, do que sobre  grupos, a favor do altruísmo. Por conta desse argumento a teoria da  seleção de grupos perdeu espaço, mas recentemente alguns biólogos, como  Edward O. Wilson [pioneiro do estudo da sociobiologia, de Harvard],  disseram que a seleção natural dos grupos pode ter tido papel  importante, especialmente na evolução humana, por conta de dois fatores:  as guerras e as pressões internas contra comportamentos  individualistas, que forçavam, por exemplo, que o caçador dividisse a  comida com os outros. Isso pode ter suprimido ou reduzido a velocidade  dos efeitos da seleção natural individual.&lt;/div&gt;&lt;div class="subTitulo"&gt;&lt;br /&gt;ÉPOCA – &lt;strong&gt;E essas vantagens são importantes hoje em dia? &lt;br /&gt;Wade&lt;/strong&gt;  – Ainda são, tanto que todas as sociedades que conhecemos possuem  religião, mesmo aquelas em que houve uma tentativa de acabar com a  religiosidade, como a União Soviética. Temos um instinto religioso, e a  maioria das pessoas quer ter algum tipo de religião, mesmo aquelas que  não acreditam nas religiões em que foram criadas. A religião continua a  desempenhar um papel importante na vida das pessoas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="subTitulo"&gt;ÉPOCA – &lt;strong&gt;Vivemos  em uma era de triunfo da ciência, na qual muitas pessoas se dizem  religiosas, mas não vão à igreja ou a qualquer que seja o templo. Qual é  o futuro da religião? &lt;br /&gt;Wade&lt;/strong&gt; – Essa é uma pergunta  tão interessante como difícil de responder. Se olharmos apenas para o  Ocidente veremos situações díspares. Nas sociedades europeias, cada vez  mais as pessoas estão deixando de ir à igreja, mas nos Estados Unidos  elas continuam indo muito, e a religião tem um papel muito importante na  sociedade. Podemos dizer que as pessoas sempre terão o instinto da fé  dentro delas e se vão ou não à igreja depende da condição em que estão,  por exemplo passando por uma guerra, pobreza ou estresse, situações que  tendem a aumentar a necessidade de ir à igreja. Talvez seja por isso que  na Suécia, onde há um estado de bem-estar que funciona muito bem, as  pessoas têm menos necessidade de ir à igreja, enquanto na sociedade como  a americana, na qual é muito difícil ser pobre, elas vão mais à igreja.  É 
